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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 06

6º PROGRAMA__________________________________________________________


Meus amigos e meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE! VIVA JESUS!


Felizmente, estou encontrando boa aceitação para a explicação do Apocalipse à luz do Novo Mandamento. É que a maioria estava habituada a um Apocalipse católico, ou Apocalipse protestante, ou ainda o Apocalipse espírita. Mas nós, em obediência às normas estatutária, não podemos, evidentemente, sair da nossa neutralidade. Não queremos ferir ninguém, queremos dar o Apocalipse de Jesus. Por isso que é mesmo de Jesus, através do grande vidente e psicógrafo que é João, o Evangelista, o Discípulo Amado.
Victor Hugo escreveu: “Mais poderosa do que todos os exércitos do mundo, é uma idéia cujo tempo tenha chegado”. E o NOVO MANDAMENTO É A IDÉIA MÁXIMA, a última palavra de Jesus neste final de ciclo. É o caminho da realização da grande profecia do Redentor da Humanidade: E HAVERÁ UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR. Evidentemente o Pastor do Rebanho Único é Jesus, o Cristo, que nos deu pessoalmente o seu Novo Mandamento. E sem este Novo Mandamento não há Religião, não há Filosofia, não há Ciência, não há Política, nem Bíblia, nem Evangelho e nem Apocalipse. Principalmente agora, porque Jesus está voltando. E é por isso que estamos levando a todo o Brasil, o Apocalipse em espírito e verdade à luz do Novo Mandamento. Este Apocalipse é o último livro da Bíblia Sagrada, o Livro das Profecias Finais.

Vimos ontem o versículo 19: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são e as que, depois destas, hão de acontecer”.

Entramos hoje no versículo 20:

“20 – O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas e os sete castiçais que viste são as sete igrejas do Senhor”.

Ora, representar Jesus, o Filho do Homem, isto é, Deus feito Homem, como tendo em sua mão apenas os Ministros de sete igrejas literais da Ásia Menor, andando apenas no meio dessas sete igrejas, seria reduzir, sinceramente, as sublimes representações e declarações deste capítulo, como também dos seguintes, à maior das insignificâncias. O cuidado providencial e presença do Senhor não se exercem apenas junto de um número restrito de igrejas, mas junto de todo o seu povo, isto é, de toda Cristandade. E agora a Cristandade, como nós a vemos pela revelação do Novo Mandamento – sois todos irmãos com diferentes nomes: católicos, protestantes, espíritas, umbandistas, judeus, mulçumanos, esotéricos, teosóficos, e assim por diante. Não podemos apenas olhar Jesus assim, não apenas no tempo de João, nem através de todos os séculos, mas o CRISTO CÓSMICO enfeixando no regaço todas as suas ovelhas do mundo, com aquelas palavras que ainda estão dentro do nosso coração: EU ESTAREI CONVOSCO TODOS OS DIAS ATÉ AO FIM DO MUNDO, ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS.

Mas depois de apresentar o assunto do capítulo primeiro, com a referência geral às sete Igrejas, representadas pelos sete castiçais e aos missionários ou ministros, ou responsáveis pelas igrejas, representadas pelas sete estrelas, João toma agora cada Igreja em particular e escreve a respectiva mensagem dirigindo-a, em cada caso, ao Anjo da Igreja, como está no original:

1 – Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, e que anda no meio dos sete castiçais de ouro: 2 – Eu sei as tuas obras, o teu trabalho, a tua paciência, sei que não podes sofrer (ou suportar) os maus; puseste à prova os que dizem ser apóstolos e não são, porque tu os achaste mentirosos. 3 – E sofreste e manténs a paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. 4 – Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade, o teu primeiro amor. 5 – Lembra-te, portanto, de onde caíste e arrepende-te, pratica as primeiras obras, senão brevemente virei a ti, tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. 6 – Isto de bom tens, porém: odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. 7 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas do Senhor: Ao que vencer eu lhe darei a comer do fruto da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

É muito importante esta mensagem primeira, dirigida à Igreja de Éfeso.
A propósito do capítulo primeiro, versículo 4, foram apresentados alguns motivos pelos quais as Igrejas, ou melhor ainda, as mensagens dirigidas a elas, deviam ser consideradas como proféticas, tendo a sua aplicação à sete períodos distintos que abrangia a Era Cristã. Podemos acrescentar agora que este ponto de vista não é novo, nem local. O famoso Benson cita o Bispo Newton, a dizer: “Muitos pretendem, e entre eles homens sábios como Morris e Vitringa, que as sete epístolas são proféticas e se referem a outros tantos períodos ou estados sucessivos da Igreja Cristã desde o seu princípio até ao fim dos tempos”. E diz Scott: “Muitos expositores do Apocalipse têm pensado que estas epístolas às sete Igrejas da Ásia são profecias místicas de sete períodos distintos em que devia ser dividido todo o espaço compreendido, desde os dias dos apóstolos até ao fim do mundo”. Embora Newton e Scott não aceitem esta maneira de ver, seu testemunho é de valor, porque mostra que foi a maneira de ver de muitos intérpretes bem intencionados do Apocalipse, mas não iluminados.
Blonthia Flenry diz:

“Tem sido defendida por alguns comentadores de valor, uma opinião que pode ser resumida nas seguintes palavras de Vitringa: ‘Que sob esta representação emblemática das sete Igrejas da Ásia, o Espírito Santo delineou sete estados diferentes da Igreja Cristã, que apareceriam em sucessão estendendo-se até a volta de Cristo Jesus, isto é, até a consumação de todas as coisas. Que isto é apresentado em descrições tomadas dos nomes, estados e condições dessas Igrejas, de maneira que pudessem contemplar-se a si próprias, e ver tanto as suas boas qualidades como seus defeitos. Finalmente, de que conselhos e exortações lhes eram apropriados’”.

Ora, Vitringa apresentou um resumo dos argumentos que podem ser aduzidos em favor desta interpretação. Até que alguns deles são engenhosos, mas não são hoje considerados suficientes para apoiar semelhante teoria. Thiam é um dos principais comentadores ingleses que adotam o modo de ver de que são profecias das igrejas do Cristo nos diversos períodos de tempo até que Ele apareça de novo, isto é, até o dia da Sua volta.
Lendo os autores citados meditadamente, nota-se que o que levou os comentadores dos tempos modernos a por de lado a idéia da natureza profética das mensagens às sete Igrejas foi a doutrina relativamente recente, sem base bíblica, do “milênio temporal”. O último período da Igreja, como vem descrito no capítulo 3, versículos 15 a 17, pareceria incompatível com o glorioso estado de coisas que devia existir na Terra durante 1.000 anos, com todo o mundo convertido ao Senhor Deus. Daí, neste caso, como em tantos outros casos, do ponto de vista escriturístico, ceder lugar ao mais agradável. Os corações dos homens, como nos tempos antigos, ainda amam coisas aprazíveis e os seus ouvidos estão sempre favoravelmente abertos para aqueles que lhe falam de paz e de felicidade.

Ora, a primeira igreja é chamada éfeso. Segundo a aplicação feita aqui, abrangeria o primeiro período, ou seja, o período apostólico da Igreja Cristã. Note-se que quando falamos aqui em Igreja Cristã não estamos falando em igreja católica, nem igreja protestante, nem igreja espírita. Para nós, Igreja Cristã é a Cristandade toda, são todos os cristãos, sejam quais forem as religiões que adotem. Vejam bem a amplitude desta definição. Cristianismo, para nós, não é apenas catolicismo, ou protestantismo, ou espiritismo, isto só serve para dividir nesta interpretação. Não, todos aqueles que são realmente do Cristo – ou católicos, ou protestantes, ou espíritas, ou umbandistas – já estão salvos. Mas só Jesus pode saber quais são os 144 mil.
Mas, como dizia, a palavra “éfeso” significa desejável, podendo ser tomada como um bom termo descritivo do caráter e condição da Igreja em seu primeiro estado. Os primeiros cristãos receberam a doutrina do Cristo em toda sua pureza; gozaram os benefícios e bênçãos do Espírito Santo. Eles eram notáveis pelas suas obras, trabalho e paciência. Em sua fidelidade aos puros princípios ensinados por Jesus, não podiam suportar os que eram maus, então punham à prova os falsos apóstolos, os falsos Legionários, examinavam seus verdadeiros caracteres e os achavam mentirosos; não eram soldados de Deus, muito menos do Cristo.
Não temos evidência alguma de que isto fosse mais especialmente feito pela igreja literal, particular, de Éfeso do que por outras igrejas desse tempo. São Paulo Apóstolo não diz nada a esse respeito na epístola que escreveu aos efésios. Mas era feito pela Igreja Cristã como um todo naquele período, e essa era, aliás, uma obra muito a propósito naquele tempo. Basta verificar a II Epístola aos Coríntios, capítulo 11 e os Atos dos Apóstolos de São Lucas, no seu capítulo 15, no versículo 2.

Prosseguindo, qual a significação de “o anjo da igreja”?
O anjo de uma igreja significa um mensageiro, um ministro, um emissário, um missionário, o responsável dessa igreja. E como cada uma destas igrejas abrange um período de tempo, o anjo de cada igreja deve significar o ministério, o apostolado, a missão, o conjunto dos verdadeiros missionários do Cristo durante o período abrangido por esta igreja. As diferentes mensagens, posto que, dirigidas aos ministros, aos missionários, aos emissários de Jesus não podem ser aplicáveis somente a eles, porque o são, com propriedade, dirigidas por meio deles à própria Igreja, à CRISTANDADE.

E o motivo da censura? Tenho, porém, contra ti, diz o cristo, que deixaste o teu primeiro amor.
O abandono do primeiro amor não é menos digno de censura do que o afastamento das doutrinas fundamentais ou da moralidade bíblica. Esta censura não se refere a uma queda da graça, nem a extinção do amor, mas à sua diminuição. “NÃO HÁ ZELO NEM SOFRIMENTO QUE POSSA REPARAR A FALTA DO PRIMEIRO AMOR”, observa Thompson, com muita felicidade.
Na experiência cristã nunca devia chegar o tempo em que, se alguém pedisse a alguém que mencionasse o período do seu maior amor ao Cristo, não pudesse dizer: O MOMENTO PRESENTE. Mas se tal tempo chegasse, então devia lembrar-se de onde caiu, meditar, tomar tempo e juízo, recordar o estado da sua primeira aceitação da idéia do Cristo e do seu Evangelho e, finalmente, apressar-se a se arrepender, voltar a dirigir os seus passos para esta desejável posição: INTEGRAÇÃO NO CRISTO.
O AMOR, COMO A FÉ, É MANIFESTADO PELAS OBRAS: FÉ SEM OBRAS É MORTA. E o primeiro amor, quando alcançado, traz sempre consigo as primeiras obras de CARIDADE – A CARIDADE LEGÍTIMA.

E esta ameaça? Senão, brevemente virei a ti e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
Ora, esta vinda deve ser uma vinda figurada, significando uma visitação de castigo, tanto mais que é condicional. A remoção do castiçal significaria o fato de lhe serem tirada a luz e de lhe serem tirados os privilégios do Evangelho e confiados a outras mãos, se não cumprisse melhor as responsabilidades que lhe foram confiadas pelo CRISTO. Isto é muito SÉRIO! Todos têm sua oportunidade, mas aproveitam ou não aproveitam. A missão é que não pode parar. Um falha, outro vem em seguida.
Mas tendo em vista que estas mensagens são proféticas, alguém pode perguntar se o castiçal não seria sempre retirado de qualquer maneira, quer o missionário se arrependesse quer não, porque essa igreja seria seguida pela igreja imediata, que devia ocupar o segundo período. E se isto não constituirá uma objeção contra os que considerarem estas igrejas como proféticas?
Existe resposta? Sim. Eis a resposta: A expiração do período abrangido por qualquer igreja não é remoção do castiçal dessa igreja. Prestem bem atenção! A remoção do seu castiçal representaria o lhe serem retirados os privilégios que podia e devia desfrutar durante mais tempo. Seria sua rejeição da parte de CRISTO JESUS, tanto na igreja em conjunto como nos indivíduos como seus representantes eventuais, como portas-luzes da Sua Verdade e do Evangelho perante o mundo.
Dentre aqueles que professavam o Cristianismo, durante tal período, não sabemos quantos assim fracassaram, quantos foram rejeitados. Sem dúvida que muitos. Porque Deus respeita o livre arbítrio até mesmo dos missionários que querem fracassar, que querem apostatar, que querem renunciar à sua missão. É dura, mas é o caminho da salvação.
E assim iriam as coisas, permanecendo alguns firmes, outros caindo, deixando de ser porta-vozes no mundo, enquanto novos cristãos iriam preenchendo as vagas feitas pela morte e pela apostasia, até que a Igreja atingiu uma era nova na sua experiência, delimitada como outro período na sua história e abrangida por outra mensagem.

E os nicolaítas?
Jesus está pronto a reconhecer todas as boas qualidades que Seu povo possa ter. Se há alguma coisa que mereça a sua aprovação, imediatamente Ele a menciona. É o que vemos nesta mensagem à Igreja de Éfeso. Tendo mencionado primeiro os seus bons traços, depois os maus, como se não quisesse passar adiante nenhuma das suas boas qualidades, menciona que eles aborreciam, isto é, rejeitavam as obras dos nicolaítas, os quais Ele também aborrecia, isto é, detestava. No versículo 15 é de novo condenada a doutrina com as mesmas características. Parece que os nicolaítas constituíam uma classe de pessoas cujas ações e doutrinas eram abomináveis diante de Deus. Sua origem está envolvida em certa dúvida. Alguns dizem que procediam de Nicolau de Antioquia, um dos sete diácones (é o que se vê no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo sexto, versículo 5); outros, que a sua origem era atribuída a ele só para se apoiar com o prestígio do seu nome. Finalmente outros: que a seita tomou o nome de um Nicolau de data posterior, e esta é a opinião mais correta. Acerca das suas doutrinas e práticas, defendiam a poligamia (vejam bem! A poligamia!), considerando o adultério e a fornicação como coisas indiferentes a Deus. E permitiam a todos comer coisas oferecidas e consagradas aos ídolos. Ora, devemos ver em Nicolau um nome simbólico, tal como Balaão, Ântipas, Jezabel. Nicolau quer dizer: conquistador, ou triunfador do povo (versão grega do hebraico Balaão), senhor ou destruidor do povo. Sendo assim, os nicolaítas eram partidários ou defensores do sistema iníquo, idólatra que vários bispos procurariam implantar na igreja romana, chamado por São Paulo – O MINISTÉRIO DA INIQÜIDADE, que já então germinava. E quatro séculos mais tarde atingia seu objetivo no período da Igreja denominado Pérgamo, e é o que nós vamos ver. Mas vocês podem pegar muita coisa recordando a Epístola do Apóstolo dos gentios ao Tessalonicenses, a segunda, no capítulo 2, versículos 1 a 10: O MINISTÉRIO DA INIQÜIDADE, vejam bem!. E também nos Atos dos Apóstolos de São Lucas, no capítulo 20. Lá está a semente nicolaíta. Claro que é o símbolo da fermentação do mal. E fica então claro que Nicolau é assim como Balaão, como Ântipas, como Jezabel. E muita coisa vamos ver neste sentido simbólico dentro do grande Apocalipse.

quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz às igrejas
Esta é a maneira solene de Jesus chamar a atenção de todos para o que tem importância real e urgente. Na Sua vida terrestre, Jesus usava a mesma forma de linguagem ao chamar a atenção do povo para os mais importantes dos Seus ensinamentos. Por exemplo: quando se preocupou com a missão de João, o Batista, Ele falou assim: “QUEM TEM OUVIDOS DE OUVIR, QUE OUÇA!” Isto é muito importante! Para quem quiser verificar está no Evangelho segundo São Mateus, capítulo 11, versículo 15.

E finalmente, a promessa ao vencedor. Mas aqui, chegamos ao fim deste capítulo. A promessa ao vencedor nós falaremos dela amanhã, neste Programa que chegou na hora: Jesus ESTÁ VOLTANDO!

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E
PAZ NA TERRA AOS HOMENS E MULHERES DA BOA VONTADE DE DEUS!


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