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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 14


Meus amigos e meus Irmãos,

DEUS ESTA PEESENTE!
VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!


Uma coincidência extraordinária!... Quando Jesus sentiu que era chegada a sua hora, ou melhor, quando sentiu que era chegada a sua hora de ir ao Pai, de voltar ao Pai, Ele participou da última ceia com seus Apóstolos. E agora quando estamos no fim do ciclo e Ele está voltando em pleno Congresso da Boa Vontade de Deus, calha exatamente esse capítulo em que Ele diz: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta eu entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo”, capítulo 3º do Apocalipse de Jesus, versículo 20, exatamente onde nós estamos. Em pleno Congresso da Boa Vontade, não é impressionante a ceia da volta? Isso nos deixa arrepiados de emoção, um toque divino como que a nos dizer: Jesus já está entre nós, entre aqueles que interpretaram bem o Seu Novo Mandamento e dele fizeram a sua regra de vida. Para todos eles, este é o prêmio: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta eu entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo.” Quem não deseja esta graça de poder cear com o Mestre Divino e de recebê-Lo em sua casa, ou melhor, em seu próprio coração? Que coincidência espantosa!...

A promessa final.
A promessa de cear com Seus discípulos é feita pelo Senhor Jesus, antes de ser dada a promessa final ao vencedor. Isto demonstra que as bênçãos incluídas nesta promessa devem ser desfrutadas no presente estado de provação. E agora, eis a promessa ao vencedor como coroamento: “AQUELE QUE VENCER EU LHE CONCEDEREI QUE SE SENTE COMIGO NO MEU TRONO, ASSIM COMO EU VENCI E ME SENTEI COM MEU PAI NO SEU TRONO.” Culmina exatamente aqui a promessa de Jesus. Do seu estado de rebelde, caído, poluído, degradado, o homem pecador é reconciliado com Deus pela mediação do Redentor, purificado das suas poluições, remido da sua queda lamentável e agora, revestido da imortalidade, sentado, finalmente, sobre o próprio Trono do Salvador. O próprio Jesus o afirma, e Jesus nunca mentiu. A honra e a glória não podiam ser maiores, realmente. As criaturas humanas não podem conceber esse estado; a própria linguagem humana não o consegue descrever com fidelidade.
Neste versículo não há apenas uma gloriosa promessa, mas também uma doutrina importantíssima: Vemos por ele que o Cristo reina consecutivamente sobre dois tronos: sobre o Trono de Seu Pai e sobre o Seu próprio Trono. Ele declara neste versículo que VENCEU, e que agora está sentado com Deus no Seu Trono. Isto é interessante. Está agora associado ao Pai no Trono de Domínio Universal, colocado à sua direita, muito acima de todo principado, e poder e domínio, e potestade. Quem o diz é São Paulo Apóstolo, na Epístola aos Efésios, capítulo 1º, versículos 20 a 22. E então, nesta posição , Ele é um Rei-Sacerdote. É um Sacerdote porque é um Ministro do Santuário de Deus. Mas, ao mesmo tempo, está sentado à destra do Trono da Majestade de Deus (São Paulo aos Hebreus, capítulo 8, versículos 1 e 2). Esta posição de obra do Senhor Jesus foi predita pelo Profeta Zacarias no Velho Testamento. Ele fala, dizendo: “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Senhor Deus: Eis aqui um homem cujo o nome é Renovo, o Cristo. Ele brotará do seu lugar, edificará o Templo do Senhor. Ele mesmo – Jesus – sentará e dominará no trono de Deus (o Cristo será Sacerdote no seu Trono – Trono de Deus) e Conselho de Paz na obra de sacrifício e sacerdócio do Cristo em favor do homem pecador, mas arrependido. Então uma aliança haverá entre ambos.” (Profeta Zacarias, capítulo 6, versículos 12 e 13). Mas está próximo o tempo em que ele há de mudar a sua posição. Deixando o Trono do Pai Eterno, Ele tomará o seu próprio Trono e há de acontecer isto quando chegar o tempo para a recompensa aos vencedores. Porque, quando receberem esta recompensa, sentar-se-ão com o Cristo no Seu Trono da mesma forma que Ele venceu e está sentado com o Pai no Seu Trono. Esta mudança na posição de Jesus é apresentada por São Paulo Apóstolo na 1ª Epístola aos Coríntios, capítulo 15, versículos 24 a 28, diz ele:

“Depois virá o fim, quando Ele tiver entregado o reino a Deus, o Pai, quando houver aniquilado todo o império, toda a potestade, toda a força. Porque convém que reine até que haja posto os inimigos debaixo dos seus pés. Ora, irmãos, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas Ele sujeitou debaixo dos seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas – o Eterno Pai. E quando todas as coisas lhe, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou para que Deus seja tudo em todos.”

Isto é algo de muito sério para todos nós. As verdades ensinadas neste trecho podem, talvez, ser realçadas por uma rápida paráfrase dando, em cada caso, em vez dos pronomes, OS NOMES a que respectivamente se referem. Assim, por exemplo: Depois virá o fim (da presente dispensação) quando o Cristo tiver entregado o Reino que Ele agora tem juntamente com o Pai, a Deus, e quando Deus houver aniquilado todo o império e toda a potestade, e toda a força opostos à obra do Filho Unigênito, porque convém que o Cristo reine no Trono do Seu Pai até que haja posto todos os seus inimigos debaixo dos pés do Cristo. Exatamente como foi predito pelo Salmista (Salmos, capítulo 110, versículo 1). Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou, então, debaixo dos pés do Cristo. E Ele começa a reinar no Seu próprio Trono. Claro está, que se excetua o próprio Deus, que sujeitou o Cristo a todas as coisas. E quando todas as coisas estiverem sujeitas ao Cristo, então também o mesmo Jesus estará sujeito a Deus que todas as coisas lhe sujeitou. Para quê? Para que Deus seja tudo em todos nós. Pode-se verificar facilmente que esta é a versão correta do texto. A questão que se pode levantar é acerca das pessoas a quem se referem esses pronomes. E se poderá verificar que a linguagem de São Paulo faria pouco sentido se tentássemos fazer, em referência ao Cristo, esses pronomes, porque na paráfrase precedente referimos a Deus. Ora, concluímos aqui que o reino que o Cristo entrega ao Pai é o que Ele tem atualmente no Trono do Pai, onde nos diz que está agora sentado. Entrega este Reino no fim desta dispensação, quando chegar o tempo de ocupar o seu próprio Trono. Depois disto, então, reinará no Trono de Davi e só estará sujeito a Deus que continua a reter a sua posição de Domínio Universal. Deste Reino do Cristo participam os Santos: Ao que vencer eu lhe concederei que se sente comigo no meu trono. E viveram – escreve São João Profeta – passando da primeira ressurreição (exatamente no capítulo 20 do Apocalipse, versículo 4): “E viveram e reinaram com Jesus durante mil anos. Compreendemos que este seja um Reino especial ou para um fim todo especial, como veremos nesse capítulo, porque o reino atual dos Santos deve ser para todo o sempre (Daniel capítulo 7, versículos 18 a 27). Como poderá qualquer objeto da Terra afastar os nossos olhos desta durável e celeste perspectiva? É grandioso demais para o entendimento do homem, ainda tão afastado nestas coisas de Deus. Mas a verdade é que assim terminaram as mensagens às Sete Igrejas.

Que testemunho direto e impressionante! Que lições encerram para todos os cristão em todos os tempos da Humanidade. É tão verdade para a última como para a primeira Igreja. E TODAS AS SUAS OBRAS SÃO CONHECIDAS DAQUELE QUE ANDA NO MEIO DOS SETE CASTIÇAIS DE OURO. Ao seu olhar penetrante nada se pode furtar ou esconder. E, ao mesmo tempo que suas ameaças aos hipócritas e malfeitores  são, com toda justiça, terríveis, que confortadoras, que gloriosas as suas promessas para aqueles que realmente O amam vivendo o Seu Novo Mandamento com toda a simplicidade de coração!
Meus amigos e meus Irmãos, benditos aqueles que pregam e praticam o Novo Mandamento do Cristo de Deus!

No capítulo 4 temos uma nova visão, e esta se refere ao Santuário Celestial. Vejamos no versículo 1º do capítulo 4:

1 – Depois destas coisas, olhei e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui e eu te mostrarei as coisas que depois destas devem acontecer.

 Ora, nos três primeiros capítulos, João Evangelista apresenta a visão que teve do Filho do Homem, isto é, de Jesus, compreendendo uma descrição da Sua Majestosa pessoa, num registro das palavras que com uma voz semelhante ao som de muitas águas ouviu pronunciar. Uma nova cena, uma nova visão se patenteiam agora perante todos nós. E a expressão “depois destas coisas” não significa que o que é relatado no capítulo 4 e seguintes devia ter lugar depois do cumprimento de tudo o que vem contado nos capítulos anteriores. Mas apenas que depois de ter visto e ouvido o que aí vem contado ou relatado, teve a nova visão que agora vai descrever; então diz: “Depois destas coisas, olhei e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui e eu te mostrarei as coisas que depois destas devem acontecer”. Notem bem que São João diz: estava uma porta aberta no céu e não para o céu. Não era uma abertura no próprio céu perante a mente de São João, como no caso de Santo Estevão. (Lembram-se daquela cena triste do apedrejamento, depois da condenação injusta, no livro de São Lucas, Atos dos Apóstolos, capítulo 7, versículo 56?) Não era uma abertura do próprio céu perante a mente de São João – como no caso de Estevão – mas algum lugar, ou compartimento no céu, foi aberto perante ele e lhe foi permitido contemplar o que ali se estava realizando. Noutras partes deste Livro, deste soberbo Apocalipse, claramente veremos que este compartimento, que São João viu aberto, era o Santuário Celestial. Já imaginaram a grandeza desta cena? Não é nenhum santuário terreno, material – É O SANTUARIO CELESTIAL!

As coisas que depois destas devem acontecer
Temos de comparar estas palavras com aquelas do capítulo primeiro, logo no 1º versículo: O grande objetivo do Apocalipse é a apresentação de acontecimentos futuros com o propósito de informar, edificar, confortar [consertar] a Igreja Universal do Seu Novo Mandamento. Por quê? Porque o Apocalipse é de Jesus, e o fato central do Apocalipse é a segunda vinda de Jesus ao nosso mundo, e graças a Deus que está breve. Ele mesmo, Jesus, diz: Eis que breve Eu voltarei.

No versículo 2:

2 – E logo fui arrebatado em Espírito, e eis que um trono estava posto no céu e um sentado sobre o trono. 3 – E o que estava sentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e sardônica, e o arco celeste estava ao redor do trono e parecia semelhante a esmeralda. 4 – E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi sentado sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de branco e tinham sobre as cabeças coroas de ouro. 5 – E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus.

O que significa arrebatado em espírito?
Já, neste mesmo Livro, vimos idêntica expressão no capítulo 1º, versículo 10, o Discípulo Amado – agora Profeta – dizendo: “Eu fui arrebatado em Espírito no Dia do Senhor”, isto, sábado. Esta expressão é empregada para exprimir o fato de que São João teve uma visão num sábado ou Dia do Senhor. Se ali João se referia ao fato de estar em visão, deve referir-se aqui ao mesmo. Por conseguinte, a primeira visão terminou com o capítulo 3 e começa aqui uma visão inteiramente nova. Não constitui séria objeção o fato de João, o Evangelista, anteriormente, como vemos pelo primeiro versículo deste capítulo, se haver encontrado em estado espiritual que lhe permitiu olhar e ver uma porta aberta no céu e ouvir uma voz como poderoso som de trombeta chamando-o para uma contemplação mais próxima das coisas celestiais. É evidente que pode haver estados de êxtase [um estado de êxtase] independentes da visão, como o de [como viu] Estevão que, cheio do Espírito Santo, pôde olhar e ver os céus abertos e Jesus, o Filho do Homem, sentado à direita de Deus. Em Espírito significa: em [um] estado mais alto ainda de elevação espiritual.
Arrebatado, de novo, na visão espiritual, o primeiro objeto que viu foi um trono no céu, e o Ser Divino sentado nele. A descrição da aparência deste Ser, com vestido da cor de jaspe, que geralmente é purpúrea, misturada com a sangüínea sardônica, é de modo a sugerir, imediatamente, a idéia de um monarca revestido com suas vestes reais.

E em redor do trono havia um arco-íris, reforçando a grandeza da cena, recordando que [recordando o ser], PODEROSO E ABSOLUTO, DOMINADOR COMO É – O QUE ESTÁ SENTADO SOBRE O TRONO – É TAMBÉM O DEUS QUE GUARDA ALIANÇA COM SEUS FILHOS [COM O CRISTO].
Vocês já imaginaram... Fechando bem os olhos, pensando em Deus, a beleza deste quadro. E a honra que tiveram os vinte e quatro anciãos? Particularmente você, meu Irmão Legionário, gostaria de estar nesse lugar, perto de Deus, perto de Nosso Senhor Jesus Cristo, perto da multidão santificada que faz o Espírito Santo? Depende [isto] exclusivamente de você. Deus respeita o seu livre arbítrio. Mas, se você quiser, certamente estará no meio deles. Você poderá até chegar a ser um dos vinte e quatro Anciãos! E é sobre estes que falaremos amanhã, neste programa Jesus Está Voltando. Porque, realmente, se existe o Apocalipse, que é o complemento inseparável do Evangelho, é para advertir a Humanidade sobre a VOLTA DE JESUS e AGORA JESUS ESTÁ VOLTANDO! Bem-aventurados aqueles que têm ouvidos de ouvir!

Que a Paz de Deus esteja com todos, agora e sempre, e
VIVA JESUS!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 13


Meus amigos e meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE!
VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!


Ontem prometemos continuar na explicação de todos esses símbolos, como vestidos brancos ou vestes brancas, colírio, etc.:
2º – vestes brancas – não há quase ponto algum de mistério para qualquer controvérsia. Há alguns textos que nos oferecem uma chave para compreender bem esta expressão. Uma, por exemplo, está no Profeta Isaías, no capítulo 64, versículo 6: “Porque, Senhor, todas as nossas justiças são trapos de imundície.” Isto é muito claro, claro demais. Trapos imundos, vestes sujas... Portanto, somos aconselhados a comprar o contrário dos trapos de imundície, isto é, devemos ter vestes ou vestidos completos, imaculados, brancos. A mesma figura é empregada no profeta Zacarias, capítulo 3, versículos 3 e 4. De resto, São João, neste mesmo Apocalipse, capítulo 19, versículo 8, claramente diz que o linho fino são os atos de justiça dos santos de Deus. Portanto está mais evidente, tudo muito bem explicado.
3º – o símbolo do colírio – Sobre este assunto há tão pouco motivo para diversidade de opinião como sobre as vestes brancas. Por certo que a unção dos olhos não se deve tomar no sentido literal, fazendo -se referência à coisas espirituais. O colírio deve significar aquilo com que é despertado o nosso discernimento espiritual. Na Palavra de Deus encontramos revelado um agente por meio do qual, tudo isso se realiza – o Espírito Santo. Este é o Grande Consolador, este é o instrumento principal do Cristo, ou mesmo do Pai através do Cristo. Esta multidão de Espíritos de Luz, Espíritos já depurados, já integrados no Cristo. São os eternos auxiliares na obra de depuração da Humanidade. Nos Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versículo 38, lemos que Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo. Claro, em torno de Jesus estavam e sempre estarão os  Espíritos mais adiantados deste planeta. Isto é muito importante, é muito sério! O trabalho do Espírito Santo sempre ali, sempre presente, secundando o Cristo de Deus. O mesmo escritor por meio do qual foi dado o Apocalipse, escreveu à Igreja na sua Primeira Epístola, capítulo 2, versículo 1, nos seguintes termos: “Estas, coisas vos escrevo para que não pequeis.” No versículo 27 é abordado o mesmo sentido; “Quanto a vós outros, a unção que Dele recebestes permanece em vós e não tendes necessidade de que alguém vos ensine, mas como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas e é verdadeira e não é mentirosa, permanecei Nele.”  A obra que aqui apresenta como realizada pela unção é exatamente a mesma que atribui ao Espírito Santo no seu Evangelho, segundo São João, capítulo 14, versículo 26: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo quanto Eu vos tenho dito”, comparar com o capítulo 16, versículo 15: “Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vos anunciará.” Isto é muito importante! O Espírito Santo não é um sopro. Porque muita gente pensa que o Espírito Santo é uma coisa irreal, é um sopro de Deus nas narinas humanas. Não, é essa multidão invisível de Espíritos iluminados que foram católicos, protestantes, espíritas, ateus, judeus, muçulmanos. E hoje estão na categoria de discípulos queridos do Mestre de todos os mestres que é Jesus. Em suma, somos aconselhados de um modo solene e formal pela Fiel e Verdadeira Testemunha, todas figuras de ouro, vestes brancas e o colírio, a vir lhe procurar rápida e fervorosamente o aumento das celestes graças da fé, esperança e caridade. Enfim, a justiça que só Ele mesmo pode outorgar e ainda a unção do Espírito Santo.
Mas como é possível que um povo destituído destas coisas pense que é rico ou está enriquecido? Impõe-se uma explicação, talvez a única possível, visto não haver lugar para outra. Devemos observar que nos laodicenses não se encontra falta alguma quanto às doutrinas que professam, isto é importantíssimo! As doutrinas estão certas. Então por que os laodicenses são culpados? Também não são acusados de albergar em seu seio uma Jezabel qualquer, nem de apoiar doutrinas de heresiarcas de Balaão ou dos nicolaítas, etc. Pelo teor da mensagem que lhes é mandada, vemos que a sua crença é correta, sua teoria plenamente sã, desejável, apoiável, abençoável. Conclui-se, portanto, que tendo uma teoria correta eles se contentam com ela. Os laodicenses se satisfazem com uma correta forma de doutrina mas sem o seu poder, sem a sua aplicação. Tendo recebido a luz acerca dos acontecimentos finais desta dispensação e com um conhecimento teórico das verdades que dizem respeito à última geração da Humanidade, são inclinados a descansar, se já estão salvos com a doutrina certinha corretinha... Então negligenciam a parte mais importante da religião que é a espiritual.
É, sem dúvida, por suas ações e não por suas palavras que dizem que estão ricos e estão enriquecidos, tendo tanta luz, tanta verdade, de que mais podem carecer? Muita gente está nesta chave, infelizmente, Senhor Deus! Isto aqui é para meditar. Pois, se com louvável tenacidade defendem a teoria e na letra, pelo ponto de vista da vida exterior, se conformam com a progressiva luz derramada sobre os Mandamentos de Deus e a fé em Jesus, não será, então, isso justiça completa? Ricos, enriquecidos, de nada tendo falta, pois é aqui que está o seu tremendo erro, sua grande ilusão, todo o seu pouco diligenciar do espírito, o fervor, a vida, o poder de um Cristianismo vivo, prático, o Cristianismo da lbv, que sem nenhuma dotação orçamentária, sabotada por todos, mas é o Cristianismo prático, este milagre de quase 20 anos sem vintém do Governo, sem níquel do Estado e ainda com a perseguição de todos os ignorantes das religiões e credos diversos que desgraçam o Brasil, quando se digladiam em nome do próprio Deus. É isto que faltava a estas criaturas de Laodicéia: CRISTIANISMO VIVO E UMA CORRETA TEORIA. Está tudo escrito e perfeito, mas falta explicar tudo isso a bem da Humanidade, do contrário não há Cristianismo, não há Jesus, não há nada. O que há é um jogo floral, um torneio verbal, uma declamação perfeitamente inútil. E quando o povo está com fome não quer saber de poesia, nem de iê-iê-iê, não quer saber de nada, quer é comer para poder ficar de pé e ajudar a família e a si mesmo.



E o sinal do amor?
Por estranho que pareça, este sinal é o castigo, como já expliquei muitas vezes ao pregar o Evangelho e recordar esta palavra apocalíptica: “Aqueles a quem amo repreendo e castigo”, este é o sinal de amor, não é estranho? Se estamos sem castigo, diz São Paulo, não somos filhos (Hebreus, capítulo 12). Comentando esta passagem, diz Thompson: “Aqui é apresentada uma lei geral da sua graciosa ecumenia.” Como todos precisam de castigo em alguma medida e ninguém é perfeito, também em alguma medida o recebem e têm assim provas da dedicação do Redentor. É uma lição dura de aprender, os crentes são tardos estudantes. Mas aqui, através da Palavra de da previdência de Deus, se estabelece que as provas são benção suas, que nenhum filho é poupado à vara, os cábulos, os estúpidos, incorrigíveis, são rejeitados ao passo que os escolhidos para gloriosa estrutura são sujeitos ao cinzel e ao martelo de Deus. Não há cacho, na verdadeira vinha, que não tenha de passar pelo lagar. E comenta um outro estudioso:

“Quanto a mim, quando estou em aflição, bendigo a Deus por ter observado e sentido tanta misericórdia nesta dura dispensação divina e fico quase transportado, muito me alegro ao pensar quão infinitamente doces são as misericórdias divinas ao ver como os seus castigos são verdadeiramente gloriosos”.

Atendendo, portanto, à origem e ao designo dos castigos que recebes, meu Irmão Legionário, não percas tempo. O Irmão Zarur às vezes é duro, parece até que ofende, porque ama muito, como diz a irmã Elza: PAI SEVERO. Não percas um golpe de vara; trata de ver o teu erro, porque quem está julgando não é Zarur, é Jesus!

Arrepende-te, diz a mensagem. Isto é, acerta o passo, e esta é a primeira aplicação da própria verdade para a salvação de todos nós. Trata de ser realmente zeloso e arrepende-te da tua vaidade ainda que, como vimos o estado apresentado pela frieza ou tibieza seja preferível, todavia, não é o estado quente em que devemos encontrar no Congresso da Boa Vontade permanente, diário até o fim do ciclo? Nunca somos exortados a procurar esse estado a não ser pelos acontecimentos da verdade diante de nós. Somos aconselhados a atingir um mundo mais elevado. Então temos de ser zelosos, fervorosos, dedicados e a ter o nosso coração abrasado no serviço do Mestre Jesus.

Aí chega o símbolo de Jesus batendo à porta.
Prestem atenção! Aqui está o coração dos corações – O CRISTO DE DEUS. Não obstante ao rigor da sua assertiva que Ele repreende e castiga, qual nada; Ele ama tanto as Suas almas que se humilha para lhes solicitar o privilégio de as abençoar. É muito estranho! Então, diz Jesus: “Eis que estou à porta e bato.” Eis que estou na porta de cada Legionário e bato. Por que bate? Não é com receio de dormir na rua. Entre as moradas da casa do Pai nenhuma única está fechada para Ele. Ele é a vida de todos os corações, é a luz de todos os olhos, é o cântico de glória de todas as bocas, de todos os lábio e, entretanto, anda o Rei de porta em porta, humildemente em Laodicéia. Está junto de cada casa legionária e bate porque veio procurar e salvar o que estava perdido, o que se extraviou, o que desertou da salvação. Por quê? Porque não pode abandonar o propósito de comunicar Vida Eterna a todos aqueles que o Pai lhe deu. Então vai procurar a ovelha extraviada. Compraste tanto? Compraste tudo de bom que Eu te dei? Estás com o chapéu na mão pedindo desculpas? Ele bate e torna a bater, estou eu aqui batendo, na hora do culto, da Cruzada do Novo Mandamento, é a oportunidade de fazer uma visita cristã a um indivíduo, a uma família. Se assim não fizeste, ó que infeliz tibieza. Gente morna! Fatal mundanismo! As seduções do Mundo, o ouvido sempre pronto a ouvir todas as calúnias, injúrias, intrigas da ignorância da má fé. O Senhor da glória deixa o seu Palácio Celestial e vem na pobreza com suor, sangue e lágrimas bater à porta do seu amigo, de alguém que era cristão, era Legionário e agora o que é? Agora o que faz? Jesus quer entrar neste coração, vem salvar uma criatura cuja casa está a arder mas não quer admitir. Então, como dizia São Paulo: “Oh! Altura, profundidade, a paciência de Cristo Jesus!” Até o pagão Publius recebeu São Paulo, o hospedou consigo três dias cortesmente. Um pagão! Hão de os Legionários dizer ao Senhor dos Apóstolos, ao Senhor do Céu e da Terra, que não têm aposento para Ele? E, entretanto, ouça cada um, em pleno Congresso: Se alguém ouvir a minha voz – preste atenção menino; menina, preste atenção! – Jesus suplica, ao mesmo tempo que bate à porta, com a palavra que supõe que alguns não hão de ouvi-la. Embora esteja à porta e bata e suplique até que seus cabelos se umedeçam com o orvalho da noite, alguns fecharão os ouvidos aos seus carinhosos rogos. Não basta ouvir, devemos ouvir e abrir a porta ao Cristo e Senhor. E muitos que, a princípio, ouviram a voz, e durante algum tempo se sentiram inclinados a prestar atenção, deixarão, infelizmente, no fim, de fazer o necessário para lhes assegurar a comunhão do hóspede divino.
Amigo, Irmão Legionário, estão os teus ouvidos abertos aos rogos do Senhor que nos guia? Estais prestando atenção? E o som da voz Dele é um som bem-vindo pra ti? Queres ou não abrir a porta para deixá-lo entrar? Ou está a porta do seu coração atravancada por montões de lixo? O lixo das vaidades, do orgulho, das calúnias, das infâmias. Se não queres remover este luxo deste lixo, este lixo deste luxo. Condescendência, covardia, apatia, tibieza? És morno.

E que promessa se segue, meu Deus! se alguém abrir, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo. Que quadro expressivo e tocante temos aí. Amigo com amigo, participando da alegre o social refeição, alma com alma, numa conversação franca e limpa [íntima]. E que cena deve ser aquela em que o Rei da glória é um hóspede! Esta linguagem não se refere a qualquer privilégio vulgar. Quem poderá ficar indiferente a tão carinhosa súplica, tão extraordinária promessa? Nem sequer nos é pedido que ponhamos à mesa para esse Divino Hóspede, Ele próprio que o faz, Ele próprio é que traz aquele alimento divino, as iguarias da sua própria despensa celestial. Apresenta-nos aqui a antevisão da glória que breve será vivida. Dá-nos, aqui, penhores da nossa futura herança incorruptível, imaculada, imarcescível. Na verdade quando tivermos cumprido as condições de recebermos esta promessa, meus amigos e meus Irmãos, experimentaremos o aparecimento da Estrela da Alva em nossos corações. Contemplaremos o dealbar de uma gloriosa manhã para a Igreja do Novo Mandamento de Deus, a Igreja do Rebanho Único. E depois vem a promessa final, a promessa de cear com os seus discípulos, feita pelo Senhor, antes de ser dada a promessa final ao vencedor. Isto mostra que as bênçãos incluídas nesta promessa devem ser desfrutadas no estado presente a partir de agora em pleno inferno do mundo.

Eis a promessa ao vencedor: aquele que vencer eu lhe concederei que se sente comigo no meu trono, assim como eu venci e me sentei com meu pai no seu trono. Aqui termina a promessa de Jesus. Depois de muitos sofrimentos, depois de muitas encarnações, aqui está o prêmio final. Do seu estado de rebelde, caído, degradado, poluído, o homem é reconciliado com Deus pela Obra do Cristo, com a proteção do Espírito santo, purificado das suas poluições, remido da queda lamentável, e agora perdoado, revestido da imortalidade, finalmente sentado no próprio Trono do Cristo de Deus. A honra e a glória não podiam ir mais longe. As mentes humanas nem podem conceber esta glória. Nem há termo na triste linguagem humana capaz de descrevê-la. Damos, apenas assim, uma idéia grosseira deste panorama de luz. Nós, pecadores, no Trono do Cristo? Sentados no seu Trono? Apenas podemos trabalhar, até que, vencedores por fim, saibamos o que vem lá.
Sê fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida. Esta é a advertência a cada Legionário em pleno Congresso do Novo Mandamento: ser fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida!

Que a Paz de deus esteja com todos, agora e sempre, e
VIVA JESUS!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 12


Meus amigos e meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE!


14 – E ao Anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: 15 – Eu conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! 16 – Assim, porque és morno e nem és frio nem quente, eu te vomitarei da minha boca. 17 – E como dizes: sou rico, estou enriquecido e de nada tenho falta, e não sabes que és um desgraçado, miserável, e pobre, e cego, e nu. 18 – Eu te aconselho que de mim compres ouro provado no fogo para que te enriqueças, e vestes brancas para que te vistas e não apareça a vergonha da tua nudez e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas bem. 19 – Eu repreendo e castigo a todos quantos amo. Sê, portanto, zeloso e arrependa-te. 20 – Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, eu entrarei em sua casa e com ele cearei e ele comigo. 21 – Ao que vencer, eu lhe concederei que se sente comigo no meu trono, assim como eu venci e sentei com meu Pai no seu trono. 22 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Laodicéia é uma palavra que significa julgamento do povo, ou segundo nós aprendemos um povo justificado. A mensagem a esta Igreja apresenta as cenas finais do tempo de prova, revela um período de julgamento, é o último período da igreja, e, por conseguinte, se aplica aos crentes sob a terceira mensagem, a última mensagem de misericórdia antes da volta do Cristo (basta ver o capítulo 14, versículos 9 a 14), quando o grande dia da redenção está chegando e se está procedendo ao juízo investigativo da Casa de Deus, um período durante o qual a Justa e Santa Lei de Deus é tomada pela igreja como sua regra de vida. É exatamente este o caso.

Isto diz o Amém
Esta é, pois, a mensagem final às igrejas, antes do encerramento do tempo da prova. E ainda que a descrição do estado dos chamados indiferentes de Laodicéia seja terrível, não se pode negar, por quê? Porque é a TESTEMUNHA FIEL E VERDADEIRA, ELE É O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO DE DEUS. Evidentemente isto aqui não se entende sem a Lei Universal da Reencarnação, uma Lei Divina que não pertence à religião alguma, a homem nenhum. As palavras do começo da criação querem significar simplesmente que neste planeta que habitamos, a Terra, a obra da criação, estritamente falando, foi começada por Ele, pelo Cristo de Deus, como está no Evangelho segundo São João, capítulo 1º: “No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. O mundo foi feito por Ele, todas as coisas foram feitas por Ele e nada do que se fez, se fez sem Ele – Cristo Jesus”. Portanto, o próprio Cristo foi o agente por meio do qual Deus, o Supremo Arquiteto, criou todas as coisas. Este que é chamado o Unigênito de Deus. Viria a ser, justamente, impróprio aplicar esta expressão a qualquer ser criado, no sentido comum da palavra, porque Jesus é o Cristo, e cada planeta tem também o seu Cristo.

Ora, a censura que Ele traz contra os laodicenses é que são tíbios, eles são frios, indiferentes, isto é, são apáticos, não frios propriamente como a frieza. O que se impões é uma posição humana. O que lhes falta é aquele fervor religioso, aquela fé, aquele zelo, aquela vocação, que exigirá dele a posição que ocupam na História final do mundo. E esta tibieza, esta apatia, é manifestada pela ausência de boas obras, porque é pelo conhecimento de suas obras que a Testemunha Fiel e Verdadeira faz esta terrível censura contra eles. Então diz: Oxalá fosses frio ou quente.
Três estados são apresentados nesta mensagem: o frio, o morno ou tíbio e o quente. É importante determinar que condição cada um representa a fim de nos precavermos contra conclusões errôneas, precipitadas. Podem considerar-se três condições de vida espiritual com respeito à Igreja, e aqui não se fala de uma igreja particular – é a IGREJA UNIVERSAL, toda a Cristandade dividida com diversos nomes. Mas aqui é a Igreja do Novo Mandamento que reúne todas as boas ovelhas que estão em todos os rebanhos, vejam bem, as boas ovelhas que estão aparentemente separadas em todos os rebanhos – ESTA É A IGREJA DE DEUS; ESTA É A IGREJA DO CRISTO. Não é difícil conceber o que significa a forma quente. Imediatamente nos lembramos do estado de intenso fervor, de zelo, em que todas as aflições elevadas ao mais alto grau se concentram em Deus e suas divinas causas, e se manifestam em obras correspondentes. Mas, meus amigos e meus irmãos, a tibieza é exatamente a falta de zelo, deste fervor, o estado sem coração, sem o entusiasmo indo até ao cinismo. O estado em que não há abnegação, desde que custe alguma coisa, nem vontade de levar uma cruz que pese, nem decidir do testemunho da Palavra de Deus, não só da atividade valorosa que mantenha retesados os nervos como armadura bem corrigida. E o que é pior, o sentimento de completa satisfação neste estado lamentável. Não será este o cinismo do século? O deboche entronizado?
Já o ser frio o que é? Será o estado de corrupção, de ansiedade, de sarcasmo que caracteriza o medo dos descrentes? Não podemos pensar assim, por várias razões:
1º – Seria chocante repetir, supor que Jesus desejasse, sob qualquer circunstância, que as pessoas estivessem em tal condição de frieza. Como Ele diz: Oxalá, fosses frio ou quente.
2º – Nenhum estado pode ser mais ofensivo para o Cristo do que o do pecador em aberta rebelião e com o coração cheio de toda espécie de maldade. Seria, portanto, incorreto supor o Cristo preferindo esse estado a qualquer posição que seu povo possa ocupar, enquanto é ainda retido como povo.
3º – O motivo da ameaça e rejeição do versículo 16, é que não são frios nem quentes. Talvez isto quer dizer que se fossem frios e quentes não seriam rejeitados? Mas que “frio” significa um estado de aberta impiedade mundana, seriam rejeitados por este mesmo fato. De onde concluímos que não pode ser este o significado. Por conseguinte, vemo-nos forçados a concluir que, por esta linguagem, Nosso Senhor não se refere, de modo algum, aos que estão fora da Sua Igreja, do Seu Rebanho Único, mas aos três graus e afeições espirituais, dois dos quais mais aceitáveis aos Seus olhos do que o terceiro. O calor e o frio são preferíveis à mornidão. Mas, que espécie de estado espiritual é significado pelo termo frio? Podemos observar primeiro, que é um estado de sentimento; sob este aspecto é superior à tibieza, que é um estado de insensibilidade, indiferença, suprema satisfação própria. Portanto, encontra-se no estado de sentimento. E, assim como o “quente”, que representa alegre fervor no vivo exercício das afeições com o coração transbordante da sensível presença de Deus, assim também por “frio” podemos compreender uma condição espiritual caracterizada pela ausência desses traços, aquelas em que o indivíduo sente essa ausência. Não sabem recuperar o seu tesouro perdido. Entenderam bem? Este é o “frio” a que Jesus se refere, não para elogiar, mas nesse sentido de se recuperar. Esse estado deve estar bem expresso pela linguagem do Patriarca Jó, qualquer um pode examinar no capítulo 23, versículo 3, do Livro de Jó, no Velho Testamento da Bíblia Sagrada: “Ah! Se eu soubesse que o poderia encontrar!” Neste estado não há indiferença, nem contentamento. O que há é uma sensação de frieza, incapacidade e mal-estar, um como que tatear a busca de alguma coisa melhor, que o “frio” sabe que existe. Há esperança para uma pessoa nestas condições, ela se esforça por encontrar aquilo que sente que lhe falta. Já o mais desanimador aspecto do tíbio ou morno é a inconsciência em que se encontra, a impressão de que não tem necessidade de nada, quanto pior melhor, nada lhe falta. Assim se compreende bem o motivo porque Jesus preferia o seu Rebanho Único num estado de insatisfação, mas não na tibieza; um estado, digamos, de frieza transitória, mas não nesta tibieza confortável, indiferente e incessível. Uma pessoa não permanece muito tempo fria, seus esforços à levarão brevemente ao estado de fervor da fé. Mas o tíbio, morno, está em perigo, se permanecer assim, até que a Testemunha Fiel e Verdadeira seja obrigada a rejeitá-lo como coisa estagnada e repugnante. Daí a expressão violenta: como não és frio nem quente eu te vomitarei da minha boca. Aqui é reforçada ainda mais a figura da rejeição do tíbio, ilustrada pelos nauseantes efeitos da água estagnada, significando, assim, uma rejeição total, uma separação completa do Rebanho Único – não há lugar para gente dessa espécie. E essa gente, evidentemente, faz uso do seu livre arbítrio; não é Deus que assim quer, não é Jesus, não é o Espírito Santo: é a própria pessoa que, no uso consciente do seu livre arbítrio, prefere a mornidão, o cinismo da tibieza, da apatia espiritual.

E ainda diz: sou rico, estou enriquecido, é o que os laodicenses pensam na sua condição, e não são hipócritas, porque não sabem que são pobres, miseráveis, desgraçados, cegos e nus. Então o Cristo lhes dá um conselho, e o conselho lhes é dado por Jesus: “comprem de mim – diz a Verdadeira Testemunha – ouro provado no fogo para que te enriqueças, e vestes brancas para que te vistas e unge os teus olhos com colírio para que vejas”. Isto mostra logo aos iludidos laodicenses os objetos que lhes faltam e a extensão da sua pobreza deplorável. Mostra, também, onde podem obter aquilo de que tanto carecem e lhes apresenta a necessidade de obterem sem nenhuma demora. O caso é tão urgente que o nosso grande advogado, que é Jesus, nos envia um conselho especial sobre este ponto. E o fato de aquele Deus que assim quer, n do seu livre arbrejeiça"a a rejeitlta. ca de alguma coisa melhor, que o ato. orrespondentes.  que condescender em indicar o que nos falta, e nos aconselha a comprar pelo meio que lhe pode conceder essas coisas, e nos convida a procurá-las junto de si mesmo, é a melhor garantia de ser respeitado o nosso esforço e de ser atendido o nosso pedido, de ser aceita por Deus a nossa súplica. Mas como podemos comprar estas coisas? Este ouro provado no fogo? Exatamente como compramos todas as outras graças do Evangelho: “Ó vós, todos vós que tendes sede, vinde às águas e os que não tendes dinheiro vinde, comprai e comei. Sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”, é o que está no Profeta Isaías, capítulo 55, versículo 1. Deste modo, compramos pedindo, isto é, de graça, meus amigos, meus Irmãos. Compramos lançando fora as inúteis ninharias do mundo e recebemos, em seu lugar, tesouros inestimáveis. Compramos Dele simplesmente e recebendo Dele, do nosso Redentor; compramos, nada dando em paga. O que é que compramos nós, assim de graça? O pão que não perece, pão eterno; imaculadas vestes que não se mancham; riquezas que não se corrompem; segurança que não se dissipam jamais. Estranho comércio, este! Todavia, Jesus condescende em tratar assim o Seu Rebanho Único. Ele podia obrigar-nos a ir com os ademanes e pedintes e até nos humilhar, mas ao contrário disso Ele nos dá os tesouros da sua graça, e em troca recebe a nossa indignidade para que recebamos as benção que nos concede, não como esmolas atiradas aos mendigos, mas côo legítimas aquisições de compra honrada. Isto é extraordinário e exprime bem o amor infinito de Jesus com relação a cada um de nós!

As coisas que se devem obter reclamam uma atenção particular e são enumeradas do seguinte modo:
1º – ouro – considerado literalmente, é o nome que abrange todos os bens e riquezas da Terra. No sentido figurado deve significar as riquezas espirituais. Que graça, então, é representada pelo o ouro ou antes, que graças são representadas pelo ouro? Porque, sem dúvida, a ampla compreensividade destes termo não corresponde apenas a uma graça. O Senhor disse à Igreja de Esmirna que sabia a sua pobreza, mas que era muito rica. Seu testemunho mostra que a sua riqueza consistia em lhe ser, no fim, dada a posse da coroa da vida. Diz o Apóstolo Tiago: “Ouvi, ó meus amados irmãos. Por ventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem os ricos da fé e herdeiros do reino que prometeu àqueles que o amam?” Claro que aqui se impõe, neste estudo, a significação espiritual. No mundo, tudo é relativo, e este é o único princípio absoluto. A fé, diz o Apóstolo São Paulo, é a substância das coisas desejadas. É o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova daquelas que se não vêem. Portanto, ser rico para com Deus – rico no sentido espiritual – é ter um claro título às promessas, ser o herdeiro da herança incorruptível, imaculada, imarcescível que nos está reservada no Reino de Deus, como ainda diz o próprio Apóstolo dos gentios, aos Gálatas, capítulo 3, versículo 29: “Se sois do Cristo, então sois descendência de Abraão, herdeiros conforme a promessa”. Da mesma forma que Abraão obteve a promessa, isto é, pela fé, vós também a consigais (aos Romanos, capítulo 4, versículos 13 e 14). Não é de admirar, portanto, que São Paulo consagrasse um capítulo inteiro aos hebreus, que é o capítulo 11, a este importante assunto, apresentando os maravilhosos feitos que foram realizados e as preciosas promessas que foram alcançadas por meio da fé. E, ainda que exortasse os cristãos no primeiro versículo do capítulo seguinte como grandiosa conclusão do seu argumento, a por de lado todos os embaraços de pecados e incredulidades, que tão de perto nos rodeia, nada fará tocar mais rapidamente a ponto da espiritualidade lançar-nos na pobreza completa contra as coisas do Reino de Deus do que deixar que caia a fé e entre em seu lugar a incredulidade, a dúvida, a descrença. E é fácil de compreender, porque a fé tem de entrar em todos os atos agradáveis a Deus, aos olhos do Cristo. E para quem d'Ele se aproxima a primeira coisa necessária é crer que Ele realmente existe, que é o socorro de todos os que O buscam. E é por meio da fé, como principal agente, que a graça, que é o dom de Deus, que havemos de ser salvos pelas boas obras. A graça e a fé com as obras. E aqui se conclui que a fé é um elemento tão importante de riqueza espiritual que a maioria não entende. Mas se, como já observamos, nenhuma graça pode corresponder a todo alcance do termo “ouro”, então, indubitavelmente, outras coisas são incluídas com a fé. A fé é o firme fundamento das coisas esperadas. Assim, a esperança acompanha inseparavelmente a fé (Hebreus, capítulo 11, versículo 1; aos Romanos, capítulo 8, versículos 24 e 25). E, além disso, São Paulo diz que a fé opera por amor e, em outro lugar, fala de enriquecer com boas obras (aos Gálatas, capítulo 5, versículo 6; I Epístola a Timóteo, capítulo 6, versículo 18). E assim, meus amigos e meus Irmãos, o amor não pode separar-se da fé. Temos, portanto, diante de nós os três objetos associados por São Paulo, na I Epístola aos Coríntios, capítulo 3: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE OU AMOR. Mas a maior destas é a CARIDADE, é o AMOR. Tal é o ouro provado no fogo que somos aconselhados a comprar. Por sinal que as traduções são muito precárias e dizem: compra-me ouro, não, não é compra-me ouro – “COMPRA DE MIM OURO PROVADO NO FOGO”, isto é, acima de todos os testes do reino material. O assunto é muito importante, mas há ainda outros objetivos inclusos neste “ouro provado no fogo”, como, por exemplo, vestidos brancos ou vestes brancas; colírio, tudo isso fazendo parte do plano da salvação, em sinal do amor. E depois a recomendação: ARREPENDE-TE. E esta maravilha que é Jesus batendo à porta, Jesus vindo a nós na sua grande humildade, para quê? Para nos salvar.
Recomeçaremos amanhã, portanto, neste ponto das vestes brancas e do colírio.

QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA COM TODOS E
VIVA JESUS!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 11


Meus amigos e meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE! VIVA JESUS!


Damos prosseguimento ao capítulo 3º do Apocalipse de Jesus, segundo São João, hoje nos versículos 7 a 13:

7 – E ao Anjo que está em Filadélfia, escreve: Isto diz o que é Santo, aquele que é verdadeiro e que tem a chave de David, abre e ninguém fecha, fecha e ninguém abre: 8 – Eu sei as tuas obras. Eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar. Tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. 9 – Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem hebreus e não o são, porque mentem, eis que eu farei que venham e adorem prostrados a teus pés e saibam que eu te amo. 10 – Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo para tentar os que habitam a terra. 11 – Eis que Eu venho sem demora. Guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa. 12 – A quem vencer eu o farei coluna do templo de meu Deus e dele nunca sairá; escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a Nova Jerusalém que desce do céu, a cidade do meu Deus e também o meu novo nome. 13 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Como se vê é mensagem da mais alta importância. Já notamos que a palavra filadélfia quer dizer amor fraterno, amor de irmão. Retrata a posição do espírito daqueles que receberam a mensagem do segundo advento até o outono de 1844. Ao saírem das igrejas sectárias, deixaram atrás de si nomes e sentimentos partidários. E todos os corações batiam em uníssono ao darem o alarme às Igrejas e ao mundo ao indicarem a vinda do Filho do Homem como a verdadeira esperança de todo cristão. O egoísmo e a cobiça eram postos de lado, e era alimentado um espírito de consagração e sacrifício. O Espírito de Deus estava em cada verdadeiro cristão; seu louvor continuava em cada língua, os que não se encontraram naquele movimento nada sabem do profundo exame de coração, de consagração completa a Jesus, paz e alegria no espírito divino. O fervoroso amor recíproco, o amor fraternal que os verdadeiros crentes então desfrutavam. Os que pertenceram àquele movimento sabem que a linguagem não se consegue descrever e como nenhuma outra linguagem àqueles tempos, àquele feliz estado espiritual.

A chave de Davi
Ora, uma chave é um símbolo de poder. O Filho de Deus é o justo Herdeiro do trono de David e está prestes a exercer o seu grande poder de reinar. Daí ser representado como tendo a CHAVE DE DAVI. O trono de David ou do Cristo sobre o qual Ele deve reinar se encontra na capital do seu reino, a Nova Jerusalém, agora no Céu, mas que há de ser transladada para a Terra onde Ele reinará para todo o sempre (para conferir com Apocalipse, capítulo 21, versículos 1 a 5; Evangelho de Jesus, segundo São Lucas, capítulo 1º, versículos 32 e 33).

O que abre e ninguém fecha, o que fecha e ninguém abre
O que significa isso? Para compreender bem esta linguagem é necessário olhar para a posição e obra do Cristo relacionada com o SEU MINISTÉRIO no santuário, ou no verdadeiro tabernáculo celestial (São Paulo aos Hebreus, capítulo 8, versículo 2). Existia, outrora, na Terra, uma figura ou cópia deste santuário celeste, no santuário construído por Moisés (basta ver o Êxodo, capítulo 25, versículos 8 e 9; referências nos Atos dos Apóstolos, capítulo 7, versículo 44; na Epístola de São Paulo aos Hebreus, capítulo 9, versículos 1, 21, 23 e 24). O edifício terrestre tinha dois compartimentos: o lugar santo e o lugar chamado santíssimo (como está no livro de Moisés, Êxodo, capítulo 26, versículos 33 e 34). No primeiro compartimento estava o castiçal, estava a mesa dos pães da proposição e o altar do incenso. No segundo, estavam a arca, que continha as Tábuas da Aliança ou os Dez Mandamentos e os querubins (referência de São Paulo Apóstolo aos Hebreus, capítulo 9, versículos 1 a 5). Semelhantemente, o Santuário em que o Cristo ministra no céu tem dois compartimentos (São Paulo aos Hebreus, capítulo 9, versículo 24). E como todas as coisas eram feitas segundo o seu modelo, o santuário celeste tinha também móveis semelhantes aos do terrestre. Para o antítipo do castiçal e altar do incenso, construído de ouro, que se encontravam no primeiro compartimento (basta ver Apocalipse, capítulo 4, versículo 5; capítulo 8, versículo 3); e, para o antítipo da Arca da Aliança, com os seus Dez Mandamentos (Apocalipse, capítulo 11, versículo 19). No santuário terrestre ministravam, é claro, os sacerdotes, como vemos em Êxodo, capítulo 28, versículos 41 e 43; São Paulo aos Hebreus, capítulo 9, versículos 6 e 7; capítulo 13, versículo 11, e assim por diante. Ora, o ministério desses sacerdotes era uma sombra do MINISTÉRIO DO CRISTO no Santuário Celestial. Quem o diz é o próprio São Paulo na Epístola aos Hebreus, capítulo 8, versículos 4 e 5. Cada ano realizava-se um ciclo completo de serviço no santuário terrestre (Hebreus, capítulo 9, versículo 7). Mas no tabernáculo celestial o serviço é realizado uma vez por todas, uma vez por todas, uma vez para sempre (São Paulo aos Hebreus, capítulo 7, versículo 27; capítulo 8, versículo 12). Depois do fim do serviço típico anual, o sumo sacerdote entrava no segundo compartimento, no lugar santíssimo do santuário, para quê? Para fazer expiação, e esta obra era chamada purificação do santuário (basta examinar Moisés, no Levítico, capítulo 16, versículos 20, 30 e 36; no Livro de Ezequiel, capítulo 45, versículo 18). Quando começava o ministério no lugar santíssimo, cessava o do lugar santo, e nenhum serviço se realizava aqui enquanto o sacerdote estava ocupado no lugar chamado santíssimo (rever Levítico, capítulo 16, versículo 17). Semelhante ato de abrir e fechar, ou mudança de administração, devia o Cristo realizar quando chegasse o tempo para a purificação do Santuário Celeste. Isto é muito importante! Ora, este tempo havia de chegar no fim dos 2.300 dias, ou seja, em 1844.  A este acontecimento pode aplicar-se, com propriedade, o abrir e fechar mencionado no texto apocalíptico que agora nos ocupa, referindo-se o abrir à abertura do seu ministério no lugar santíssimo, e o fechar à sua cessação no primeiro compartimento ou chamado lugar santo (comprovação no Livro de Daniel, capítulo 8, versículo 14).

Já o versículo 9 aqui, se aplica aos que não acompanham a progressiva luz da Verdade, e se opõem aos que o fazem. A esses tais, ainda se fará sentir e confessar que Deus ama aqueles que, não rejeitando o cumprimento passado da Sua Palavra nem se estereotipando num credo, se sectarizando, continuam a avançar no conhecimento da verdade. QUE O grande pecado é estacionar, é sectarizar, é estagnar, quando a nossa evolução é permanente, é incessante, de reencarnação em reencarnação, de revelação em revelação, até A Quarta e Última, que é a do Novo Mandamento do Cristo Planetário. E esta chave ele a conferiu à SUA LBV – LEGIÃO DA BOA VONTADE – LUZ, BONDADE E VERDADE no enriquecimento da vida.

O que significa a palavra da minha paciência
Diz João, o Evangelista, neste Apocalipse de Jesus, capítulo 14, versículo 12, portanto, mais adiante: “Aqui está a paciência dos santos. Aqui estão os que guardam os Mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Os que agora vivem na paciente e fiel observância, obediência aos Mandamentos de Deus e a fé em Jesus, estes serão guardados na hora da tentação e do perigo que está adiante de vós (capítulo 13, versículos 13 a 17).

E Jesus afirma: Eis que venho sem demora. Vejam bem, ouçam bem! Atenção, por favor! Quem diz é Jesus, e Jesus não mente: “Eis que Eu venho sem demora!”. Eis aqui a prova da Sua volta: Eis que eu venho sem demora! É aqui apresentada, de novo, a segunda vinda do Cristo e com maior ênfase do que em qualquer das mensagens precedentes. É chamada a atenção dos crentes, dos cristãos para a proximidade deste acontecimento. A mensagem se aplica a um período em que ele está bem próximo, o que constitui a mais indubitável evidência da natureza profética destas mensagens. E por isso mesmo o nosso método adotado aqui é o histórico-profético. Muita coisa já se realizou, mas ainda há muita coisa por se realizar, inclusive o próximo advento, o segundo advento do Cristo de Deus. Ou os homens pensariam que a Terra seria abandonada ao seu egoísmo, à sua cupidez, à sua sede e ambição do poder, à sua adulação ao bezerro de ouro. Não, tudo isso vai acabar, está por dias! Para Deus, mil anos dos homens são como o dia de ontem que já passou.
O que se diz das três primeiras Igrejas, não encerra alusão alguma à segunda vinda do Cristo, visto não abrangerem um período em que pudesse esperar-se biblicamente este acontecimento. Mas estamos chegando à Igreja de Tiátira, para além da qual, antes do fim, apenas aparecem três períodos da Igreja relativamente breves. E, como se então, chegasse o tempo em que esta grande esperança devesse começar a raiar sobre a Igreja – toda a Cristandade – a mente humana é levada para Ele por uma simples alusão: “Retende-o até que eu venha”, isto é, até que eu volte, “eis que Eu venho sem demora!”. Chegamos ao período seguinte da Igreja, o de Sardes, Igreja que ocupa uma posição ainda mais próxima desse acontecimento e é apresentada a grande proclamação que devia anunciá-Lo, e é imposto à Igreja o dever de vigiar: “Porque, se não vigiares, eu virei sobre ti como um ladrão” – porque ninguém espera um ladrão. A imagem da... da coisa, assim, inesperada, do imprevisível; assim virá o Cristo para aqueles que não velam, que não vigiam, que não estão no cumprimento do dever. E atingimos, finalmente, a Igreja de Filadélfia, mais avançada ainda na corrente do tempo. E a proximidade do mesmo grande acontecimento leva aquele que é Santo e Verdadeiro a pronunciar a grande declaração: Eis que Eu venho sem demora. Isto é importantíssimo, meu Deus! E diante disto, é evidente que essas Igrejas ocupam posições sucessivamente mais próximas do grande dia do senhor, e à medida que se vão sucedendo, e num crescendo cada vez mais pronunciado, este grande acontecimento vai se tornando mais proeminente e é mais definitivo e impressionantemente imposto à atenção da Cristandade. Agora vemos, de fato, que se vai aproximando aquele dia. É bom reler, a propósito, São Paulo aos Hebreus, capítulo 10, versículo 25.

E agora a fidelidade exigida
Vejam bem que isto é uma tecla. E o Apocalipse está sempre batendo nesta tecla, como Jesus fazia no Seu Evangelho – orai e vigiai – é a fidelidade, a fidelidade exigida! Guarda o que tens, está escrito aqui, está no Apocalipse, para quê? Para que ninguém tome a tua coroa. Isto não quer dizer que, pela nossa fidelidade, estejamos privando qualquer outro de uma coroa, mas o verbo traduzido do original grego por “tomar” tem diversos significados, um dos quais é tirar, privar de, arrebatar; daí: guarda o que tens para que ninguém te prive da coroa da vida, que ninguém ou nada te induza a abandonar a verdade ou te afaste da lbv, dos retos caminhos do Senhor, porque fazendo assim perderás a coroa, perderás todo o trabalho até aqui realizado. É a advertência aos desertores: NÃO DESERTAR! AQUELE QUE PERSEVERAR ATÉ AO FIM SERÁ SALVO. Estamos, portanto, cumprindo o nosso dever quando, desde 1949, estamos sempre batendo nesta tecla: ORAR E VIGIAR! Por quê? Porque orar não basta, então nós ficaríamos de joelhos, pediríamos a Deus que mandasse dinheiro, roupas, comida, propriedades, e tudo nos seria dado. Não, você é cozinheira? Faça a sua prece, mas trate de cozinhar, senão não vem nada, não, não fica pronto. Ou você quer que Deus cozinhe para você? Há muita gente que diz que não recebe, que Deus não ouve, por quê? A explicação está na Bíblia – não sabe pedir ou, então, está brincando, brincando com a Justiça de Deus. Daí o vigiar – Vigiar que quer dizer, trabalhar, permanecer na vigilância, e na fidelidade, na perseverança, do contrário Deus não dá não. Deus não dá nada facilmente, ao contrário, Deus gosta de experimentar seus filhos, porque do contrário não haveria merecimento. Os homens têm uma expressão muito feliz: “São as grandes batalhas que dão as grandes vitórias”. Portanto, NÃO DESERTAR! Se você já entendeu a mensagem da lbv, o que você encontrará superior a esta mensagem? Nada! Você só vai encontrar o Cristo fracionado; Deus dividido, como se fosse possível fracionar o Cristo e dividir próprio Deus. Na lbv é o DEUS TOTAL É O CRISTO CÓSMICO, PLANETÁRIO. E não é católico, nem protestante, nem espírita, nem umbandista, nem ateu, nem judeu, nem muçulmano, nem budista, nem hinduísta, nem esotérico, nem teosofista, é o DEUS INTEGRAL, É O CRISTO TOTAL – ESTE É O DA LBV.

Uma coluna do Templo.
Nesta mensagem, o vencedor tem a promessa de ser transformado numa coluna do Templo de Deus, e de nunca mais sair dele. Evidentemente, o Templo, aqui, significa a Igreja Universal, não é uma igreja particular, é a Igreja Universal. E a promessa de ser feito uma coluna dela é a maior promessa que se pode dar, de um lugar de honrar, permanência, segurança, dentro da IGREJA DIVINA, sob uma figura de um edifício celestial. Quando chegar o tempo de se cumprir esta parte da promessa, já passou para o vencedor a tentação, está plenamente firmado na verdade, já está selado, selado, dele não sairá nunca mais, isto é, não há mais perigo de apostatar, de desertar, de falir. Ele é do Senhor para sempre e a sua salvação está certa para toda eternidade. Mas hão de ter mais do que o céu. Este Apocalipse revela tudo, e nós vamos revelando até onde Deus permita essa revelação, sem sectarismo, sem barreira, porque não estamos dando Apocalipse protestante, nem um Apocalipse espírita, nem católico, nem judaico, é o Apocalipse como tem de ser, acima de todas as teorias humanas por mais respeitáveis que sejam. Esta é a nossa missão – alertar o Brasil, dizer aos brasileiros: DE PÉ! PORQUE JESUS ESTÁ VOLTANDO PARA SEPARAR OS BONS DOS MAUS. TEMOS DE ESCOLHER JÁ, ENTRE O BEM E O MAL, ENTRE O CRISTO E O ANTI-CRISTO!

Que a PAZ de Deus esteja com todos, agora e sempre,e
viva Jesus!