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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 05

5º PROGRAMA__________________________________________________________


Meus amigões e meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE! VIVA JESUS!


Conforme nossa promessa de ontem, vamos ver o que significa espiritualmente o dia do senhor.
Afinal, a que dia se refere esta designação: – dia do senhor? Qual o significado desta expressão: – dia do senhor?
Vocês sabem muito bem que quatro posições são tomadas por quatro classes diferentes de pessoas espiritualizadas:

1 – uma classe defende que a expressão dia do senhor abrange toda a dispensação cristã; não significa qualquer dia particular de 24 horas;
2 – outra classe já opina que o dia do senhor é o dia do Juízo Final, o futuro dia do senhor, a que tantas vezes se faz referência nas Escrituras Sagradas, isto é, na Bíblia – A Palavra de Deus;
3 – o terceiro ponto de vista, talvez o mais geralmente admitido, é o daqueles que afirmam que a expressão se refere ao domingo – 1º dia da semana;
4 – quarto e último ponto de vista que outra classe mantém; significa o sétimo dia – o Sábado do Senhor.

Então vamos logicar, como diria o saudoso Leopoldo Machado, o Legionário número 2, vamos raciocinar:

I – à primeira destas posições, basta responder que o Livro do Apocalipse é datado pelo seu autor, João, o Evangelista, na ilha de Patmos, do dia do senhor. Prestem bem atenção! O autor, o lugar onde foi escrito, o dia em que foi datado têm uma existência real e não apenas uma existência simbólica ou mística. Mas, se dizemos que o dia significa a dispensação cristã, então damo-lhe um significado simbólico, ou místico, o que não seria admissível. Além disto, esta posição implica o absurdo de fazer João Evangelista dizer, sessenta e cinco anos depois da “morte” do Cristo – vejam bem! –, que a visão relatada foi vista por ele na dispensação cristã! Como se algum cristão pudesse ignorar esse fato! Sai dessa! Não tem saída!
II – a segunda posição, a de que se refere ao Dia do Juízo, do Julgamento – não pode ser correta. Muito embora João possa haver tido uma visão acerca do Dia do Juízo, não podia ter nesse dia. Por quê? Porque era ainda futuro! A palavra traduzida por “em” no grego original, quando se refere a tempo, é definida pelo famoso Robinson nos termos seguintes: “Tempo em que: um ponto ou período definido em, durante o qual alguma coisa tem lugar”. Nunca significa “acerca de”, nunca significa “sobre”. Sendo assim, os que referem esta expressão ao Dia do Juízo, ou contradizem a linguagem usada, fazendo-a significar “acerca” em vez de “em”, ou fazem João afirmar uma estranha falsidade, dizendo que teve uma visão na ilha de Patmos, há aproximadamente dezenove séculos, no Dia do Juízo, que era ainda era futuro. Isto é muito importante!
III – para o terceiro ponto de vista, que é o geralmente seguido, diga-se de passagem, o dia do senhor significa o domingo, primeiro dia da semana. Desejaríamos, entretanto, uma prova. Que evidência temos nós para fazer semelhante afirmação? O próprio texto não define a expressão dia do senhor. Por isso, se significa o primeiro dia da semana, devemos procurar noutra parte da Bíblia a prova de que este dia da semana é sempre assim designado. Os únicos outros escritores inspirados que falam do primeiro dia são – Mateus, Marcos, Lucas e Paulo Apóstolo. E falam dele simplesmente como “primeiro dia da semana”. Nunca falam dele distinguindo-o de qualquer outro dos seis dias de trabalho. Isto é notável, para o ponto de vista popular, porque três deles falam desse dia na própria altura em que se diz ter-se tornado o dia do senhor, por se haver realizado nele a ressurreição de Jesus, e dois deles mencionam cerca de 30 anos depois desse acontecimento. Aos que afirmam que dia do senhor era a expressão usual para o primeiro dia da semana no tempo de João, o Evangelista, então nós perguntamos: Onde está a prova disso? Onde? Em que lugar? Não se pode encontrar. Mas nós temos a prova, justamente, do contrário: basta ver A História do Sábado de J.N. Andrews, e, ali, o assunto é esclarecido de uma forma contundente. Se esta fosse a designação universal do primeiro dia da semana, na altura em que o Apocalipse foi escrito, o mesmo autor devia, certamente, chamá-lo assim em todos os seus escritos posteriores. Ora, João escreveu o Evangelho depois de ter escrito o Apocalipse, e quase ninguém sabe disso. Todavia, no Evangelho, que é o Quarto Evangelho, ele chama, ao primeiro dia da semana, não dia do senhor, mas, simplesmente, o primeiro dia da semana – é o domingo. Isto é muito importante! As provas de que o Evangelho foi escrito depois do Apocalipse estão nas Notas de Barnes (Evangelhos), nos Dicionários Bíblicos, Bíblias anotadas por especialistas notáveis: Bloomfield, Hales, Horne, Nevins e muitos outros. E o que mais ainda contraria a pretensão em favor do primeiro dia, é o fato de que nem o Pai nem o Filho jamais reclamaram ao atribuído a qualquer dos outros dias de trabalho. Isto é muito importante! Deus não disse: “Esse é o meu dia”. Só o fez com o sábado.
Prestem atenção! Peguem os Mandamentos! Isso passa despercebido, porque a treva sabe trabalhar muito bem. Joga areia nos olhos de muita gente desavisada: o único dia de que Deus faz questão é o sábado. Isso foi por acaso? E, por acaso, entraria nos Mandamentos, na Tábua das Leis – São os Dez Mandamentos? Isto é muito importante!
Meus amigos, se devesse chamar-se dia do senhor por se ter realizado no domingo a ressurreição de Jesus, a Inspiração nos teria, sem dúvida, informado disso. Mas há outros acontecimentos igualmente essenciais ao plano da salvação, como, por exemplo, a crucificação, a ascensão aos céus. E, na ausência de qualquer instrução sobre este ponto, por que não chamaremos ao dia, em que qualquer deles ocorreu, o dia do senhor? E com tanta razão como ao dia em que Ele ressuscitou dentre os mortos.
Aí temos que dizer francamente que Deus é maior do que Jesus. Ou será que o próprio Jesus não ensinou assim: que o Pai é maior do que Ele? Por que esta confusão dos que querem fazer de Jesus o próprio Pai, quando Jesus é o Filho Unigênito?! Isto é muito importante! Está radicado, vinculado ao Sábado, nós vamos chegar lá.
IV – Postas de lado as três posições já examinadas, reclama agora a nossa atenção a quarta – que identifica o dia do senhor com o sábado do senhor e que é suscetível da mais clara e definitiva prova:
1 - quando Deus, no princípio, deu ao homem seis dias na semana para trabalhar, expressamente reservou para Si o sétimo dia, colocou sobre ele a Sua Benção e o reclamou como Seu Santo Dia. Ou será que Deus é volúvel e hoje diz uma coisa, amanhã diz outra? Não tem saída!
2 – Moisés disse a Israel, no deserto, no sexto dia da semana: “Amanhã é repouso, é o Santo Sábado do Senhor”. Chegamos ao Sinai onde o grande Legislador hebreu proclamou os Seus preceitos morais com terrível solenidade. E nesse supremo código assim reclama o Seu Santo Dia: “O sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus... porque em seis dias fez o Senhor o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou”. Pelo profeta Isaías, cerca de oitocentos anos mais tarde, falou Deus nos seguintes termos: “Se desviares o teu pé do sábado e de fazeres a tua vontade no meu Santo Dia... então te alegrarás no Senhor, te deleitarás no Senhor” (está no Livro de Isaías, capítulo 58, versículo 13, para quem quiser verificar). E Isaías foi praticamente o quinto evangelista. Profeta extraordinário! Previu tudo o que aconteceria com Jesus, e aconteceu.
Chegamos aos tempos do Novo Testamento, e Aquele que é UM COM O PAI – pois Ele disse: Eu e o Pai somos um – declara expressamente: O FILHO DO HOMEM É SENHOR DO SÁBADO. Pode alguém negar que o dia de que Ele enfaticamente declarou que era Senhor, seja de fato o dia do senhor? Vemos assim que – quer esse título se refira ao Pai ou ao Filho – nenhum outro dia pode ser chamado dia do senhor, senão o Sábado. Mais um pensamento, prestem atenção!

Deixamos aqui este ponto para novas considerações: Nesta dispensação há um dia distinto acima dos outros dias da semana como sendo o dia do senhor. Este fato desaprova a pretensão de alguns que afirmam não haver Sábado nesta dispensação, mas que todos os dias são iguais. Denominam-no – o dia do senhor. Podemos acrescentar um pensamento adicional ao que foi dito acerca da pretensão de que o dia do senhor, no versículo 10, se refere ao primeiro dia da semana. Se, em vez de o Cristo dizer: “O Filho do Homem até do Sábado é Senhor”, como está no Evangelho segundo São Mateus, capítulo 12, versículo 8, se Ele tivesse dito: O Filho do Homem até do primeiro dia da semana é Senhor, não seria isto hoje apresentado como prova conclusiva de que o primeiro dia da semana é o dia do senhor? Eis aí, e naturalmente com boa razão. Então deve concordar-se que tem o mesmo peso para o sétimo dia, em relação ao qual foram pronunciadas estas palavras: O Senhor é, também, o Senhor do sábado! Até do sábado o Filho do Homem é Senhor!
Meus amigos, meus Irmãos, pode parecer assim extemporâneo tratar da questão do Sábado quando ela parece liquidada; há dois mil anos liquidada – muita gente fala. Mas não está, não! Muita coisa que parece verdadeira está errada e, também, dura 2.000 anos, talvez mais. Ou será que nós podemos mudar os pensamentos de Deus? Evidentemente, não! De modo que guardem bem estas palavras sobre o Sábado, porque depois vão compreender por quê. Hoje, foi assim “en passant”, foi de raspão. Por quê? Porque João, o Evangelista, de passagem diz: No dia do senhor eu tive esta visão assim, assim, na Ilha de Patmos, no dia do senhor.

Mas vamos seguindo, no versículo 11 até ao 18:

11 – [uma voz] que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiátira, Sardo, Filadélfia e Laodicéia. 12 – Então virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; 13 – E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do Homem, vestido até aos pés com uma veste talar (isto é, uma veste comprida), e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. 14 – Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã branca, como a neve. Seus olhos eram como a chama de fogo; 15 – E os seus pés semelhantes ao latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha. Sua voz era como a voz de muitas águas. 16 – E Ele tinha na sua destra sete estrelas; da sua boca saía uma aguda espada de dois fios. Seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. 17 – E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto. Então Ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; 18 – aquele que vive. Eu fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e as chaves do inferno.

Virei-me para ver quem falava
Isto é, a pessoa de quem vinha a voz.

Sete castiçais de ouro
Que significam? Estes não podem ser o antítipo do castiçal de ouro do antigo serviço típico do Templo. Por que? Porque esse era apenas um castiçal com sete braços. Fala-se sempre dele no singular. Mas aqui não, são apresentados sete. E estes são, com mais propriedade, suportes de lâmpadas do que simplesmente castiçais. Suportes sobre os quais são postas lâmpadas para iluminarem o quarto. E não têm semelhança com o antigo castiçal. Pelo contrário: os suportes são tão distintos, tão separados uns dos outros, que se vê o Filho do Homem – isto é, Jesus, o Deus feito Homem – a andar pelo meio deles.

Filho do homem
Já que tocamos neste ponto: a figura central e absorvente da cena agora patenteada a João é a majestosa forma de alguém semelhante ao Filho do Homem, representando o Cristo. A descrição feita d’Ele aqui, com as Suas ondulantes vestes, com o Seu cabelo branco, não pela idade mas pelo brilho da glória celestial, Seus olhos irradiando fogo, Seus pés fulgurantes como metal reluzente, Sua voz como o som de muitas águas (é o que está aqui no texto) é de uma grandiosidade e de uma sublimidade realmente inexcedíveis. Que espetáculo extraordinário! Eis aqui uma coisa que a televisão jamais poderia fazer. Mas vocês com a imaginação compõem esse quadro belíssimo. Subjugado pela presença desta Augusta Entidade, deste Ser incomparável, que aconteceu? João caiu a Seus pés como morto. Mas, confortadora mão coloca-se sobre ele e uma voz de doce conforto lhe diz que não tema. Também os cristãos têm hoje o privilégio de sentir essa mão sobre eles, fortalecendo-os, confortando-os em horas de provas e aflições. Cada cristão, inclusive eu nas minhas provas terríveis, ouço a mesma voz a me dizer: NÃO TEMAS.
A gente às vezes esquece que Deus está vendo estas coisas. Mas, a mais alegre certeza, em todas estas palavras de conforto, é a declaração da grande Entidade, do Ser extraordinário que vive para todo o sempre, e que é o árbitro da morte e da sepultura, porque Ele diz: Eu tenho as chaves da morte e do hades, isto é, da sepultura, no grego original.

A morte é um tirano vencido.
Ela pode aplicar-se à sua macabra tarefa de amontoar nos sepulcros, através dos séculos, as preciosidades da Terra. Pode envaidecer-se durante certo tempo com seu triunfo aparente. Mas, na verdade, realiza um trabalho infrutífero; porque a chave da sua escura prisão foi arrebatada das suas garras e está, agora, segura nas mãos de Alguém mais poderoso que a morte. Ela é obrigada a depositar os seus troféus num terreno onde outro tem absoluto domínio. E este é o imutável Amigo, este é o AMIGO ÚNICO, de todas as horas, principalmente as más, das horas ruins, das horas tristes da solidão e do abandono. Este é o REDENTOR daqueles que O amam. Vós, portanto, não vos entristeçais. E, também, não choreis os justos que partiram antes de vós. Eles estão num porto seguro. Durante um pouco de tempo o inimigo o retém. Mas um AMIGO DE FORÇA MAIOR possui a chave da prisão; esse AMIGO é Jesus que venceu a morte! E cada um de nós também vai vencer a morte com o poder de Jesus.

Finalmente o versículo 19:

19 – Escreve as coisas que tens visto, e as que são e as que, depois destas, hão de acontecer.

Neste versículo é dado a João, o Evangelista, na ilha de Patmos, desterrado por causa do seu testemunho da Palavra de Deus, uma ordem peremptória para escrever toda a Revelação – que se referia principalmente a acontecimentos que estavam no futuro, portanto, até ao fim do ciclo, deste ciclo em que nós estamos. Nalguns casos raríssimos, haveria referências a acontecimentos então passados ou presentes. Mas, estas referências tinham apenas o fim de preparar o caminho para acontecimentos que deviam realizar-se depois daquele tempo, de modo que nenhum elo pudesse faltar na corrente.

Agora vamos entrar mesmo no significado importantíssimo: as mensagens às sete igrejas. E vocês vão ver quanta coisa preciosa está oculta, até hoje, aos olhos dos que não tem olhos de ver. E, entretanto, pregam o Evangelho sem saber Apocalipse. Não! Hoje, quem não sabe Apocalipse já não sabe Evangelho. Este é o outro Evangelho. É o reverso. Temos que unir o verso e o reverso, porque ambos são inseparáveis.
Sim, meus amigos e meus Irmãos, aguardem atentamente o significado destas mensagens às Sete Igrejas, que na verdade são mensagens a todos os cristãos da Humanidade.

Que a PAZ de DEUS esteja com todos, agora e sempre!
Glória a DEUS nas alturas,

PAZ na terra aos homens e mulheres da BOA VONTADE DE DEUS!

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