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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

QUINTO E SEXTO MANDAMENTO




QUINTO MANDAMENTO


P – Como o CEU da LBV explica o Quinto Mandamento da Lei de Deus?

R – Compreenda os Mandamentos do Senhor, em toda a sua grandeza, aquele que quiser obedecer-lhes. Honra a teu pai e tua mãe, porque estes são os chefes que o Senhor te dá, os guias encarnados que prepôs à tua guarda. Mas os que se encarregam da tua educação, que te desenvolve a inteligência, que vigiam a tua adolescência, não são também teu pai e tua mãe – espirituais? E, por vezes, não fazem mais do que o pai e a mãe segundo a carne, que esquecem seus sagrados deveres e deixam o filho, que o Senhor lhes confiou, entregues aos seus maus pendores, quando não chegam até a faze-lo ceder às inclinações más que neles predominam, dando-lhe o exemplo do orgulho e do egoísmo, da luxúria, dos vícios e paixões inferiores que degradam a Humanidade e levam o Espírito à perdição, fazendo-o falir nas suas provas? O chefe de Estado, o juiz que governa com sabedoria e faz justiça a todos, que dispensa sua solicitude até ao mais ínfimo dos seus admiradores, não é um pai a quem deves honrar, pois governa uma grande família? E, falando assim, nossas palavras se estendem a todo aquele que, como superior, qualquer que seja a sua condição, cumpre santamente suas obrigações para com os seus subordinados. A lei do amor e do respeito deve abranger todas as classes e posições sociais. É a cadeia que liga, uns aos outros, todos os membros da família universal. “A fim de que teus dias sejam prolongados na terra que o Eterno, o Senhor teu Deus, te dará”. Estas palavras, aditadas à Lei, constituem acréscimo feito por Moisés ao Quinto Mandamento, tendo ainda por fim levar a obediência, ao respeito à Lei, homens dominados unicamente pelo egoísmo e pelo o instinto do presente. Bem viver, e viver longo tempo, constituía para tais homens a primeira e única preocupação. Pelo ponto sensível, portanto, se impunha prende-los, e Moisés bem o percebeu. Mas deveis tomar a palavra terra em acepção simbólica, para compreender como a vossa vida poderá prolongar-se na morada que o Senhor vos reservou, no sentido de que mais cedo a ela podereis chegar, cumprindo melhor os vossos deveres. Quer dizer: a morada dos homens e mulheres de merecimento são as esferas superiores, que eles atingem à medida que se elevam, e mais cedo chegarão quanto mais esforços fizerem por se aperfeiçoar. “Honra a teu pai e tua mãe, e teus dias serão prolongados na terra que o Senhor te dará”. Mas, compreendei, essa terra não é o solo que pisam os vossos pés. As dificuldades que surgiram na interpretação dos Mandamentos nasceram de não terem querido (ou não terem sabido) os interpretadores distinguir, do princípio exarado na Lei, as adições feitas à Lei; não souberam separar o que veio de Deus do que veio do homem, por intermédio dos Espíritos, com objetivo humano e transitório. O que, na Lei, vem de Deus é imutável, não podem os homens alterar; o que veio por aquela inspiração espiritual foi o meio de que Moisés se valeu para – atendendo ao presente, segundo a letra, e preparando o futuro, segundo o espírito – auxiliar o progresso humano, de acordo com as necessidades da época.



SEXTO MANDAMENTO


P – Como o CEU da LBV explica, em toda a sua profundidade, o Sexto Mandamento?

R – A LBV não admite, no Centro Espiritual Universalista, ensinamentos de mestres ou instrutores humanos. Toda a Doutrina do Novo Mandamento é do Cristo, através das Sagradas Escrituras, e dos Espíritos-Guias da Humanidade. Assim, mais uma vez, falam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e pelo próprio Moisés, sobre a Primeira Revelação: Os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Hoje, o Sexto Mandamento – Não Matarás. Não corte aquele, que nada pode criar, o fio da existência das criaturas do Eterno, Deus Todo-Poderoso. Não deixe o homem que em seu coração se desenvolva o instinto destruidor, pois está longe de saber que responsabilidade assume. Este Mandamento, muito vago em seu enunciado, tem um alcance muito maior do que supondes, e ultrapassa de muito os limites do vosso ser. Em cada uma das fases do seu passado, a Humanidade o interpretou segundo as suas necessidades. Agora, já o pode entender de maneira a lhe ampliar a inteligência e conseqüente aplicação. Nos tempos antigos, o “não matarás” significava para os hebreus: “Não derramarás, sem motivo, o sangue de teu irmão”. Mas a pena de morte vigorava para o menor delito, e o sangue das vítimas oferecidas em holocausto corria incessantemente, sobre o altar e, tanto quanto os animais, não eram poupados os escravos. Mais tarde, a pena de morte se tornou menos aplicada. Só o era àquele cujo crime se tinha por bem comprovado. Os próprios animais passaram a ser, em parte, menos sacrificados, quando nada, nas cerimônias do culto. Entretanto, as guerras, a vingança e a crueldade continuaram – como continuam – a derramar sangue por todos os lados. Hoje, os que ouvem a nossa voz, mesmo aqueles que não a compreendem ou a consideram mentirosa, já se levantam contra a aplicação da pena de morte ao criminoso; lutam pelo momento em que não mais se alinhem homens diante de outros homens, para descarregarem, uns contra os outros, seus mortíferos projéteis; e alguns – os que nos atendem, em nome de Jesus – poupam a vida de todas essas criaturas fracas, que Deus lhe pôs no caminho, a fim de despertar a Caridade em seus corações e lhes fazer compreender a solidariedade universal. Mas, nos matadouros, o sangue ainda corre e, aos magotes, sob os golpes do cutelo assassino, caem as vítimas necessárias à alimentação humana. Brevemente, porém, o sangue deixará de ser derramado na Terra: depois do próximo e último Armagedon, o homem não matará, nunca mais. Amará e protegerá o fraco, quer seja este também um homem, quer seja um animal confiado à sua guarda. Compreenderá o Novo Mandamento do Cristo de Deus – A Lei do Amor – e saberá elevar-se acima das necessidades da carne, as quais ainda precisa satisfazer, porque correspondem à organização atual da máquina, mas que diminuirão gradativamente, à medida que o Espírito crescer em sabedoria e ciência, porque, de par com esse crescimento, também gradualmente se modificará o organismo humano. O progresso físico marcha e se desenvolve, paralelamente ao progresso intelectual, moral e espiritual, com os quais guarda relação. As consciências esclarecidas já se levantam, pedindo a abolição da pena de morte. São esforços generosos, no mundo inteiro. Ainda não chegou, porém, o momento: é preciso que se esclareçam as classes inferiores (não inferiores do ponto de vista das classes sociais, mas do adiantamento espiritual). Cabe a todos vós, homens e mulheres libertos da ignorância, com os vossos exemplos, apressar-lhe o advento realmente glorioso.

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