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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO





AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO


P – Jesus destacou a importância especial dos mandamentos da Lei de Moisés para os hebreus: “Amarais o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – respectivamente, Deuteronômio, capítulo VI, versículos 4-5, e Levítico, XIX: 18. Por que, então, não foram ambos incluídos nos Dez Mandamentos da Lei de Deus?

R – Porque o Cristo, ao confiar o Decálogo a Moisés, sabia que os hebreus não estavam preparados para vive-los: eles só entendiam o “olho por olho, dente por dente”, dadas as condições do seu pouco adiantamento espiritual; preferiu que esses mandamentos figurassem entre as leis civis e religiosas de Moisés, até que, indo pessoalmente aos homens, Jesus pudesse dizer: “Toda a lei e os profetas se acham contidos nestes dois mandamentos” (Evangelho segundo Mateus, XXII: 40). E, pouco depois, concluir: “Eu vos dou o Novo Mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei uns aos outros” (Evangelho segundo João, XIII: 34). Só mesmo o Cristo poderia dar este Novo Mandamento, que substitui todo o Decálogo, de acordo com a Quarta e Última Revelação confiada à LBV. Na verdade, quem for capaz de viver o Novo Mandamento, como Jesus o viveu, cumprirá facilmente os Mandamentos da Lei de Deus. Por isso escrevem os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés: - Amar a Deus é render homenagem ao princípio do amor, à cauda da vida. Criatura ínfima, que pode o homem (ou o Espírito que anima essa forma grosseira) fazer, como testemunho de reconhecimento ao Onipotente, por todos os tesouros que lhe pôs nas mãos, a fim de que deles se utilizem incessantemente? AMAR, porque o amor inspira a submissão, a gratidão e o respeito; porque o amor é o laço – o único – a ligar a criatura ao Criador. E esse amor deve manifestar-se de todos os modos, porque representa a criação inteira. Para amar a Deus, deve o homem limpara seu coração, seus Espírito e seu corpo de todas as nódoas, pois o amor induz à aproximação e tudo o que é impuro não pode aproximar-se de Deus. Deve limpar o corpo porque este é o instrumento com que o Espírito, reencarnado, cumpre suas provas e depura o coração na sua marcha ascensional, através do progresso físico, e por conseqüência o do envoltório corporal, liberta-o da liga impura da matéria cada vez mais, no curso das vidas sucessivas. Para amar a Deus, tem o homem trabalhar continuamente por elevar a sua inteligência, alargar os seus conhecimentos, dilatar sua ciência, porque a ignorância não pode aproximar-se da Onisciência, e tudo o que é AMOR tende a se unir. Amar a Deus é fundir-se na Humanidade, é absorver-se no amor fraternal, por isso que todo homem, como todas as criaturas do Senhor, provém do mesmo princípio, tende ao mesmo fim, é uma parte do Ser dividido ao infinito, para elevar-se do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, na individualidade e na imortalidade.

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