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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Apocalipse Revelado por Alziro Zarur - 1967 - Programa 08


8º PROGRAMA__________________________________________________________


Meus amigos, meus Irmãos,

DEUS ESTÁ PRESENTE!
VIVA JESUS EM NOSSOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!


Victor Hugo escreveu que a mais poderosa idéia é aquela cujo tempo divino tenha chegado. Pois, na atualidade, o Novo Mandamento de Jesus é essa idéia. É realmente a idéia máxima, a última palavra deste fim de ciclo. É o caminho da realização da grande profecia do Redentor da Humanidade: HAVERÁ UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR. E o Pastor do Rebanho Único é Jesus, o Cristo de Deus. Ele que nos deu o Seu Mandamento Novo. E sem este Novo Mandamento não há Religião, nem Filosofia, nem Ciência, nem Política, nem Planejamento, nem Bíblia, nem Evangelho, nem Apocalipse. Mas agora Jesus está voltando e é por isso mesmo que estamos levando a todo Brasil o Apocalipse segundo São João, o último livro da Bíblia Sagrada, o Livro das Profecias Finais.

A voz do povo é a voz de Deus. José Eloi de Faria, da Rua Paranapanema, 491, ouvindo este programa, escreveu:

“Com que alegria e matando imensas saudades, volto a ouvir a ‘Voz da Liberdade – a voz do Irmão Operário. Se eu estou ouvindo e vendo a realidade Divina, sentido a liberdade cada vez mais perto de mim, tudo isto eu devo à obra santificante da lbv, que dá exatamente o que Jesus deu e faz exatamente o que Ele fez e mandou fazer. Antes, Irmão Operário, eu lia o Evangelho na letra que mata, mas agora eu leio no Espírito que dá vida. Eu vejo e ouço Jesus falar como se eu estivesse presente fisicamente há quase 2.000 anos. E chego ao ponto de me comover até as lágrimas. Bendito Apocalipse de Nosso Senhor Jesus Cristo! Viva Jesus!”

Obrigado José Eloi de Faria. Realmente o nosso objetivo é este: é levar o Apocalipse ao povo porque a hora é chegada. Na verdade, tudo tem o seu devido tempo, nada pode ser antecipado à hora assinalada por Deus. Por isso mesmo, meu amigo e meu Irmão, o Apocalipse vai despertar esse imenso Brasil para sua missão histórica. Brasil que, queiram ou não os representantes da treva, será colocado, pelo poder de Deus, na vanguarda do mundo.

Ontem ficamos no versículo: se fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida.
Baseados neste versículo, pretendem alguns defender o estado consciente na morte. Mas esta opinião carece de apoio, porque não se afirma nesta passagem que a coroa da vida seja concedida logo depois da morte. Devemos, por isso, procurar noutras passagens bíblicas, principalmente neste Apocalipse, QUANDO SERÁ DADA A COROA DA VIDA. Ora, essas passagens nos dão informação satisfatória. O Apóstolo São Paulo declara que essa coroa há de ser dada NO DIA DA VOLTA DO CRISTO, no dia em que Ele aparecer (basta ler a II Epístola a Timóteo, capítulo 4, versículo 8). Ainda, diz ele, será dada ante a última trombeta (I Epístola aos Coríntios, capítulo 15, versículos 51 a 54); será dada quando o Senhor descer do céu (I aos Tessalonicenses, capítulo 4, versículos 16 e 17); será dada quando aparecer o Supremo Pastor, diz São Pedro na sua Primeira Epístola, capítulo 5º, versículo 4; será dada na ressurreição dos justos, diz o próprio Jesus, no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 14, versículo 14; e, quando voltar, a fim de levar os Seus para a morada que lhes foi preparar, para que estejam com Ele para sempre (Evangelho, segundo São João, capítulo 14, versículo 3). Ser fiel até a morte. Depois de ter sido assim fiel, quando chegar o tempo de serem recompensados – os justos, os santos de Deus – então receberás a coroa da vida.

Os santos.
Segundo as Sagradas Escrituras, são todos os cristãos que, pela obediência à Palavra de Deus, foram santificados em Cristo Jesus, por quem também serão salvos caso tenham permanecido neste estado até ao fim. Eis como se exprimia São Paulo ao se dirigir às Igrejas: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados os santos, com todos aqueles que em todo lugar invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e Senhor nosso” (I Epístola aos Coríntios, capítulo 1º, versículo 2); “Aos santos irmãos, fies em Cristo Jesus, que estão em Colossos...” (Aos Colossenses, capítulo 1º, versículo 2). E tudo isso se confirma na Epístola aos Romanos, capítulo 1º, versículo 7; na II aos Coríntios, capítulo 1º, versículo 1; aos Efésios, capítulo 1º, versículo 1. Isto é muito importante! É aquele extraordinário Saulo de Tarso, transformado no grande Apóstolo dos Gentios.

E a recompensa do vencedor? Não receberá o dano da segunda morte.
É a linguagem usada aqui, pelo próprio Jesus, como que confirmando o Seu comentário quando ensinou aos discípulos: “Não temais aqueles que matam o corpo e, depois disto, nada mais podem fazer, porque não podem matar a alma. Temei, antes, Aquele que pode fazer perecer na geena tanto a alma quanto o corpo” (está no Evangelho, segundo São Mateus, capítulo 10, versículo 28), isto é muito importante! Ora, os habitantes de Esmirna – os esmirnenses – podiam ser condenados à morte aqui na terra, mas a vida futura, que lhes havia de ser dada, não a podiam tirar os homens, nem Deus permitiria tal coisa. É por isso que não deviam temer os que pudessem matar o corpo: Nada temas das coisas que hás de padecer, porque a sua existência eterna já estava assegurada.

A palavra Esmirna significa mirra, denominação apropriada da Igreja de Deus ao passar pela fornalha ardente da perseguição romana, apresentando-se-lhe como um perfume suave. Mas em breve, chegaremos ao dia de Constantino em que a Igreja apresentará uma fase nova, sendo aplicados à sua história um nome e mensagens muito diferentes. Ora, segundo a aplicação anterior, como já vimos nos nossos comentários, os limites históricos da Igreja de Esmirna são os anos 100 até o ano 323.

Agora vejamos os versículos 12 a 17 deste 2º capítulo:

12 – Ao Anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: 12 – Eu sei as tuas obras, sei onde habitas, que é onde está o trono de satanás [o trono de Satanás...], mas guardas o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda no dia de Ântipas, minha fiel testemunha, e que foi morto entre vós, onde satanás habita. 14 – Mas tenho algumas coisas contra ti, porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. 15 – Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu detesto. 16 – Portanto, arrepende-te senão brevemente virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. 17 – Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, eu darei a comer o maná escondido, e lhe darei uma pedra branca e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece, senão aquele que o recebe.

Ora, contra a igreja de Esmirna, que acaba de ser considerada, não é pronunciada palavra alguma de condenação. A perseguição devia conservar sempre a Igreja puríssima e convidar seus membros à plena piedade. Mas atingimos agora um período em que começam a operar influências através das quais se foram introduzindo erros e males tremendos na Igreja – é o imperialismo romano.
A palavra pérgamo significa altura, elevação. O período abrangido por esta igreja pode ser situado, desde o tempo de Constantino, ou melhor, talvez, desde sua professa conversão ao chamado cristianismo, porque ainda não existe, ainda não aconteceu o Verdadeiro Cristianismo na face da Terra; mas esta conversão de Constantino aconteceu no ano 323. E este período vai até o estabelecimento do papado no mundo, em 538. Foi um período em que os verdadeiros servos de Deus tiveram de lutar contra o espírito de política, de orgulho, de mundanismo entre os seguidores do Cristo e contra as virulentas operações do mistério da iniqüidade, de que fala São Paulo, e tudo isso resultou no perfeito desenvolvimento do homem do pecado. Esta é a triste verdade.

Onde está o trono de Satanás.
Ora, o Cristo toma conhecimento da situação desfavorável do Seu povo durante esse período. A linguagem empregada não se refere, provavelmente, a qualquer localidade. Em relação ao lugar, Satanás opera onde quer que estejam os cristãos, Mas, certamente, há tempos e estações em que ele opera com especial poder. E o período abrangido pela Igreja de Pérgamo foi um desses. Porque, diante desse período a Doutrina imácula do Cristo ia se corrompendo – estava operando o MINISTÉRIO DA INIQÜIDADE. Satanás começava a lançar o próprio fundamento desse grande sistema de iniqüidade que é o cesarismo romano, cesarismo religioso. Era a apostasia prevista por São Paulo na II Epístola aos Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 3.

E ântipas?
Há bons e sérios motivos para crer-se que este nome se refere a uma classe de pessoas, não a um indivíduo especificado. Não se conhece informação autêntica a respeito de semelhante Ântipas. A esse propósito, diz Müller: “Ântipas não foi um indivíduo, mas uma classe de pessoas que se opunham ao poder dos bispos e papas, naquele tempo. Uma combinação de duas palavras: “anti”, que quer dizer – oposto, contra; e “papas” – pai ou papa”.
Naquele tempo muitos deles sofreram martírio em Constantinopla, em Roma, onde os bispos começavam a exercer o poder, que pouco depois reduziria à sujeição os próprios reis da Terra. Não há motivo para rejeitar esta explicação, este significado de Ântipas, que aparece no texto. A história daqueles tempos é absolutamente omissa acerca de um indivíduo chamado Ântipa. Por sua vez, diz Watson: “A Antiga História Eclesiástica não apresenta informação alguma desse Ântipas”. O Dr. Clarck menciona a existência de uma obra chamada Atos de Ântipas, mas dá a entender que o seu título não merece crédito algum.

E o motivo de censura?
Uma situação desvantajosa não é desculpa para a igreja cometer os seus erros. Embora essa igreja vivesse num tempo em que Satanás operava de maneira particular, era dever dos cristãos se conservarem puros do fermento das suas más doutrinas, como dizia o próprio Jesus no Evangelho: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. E é por isso que foram censurados por albergarem no seu seio os que seguiam a doutrina nefasta de Balaão e dos nicolaítas.
Revela-se aqui, parcialmente, em que consistia a doutrina de Balaão: Ele ensinou a Balac a lançar tropeços diante dos filhos de Israel (quem quiser recordar esta história, deve reler o Pentateuco de Moisés, precisamente no Livro Números, capítulos 22 a 25, e 31, nos versículos 13 e 16 deste livro). Ora, Balaão desejava amaldiçoar Israel por causa da rica recompensa que Balac lhe ofereceu se fizesse tal coisa. Mas não lhe sendo permitido pelo Senhor amaldiçoá-los, resolveu realizar o mesmo por um processo diferente. Então aconselhou Balac a seduzir os filhos de Israel, por meio das mulheres de Moab, que eles participassem das celebrações dos ritos da idolatria e todas as licenciosidades que os acompanhavam. Pois a verdade é que o plano surtiu efeito. As abominações da idolatria se espalharam pelo acampamento de Israel. A maldição de Deus foi atraída por esses pecados e só aí morreram 24 mil.
As doutrinas censuradas na igreja de Pérgamo eram, sem dúvida, semelhantes, na suas tendências, levando a idolatria espiritual e o ilícito contato entre a igreja e o mundo. E foi esse espírito nefasto que produziu finalmente a união entre os poderes civil e eclesiástico. Isso culminou na criação do papado. Daí a significação do “arrepende-te” disciplinando ou expulsando os que defendem essas perniciosas doutrinas. O Cristo declarou que se não o fizessem, Ele mesmo tomaria o caso em Suas mãos. E viria e batalharia contra eles (os que defendiam essas doutrinas nocivas) e toda a Igreja se tornaria responsável pelos males praticados por esses heresiarcas que albergavam no seu meio – É o crime da conivência. Tudo isso é muito importante, merece profunda meditação.

Finalmente a promessa: ao que vencer é prometido que há de comer o maná escondido. E como sinal de aprovação, há de receber do seu senhor uma pedra branca com um novo e precioso nome gravado nela.
Não se pode exigir muito na exposição acerca do maná escondido e de um novo nome que não é conhecido senão por aquele que o recebe. Mas tem havido muitas conjecturas sobre este ponto e é justo esperar uma explicação para todas elas. Nós, aqui, estamos falando baseados nos maiores expositores da Bíblia Sagrada, os maiores pensadores bíblicos de todo o mundo. Pois bem, a maioria deles explica que o maná, a pedra branca, o novo nome, são bênçãos espirituais que os cristãos já podem desfrutar nesta vida, apesar de todos os sofrimentos. Mas, como todas as outras promessas ao que vencer, também esta se refere, sem dúvida, ao futuro e será dada quando chegar o tempo de os santos serem recompensados pelo Cristo de Deus. Talvez estas palavras de Blonphel sejam satisfatórias:

“Os comentadores pensam, geralmente, que isto se refere ao antigo costume judicial que era lançar uma pedra negra numa urna quando se pretendia condenar, e uma pedra branca quando o preso devia ser libertado. Mas este é um ato tão distinto do “lhe darei uma pedra branca” que estamos dispostos a concordar com os que pensam que se refere, antes, a um costume muito diferente. Realmente, este costume é relacionado com muita propriedade com o caso que temos diante de nós no Apocalipse. É que nos tempos primitivos, quando as viagens eram difíceis por falta de lugares de alojamento público, os particulares exerciam em larga escala a hospitalidade, e disso encontramos freqüentes vestígios em toda a História, em particular no Velho Testamento da Bíblia Sagrada. Ora, as pessoas que se beneficiavam desta hospitalidade e aquelas que as praticavam, freqüentemente contraíram hábito de amizade e consideração mútua, e tornou-se costume arraigado, entre gregos e romanos, dar aos hóspedes algum sinal particular que passava de pais para filhos e garantia a hospitalidade e bom tratamento sempre que era apresentado. Este sinal era, geralmente, uma pequena pedra ou seixo cortado ao meio em cujas metades, tanto o hospedeiro como o hóspede, inscreviam os seus nomes trocando-as depois entre si. Ora, a apresentação desta pedra era o bastante para assegurar amizade para si e para os descendentes, sempre que de novo viajassem naquela direção. É evidente que estas pedras deviam ser bem guardadas e os nomes escritos nelas cuidadosamente ocultos, para que outros não obtivessem os privilégios em vez das pessoas a que eram destinadas. [Para terminar] É natural, portanto, a alusão a este costume nas palavras do texto do Apocalipse: Darei de comer o maná escondido e depois disto, tendo-o feito participante da minha hospitalidade, fazendo-o, portanto, meu hóspede e meu amigo, eu o presentearei com a pedra branca e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. Eu lhe darei o penhor da minha amizade sagrada, inviolável, conhecido somente por ele”.

E sobre o novo nome o que diz Wesley: “Jacó, depois da sua vitória, quando ganhou o novo nome de Israel: – Queres tu saber qual será o teu novo nome? É simples. Trata de vencer! Até então tua curiosidade será vã. Depois verás o novo nome escrito na pedra branca”. SE FIEL ATÉ A MORTE E EU TE DAREI A COROA DA VIDA!

QUE A PAZ DE DEUS ESTEJA COM TODOS, AGORA E SEMPRE,
VIVA JESUS!


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