Siga por e-mail

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PREGAÇÃO DE JOÃO, O BATISTA



PREGAÇÃO DE JOÃO, O BATISTA


P – Unificando as Quatro Revelações de Jesus, pelo Novo Mandamento, a LBV presta um grande serviço à Humanidade. Como o Centro Espiritual Universalista (CEU) explica a pregação e o batismo do Precursor de Jesus?

R – Responde o Espírito da Verdade, harmonizando estas passagens do Evangelho: Mateus, cap. III, vs. 1-6; Marcos, cap. I, vs. 1-5; Lucas, cap. III, vs. 1-5. Ler e meditar:

MATEUS: 1 – A esse tempo, veio João pregando pelo deserto da Judéia. 2 - Dizia: “Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo”. 3 – Eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías, dizendo: “Voz do que clama do deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas”. 4 – João trazia uma veste de peles de camelo e um sinto de couro em volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 5 – Os habitantes de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão, iam ter com ele; 6 – e, confessando seus pecados, eram por ele batizados no Jordão”.

MARCOS: 1 – Princípio do Evangelho de Jesus, o Cristo, filho de Deus, 2 – como está no profeta Isaías: “Eis que envio à tua frente o meu Anjo, e ele preparará o teu caminho. 3 – Voz do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor; tornai retas as suas veredas”. 4 – João esteve no deserto, batizando e pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados. 5 – Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele e, confessando seus pecados, eram por ele batizados no rio Jordão”.

LUCAS: 1 – No décimo quinto ano do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia; Herodes, tetrarca da Galiléia; Felipe, seu irmão, tetrarca da Ituréia e da província de Traconites; Lisônias tetrarca de Abilene; sendo príncipes dos sacerdotes Anais e Caifás; o Senhor fez ouvir a sua voz no deserto a João, filho de Zacarias, 3 – e ele percorreu todas as cercanias do Jordão, pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados, 4 – conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas. 5 – Todo vale será aterrado; todas as montanhas e colinas serão arrasadas; os caminhos tortuosos se tornarão retos; os escabrosos ficarão planos; e toda a carne verá a salvação do Senhor”.

Os homens sempre se servem dos termos que lhe são compreensíveis, e os empregam como podem. A Palavra de Deus é o mesmo que A Inspiração Divina. DEUS NÃO SE COMUNICA DIRETAMENTE COM OS HOMENS. Por mais puro que seja o espírito encarnado, o invólucro carnal ergue intransponível barreira entre o homem e a Divindade. Mas o Senhor envia os grandes Espíritos e, inspirando-os diretamente, os constitui órgãos transmissores da sua vontade. Deus nunca falou a João, como nunca falou a Moisés e Elias, como jamais falou a nenhum dos profetas. Uns eram médiuns videntes e audientes, outros eram médiuns inspirados, de acordo com a elevação de seus Espíritos. João, no tempo certo, recebeu no deserto a inspiração do Senhor, para dar começo ao desempenho da missão que lhe fora confiada. Inspirado, ainda, pelos Espíritos Superiores foi que ele percorreu todas as cercanias do Jordão, pregando um batismo de arrependimento, e batizando nesse rio todos os que iam procura-lo para confessar os seus pecados. O Batista era um Espírito Superior em missão no vosso mundo, predestinado a abrir os caminhos e prepara-los, a fim de que mais facilmente a luz se pudesse fazer. Pelo seu caráter ríspido, pelos seus costumes e hábitos em contraste com os de seus contemporâneos, chamava sobre si a atenção de todos. Sua palavra, severa e rude, forçava os homens, a se penitenciarem seriamente. Preparava, assim, os caminhos do Senhor, preparando os do Cristo. Era a cabeça do rebanho, a caminhar à frente, agitando a campainha, para que todas as ovelhas perdidas percebessem de que lado podia vir a salvação. A confissão dos pecados nesse tempo, como mais tarde, nas primeiras horas do Cristianismo, SE FAZIA DIANTE DE TODOS, PUBLICAMENTE E EM VOZ ALTA. Despertava, assim, profundo sentimento de humildade, porque exige grande desprendimento o ousar alguém confessar, diante de todos, AS FALTAS, AS TORPEZAS, AS INFÂMIAS QUE PODEM GERMINAR NO FUNDO DO CORAÇÃO HUMANO. Era uma barreira oposta às recaídas, porque o homem que sabe serem conhecidos SEUS PENSAMENTOS MAIS SECRETOS, TODOS OS SEUS MAUS PENDORES, terá de refrear sua natureza animal, a fim de evitar as suspeitas em que poderia incorrer, ao menor desvio. E porque a confissão era pública, feita sempre em voz alta, Deus a ouvia. Estas palavras: “Todo vale será aterrado, todas as montanhas e colinas serão arrasadas, os caminhos tortuosos se tornarão retos e os escabrosos focarão planos” se aplicam a subversão moral, à renovação espiritual que a Doutrina de Jesus havia de operar – e opera até hoje – por intermédio do Espírito da Verdade por Ele prometido ao vosso planeta. Os vales serão aterrados e se elevarão; as “montanhas”, cuja fronte orgulhosa tenta deter a marcha do progresso, serão arrasadas. O “nível” passará pela natureza toda, erguendo os pequeninos, rebaixando os grandes, dando a cada um a medida exata do que lhe caiba, pelo seu merecimento. E toda carne verá a salvação do Senhor, isto é, todos os homens e mulheres, que praticarem a sublime moral do Novo Mandamento, se integrarão no Salvador.



A MENSAGEM E O TESTEMUNHO DO BATISTA


P – A grande virtude da LBV é restaurar o Cristianismo em sua pureza primitiva, e isso, realmente, só podia ser feito pelo Novo Mandamento revelado. Como é que o CEU (Centro Espiritual Universalista) da LBV interpreta a mensagem de João?

R – O Espírito da Verdade responderá, harmonizando as seguintes passagens do Evangelho de Jesus: Mateus, cap. III, vs. 7-12; Marcos, cap. I, vs. 6-8; Lucas, cap. III, vs. 7-18. Atenção para esses textos bíblicos:

MATEUS: 7 – Mas, vendo João muitos dos fariseus e saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que há de vir? 8 – Tratai de produzir frutos dignos de arrependimento, 9 – e não procureis dizer dentro de vós: “Temos Abraão por pai”, porque eu vos declaro que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 – O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 11 – Eu, na verdade, vos batizo com água, para vos levar à penitência; mas o que vem, depois de mim, é mais poderoso que eu, e não sou digno de levar-lhe as sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 – Traz na mão a sua pá, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.

MARCOS: 6 – João vestia pele de camelo, usava uma tira de couro em volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. Pregava dizendo: 7 – Aquele que é mais poderoso que eu virá depois de mim, e não sou digno de me abaixar diante de seus pés, para lhe desatar as correias das sandálias. 8 – Eu vos batizo com água; Ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

LUCAS: 7 – João dizia ao povo, que acorria em bandos para ser batizado: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” 8 – Daí, pois, frutos dignos do vosso arrependimento, e não comeceis a dizer dentro de vós: “Temos Abraão como pai”, porque eu vos declaro que Deus é poderoso para, destas pedras, fazer que nasçam filhos a Abraão. 9 – Já o machado está posto à raiz das árvores: toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 10 – O povo lhe perguntava: “Que havemos, então, de fazer?” 11 – João respondia: “Aquele que tem duas túnicas dê uma ao que não tem; aquele que tem comida faça o mesmo.” 12 – Foram, também, publicanos para o batismo, e lhe perguntaram: “Que havemos de fazer?” 13 – Ele respondeu: “Não cobreis mais do que está prescrito na lei”. 14 – Perguntaram-lhe, ainda, alguns soldados: “E nós o que havemos de fazer?” Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência contra ninguém nem façais denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. 15 – Estando o povo na expectativa, pensando consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo, 16 – disse ele a todos: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas logo virá quem é mais poderoso que eu, e não sou digno de lhe desatar as correias das sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17 – Traz na mão a sua pá, e limpará bem a sua eira, para recolher o trigo no seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível. 18 – Assim João anunciava ao povo o Evangelho de Jesus.


João era o Precursor da Verdade, e ele mesmo o declarou. Suas aspirações não iam nem deviam ir além da missão que lhe cumpria desempenhar. Mediunicamente ligado aos Espíritos Superiores, a cujo número pertencia, os quais o assistiam e inspiravam, era dirigido em todas as circunstâncias pela intuição, e possuía a humildade que deveria guiar a todos vós na Terra. Tinha consciência do que aguarda o Espírito na sua volta à Pátria Espiritual; mas, acima de tudo, tinha absoluta consciência da sua missão de Precursor. Esta consistia, em preparar os homens para o arrependimento, servindo-se de um símbolo que lhes daria a compreender a purificação e de que necessitavam: LAVAVA SEUS CORPOS, A FIM DE OS DISPOR A LAVAREM SEUS CORAÇÕES. Purificava-lhes o invólucro material, para os compelir à purificação de sues Espíritos, exortando-os – em resposta às perguntas que lhe faziam – à prática da Justiça, da Caridade, do Amor. Sua missão, portanto, era preparatória: Jesus viria completá-la. João era a voz do que clama no deserto, até que as populações se reunissem para ouvir a pregação da Verdade. Estas palavras “Não comeceis a dizer, dentro de vós mesmos, TEMOS ABRAÃO POR PAI, porque destas pedras Deus pode fazer que nasçam filhos a Abraão; o machado já está posto à raiz das árvores; toda árvore que não dá bom fruto ele a corta e lança ao fogo”, se referem a todos os tempos – ao tempo em que o Batista falava, aos tempos que se seguirem, até ao fim dos tempos, isto é, até a volta do Cristo de Deus. Os sacerdotes judeus não reconheciam como filho do Senhor senão aqueles que viviam curvados ao seu jugo, da mesma forma que a Igreja de Roma não admite salvação para os que não lhe obedecem cegamente. Que representa Abraão para os hebreus? O chefe da família (ou povo) que vai herdar o Reino de Deus. Por aquelas palavras inspiradas ao Precursor, deus quer que fique bem claro serem seus filhos TODOS OS QUE VÃO A ELE, DE CORAÇÃO LIMPO. É como se dissesse: “Não entram no meu Reino os filhos de Abraão que desprezaram minhas leis e desfiguraram meus preceitos, como também os que, no futuro, as desprezaram e os desfigurarem. Todo aquele, porém, que ouve a minha voz e arranca a árvore má, produtora de maus frutos, e só deixa no coração a boa semente, que há de fertilizar a terra, este está no caminho que a mim conduz, esse é meu filho para sempre. Filhos de Abraão não são os que me dizem “Senhor! Senhor!”, mas tão somente aqueles que cumprem a minha Lei, quaisquer que eles sejam. Todos os limpos de coração é que olho como filhos, e só eles terão entrada no meu Reino!” E aí está o símbolo da árvore: a que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. Já compreendeis o sentido oculto destas palavras que, apropriadas às inteligências daquela época, eram destinadas a despertá-las da ignorância. A árvore que não dá bons frutos é o Espírito encarnado que sucumbe nas suas provas. Depois da “morte”, quando o Anjo da Libertação lhe houver ceifado a existência, será lançado ao fogo, isto é, será – primeiro – ao entrar em expiação no mundo espiritual, submetido a sofrimentos ou torturas morais, proporcionados e apropriados aos crimes que haja cometido; depois – à reencarnação que, abrindo-lhe a caminho da reparação, e ao mesmo tempo, meio de purificação e de progresso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário