Siga por e-mail

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A OBRA DE REGENERAÇÃO



A OBRA DE REGENERAÇÃO

P – O Cristianismo do Cristo, à luz do Novo Mandamento, é tão diferente do cristianismo dos homens! Graças a Deus, a treva terá de dar vez à Verdade que salva e engrandece. Não é a próxima separação do trigo e joio?

R – Sim, Moisés e os profetas da Lei Antiga prepararam o advento da era da regeneração humana. Jesus, nosso Salvador e Mestre, que – como Protetor e Governador do vosso planeta, presidiu a sua formação e a da Humanidade que o habita, para conduzi-la a Perfeição – desceu ao meio dos homens para lhes abrir esta era e lançar as bases e fundamentos da Obra de salvação. Ele tem na mão a joeira, pois a obra de regeneração começou desde os primeiros dias da pregação do evangelho. Jesus fez, ainda faz e, breve fará a definitiva separação do trigo e do joio, do trigo e da palha. O trigo que juntou, junta e juntará no seu celeiro, são os Espíritos purificados que terminaram suas provas na Terra, tal qual é ela atualmente: mundo inferior, de expiação. Esses Espíritos se tornam seus missionários devotados e inteligentes: trabalham, quer na erraticidade, quer encarnados em missão, pelo vosso adiantamento moral e intelectual. A palha que Jesus queimou, queima e queimará, são os Espíritos culpados, rebeldes, que faliram nas suas provas e que Ele submete à expiação, depois à reencarnação, em condições tais que, se forem levadas a bom termo, as novas provações serão para esses espíritos um meio de expiação, de reparação e de progresso. O fogo em que a palha foi, é e será queimada, isto é, em que o Espírito culpado sofre a expiação na erraticidade, é a consciência culposa a gerar os remorsos, que são despertados ou intensificados, conforme à natureza da culpa e ao grau da culpabilidade, pelos quadros terrificantes ou dolorosos das faltas ou crimes cometidos, postos (como explicaremos mais tarde) aos olhos do Espírito, que em vão tentará fugir. Esses quadros, produzindo sofrimentos e torturas morais, sempre adequados e proporcionados àqueles crimes ou faltas, são o fogo que queima a palha. Esse fogo não se extingue nem se extinguirá nunca. É fogo eterno, porque DEUS CRIOU, CRIA E CRIARÁ, DESDE E POR TODA ETERNIDADE. Assim, haverá sempre Espíritos que, devendo vir do estado originário de simplicidade e ignorância até aos limites da Perfeição, caiam em erro, se tornem culpados e rebeldes, e sejam forçados a expiar e reparar suas faltas, para poderem progredir. É eterno esse fogo porque sempre haverá palha a ser queimada, Ito é, Espíritos culpados e rebeldes, necessitando sofrer a prova da expiação. Mas, para cada Espírito culpado, o fogo da geena eterna se extingue logo que a palha acabou de queimar-se, logo que o Espírito se humilha e pede perdão, animado de um arrependimento profundo e sincero, bem como o desejo ardente de reparar suas faltas. Então, cercado e ajudado pelos bons Espíritos, ele progride e se prepara, imediatamente, para enfrentar novas provações. Não vos enganeis: OS REMORSOS PERSEGUEM SEMPRE O CULPADO, ATÉ QUE ELE ENTRE NO BOM CAMINHO. Sim, sempre haverá Espíritos rebeldes e o fogo da eterna geena jamais se extinguirá, no sentido de que constitui como que uma herança, que passa de uns para outros. JESUS LIMPARÁ PERFEITAMENTE O SEU EIRADO. A obra de regeneração iniciada quando o Cristo apareceu entre vós, vai concluir-se agora, neste final de ciclo. A luz do Novo Mandamento se espalhará sobre toda a Terra. Os cegos pertinazes, como advertiu o Mestre, serão lançados nas trevas exteriores, e ali haverá pranto e ranger de dentes. Chamamos vossa atenção para estas palavras, a fim de vos fazermos entender o sentido figurado da época. Jesus, ESPÍRITO PURÍSSIMO, divino modelo da caridade e do amor, poderia condenar os Espíritos culpados ao pranto e ranger de dentes? Somente os insensíveis ao sofrimento físico. Por estas palavras, portanto, compreendei bem o sentido oculto de todos os ensinos do Cristo de Deus: O PRANTO E O RANGER DOS DENTES SÃO OS REMORSOS QUE BROTAM DAS CONSCIÊNCIAS DOS CULPADOS. Jesus limpará perfeitamente o seu eirado. Ao tempo determinado por Deus, em que a regeneração se tem de realizar tendo o Evangelho esparzido sua luz por todo o mundo nesse tempo, em que o vosso planeta se tornará mundo exclusivo dos bons Espíritos, se aqueles que, admitidos até então a reencarnarem na Terra, continuarem culpados, insensíveis e rebeldes, SERÃO LANÇADOS NAS TREVAS EXTERIORES, isto é, serão sucessivamente rechaçados, conforme ao grau de sua culpabilidade, para os mundos inferiores de provações e expiação, onde, por longos séculos, terão de se redimir da sua obstinação no mal e da sua voluntária cegueira. É chegada a hora da definição, entre o Bem e o mal, entre a Verdade e a mentira, entre o Cristo e o Anti-Cristo!



BATISMO EM ESPÍRITO SANTO


P – De acordo com os princípios básicos da LBV, o Centro Espiritual Universalista é, também, anti-sectário. Somente num CAMPO NEUTRO poderemos aprender toda a Verdade. Como o CEU explica o batismo com o Espírito Santo?

R – Diz o Espírito da Verdade: – O batismo em Espírito Santo é a assistência e a inspiração dos Espíritos purificados, ambas concedidas pelo Cristo, em nome do Senhor, aos homens que tenham esse merecimento. Estes, então, a recebem mediunicamente, e mesmo se comunicam com aqueles Espíritos, nas condições e na proporção das mediunidades que lhes são outorgadas. Essa assistência, essa inspiração e essa comunicação Deus só as concede aos Homens e Mulheres de Boa Vontade, para os sustentar e dirigir nas suas provas ou missões, para os ajudar na purificação de seus Espíritos, pelo progresso moral e intelectual. Jesus, pois, chamando o Espírito Santo para os discípulos, fez que descessem até eles os Espíritos elevados, que os haviam de amparar nos seus ásperos e perigosos trabalhos, e que, SOB A APARÊNCIA DE LÍNGUAS DE FOGO, se manifestaram por meio dos seus perispíritos luminosos. Ainda hoje, sob essa influência vos colocais quando, vencendo as paixões humanas, vivendo a vida que pertence a Deus e tudo lhe dando pela prática do trabalho, da humildade, da caridade e do amor, atrais os ESPÍRITOS PROTETORES DA HUMANIDADE. Disso, porém, não vos orgulheis, porque a queda é fácil, mesmo para o mais elevado, e os maus pensamentos assediam, sempre, o Espírito reencarnado. Recebei, portanto, a luz do Novo Mandamento do Cristo de Deus para reparti-la com aqueles que se queiram esclarecer. Mas recebei-a, sempre, com profundo sentimento de humildade e reconhecimento, rendendo graças a essa fonte de TODO O PODER, de que promana tudo o que é belo, tudo o que é grande, tudo o que é verdadeiro e eterno. A Terceira Revelação trouxe o conhecimento da Lei do Amor, que os homens, há tantos séculos, calcam aos pés. Se vossos corações dão frutos maus, sois, portanto, árvores más. O Senhor, porém, na sua infinita misericórdia, arranca a árvore que nada produz, ou que dá frutos maus, para deixar que cresça, livremente, aquela cujas ramagens hão de cobrir de sobra benfazeja a Humanidade inteira. Plantou-a o Cristo com as suas mãos e os homens não a cultivaram. Cercaram-na as plantas daninhas e a atrofiaram. O JARDINEIRO DIVINO, POR ISSO, AINDA SE VÊ OBRIGADO A VIR CULTIVAR A SUA VINHA, A FIM DE LIVRÁ-LA DOS PARASITOS QUE A SUFOCAM. A fé, árvore divina que dá sombra e alimento, que dessedenta o sequioso e convida ao repouso o viajante fatigado, vai crescer e estender seus ramos benditos sobre todo o vosso mundo. E a cada um daqueles, dentre vós (sejam quais forem os cultos exteriores em que a reencarnação os tenha feito nascer, vindos não importa de onde), que tiverem trabalhado na obra de regeneração – pela palavra e pelo exemplo – será concedida a graça de dizer, quando voltarem: “Ganhei bem o meu dia”. Deveis compreender o sentido oculto destas outras palavras, inspiradas ao Precursor e por ele proferidas quando falava do Cristo: “Traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado; juntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha no fogo inextinguível”. O Senhor empregou desse modo, para atuar sobre homens animalizados, uma figura capaz de impressiona-los, gerando neles o temor. Bem sabeis que Deus nunca abandonou o ser humano, desde o seu aparecimento no vosso planeta. Suas Leis são, como ele mesmo, imutáveis e eternas: a Lei do Progresso (progresso físico da Terra e progresso físico, intelectual, moral e espiritual da Humanidade) ensina que tudo o que foi criado é perfectível. Ela está, portanto, no número dessas Leis. E ao mesmo número pertence a Lei da Reencarnação, como instrumento e meio de reparação e progresso. Desde todos os tempos, teve o homem junto de si proposto à sua proteção, o Espírito Protetor ou Anjo da Guarda, incumbido de guiar os seus passos na senda de redenção. Desde de todos os tempos, houve Espíritos em missão entre os homens, para faze-los avançar por esse caminho, a todos eles revelando ou relembrando a Lei Natural que é A LEI DE DEUS, na conformidade do meio, do estado das inteligências e das necessidades de cada época. Desde todos os tempos, investido no livre arbítrio, cercado de influências ocultas – boas umas, outras más – com inteligência para discernir o Bem do mal, na relatividade do seu desenvolvimento moral e intelectual, o homem, POR HAVER FALIDO, FOI TRAZIDO AO VOSSO PLANETA, que é um dos mundos inferiores de provação e expiação, a fim de reparar suas faltas e progredir. Desde todos os tempos, esteve submetido, após a morte, em seguida a cada uma de suas existências na Terra, a expiação por meio de sofrimento ou torturas morais, apropriados e proporcionados aos crimes ou faltas que praticou. Depois, está submetido à Lei da Reencarnação que, com a expiação precedente no estado de erraticidade e, simultaneamente, INFERNO, PURGATÓRIO, REPARAÇÃO E PROGRESSO, a escada que todos têm de subir, e cujos degraus correspondem às fases das diferentes existências que lhe cumpre percorrer, para atingir o cimo da montanha. Pois, como ensinou Jesus, para chegar a Deus, cada um dos seus filhos terá de nascer, morrer e renascer, até alcançar os limites da Perfeição.



BATISMO DE JESUS


P – Nos tempos modernos, ninguém mais aceita a Bíblia sob o véu da letra, que mata. No Brasil, muita coisa mudou desde que a LBV começou a pregar a Palavra de Deus sem “mistério”. Como o CEU explica o batismo de Jesus?

R – O Espírito da Verdade harmoniza os Evangelhos Sinóticos, para responder: Mateus, cap. III, vs. 13-17; Marcos, cap. I, vs. 9-11; Lucas, cap. III, vs. 21-22. São estas passagens:

MATEUS: 13 – Então Jesus veio da Galiléia ao Jordão, para ser batizado. 14 – Mas João protestava, dizendo: “Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15 – Jesus lhe respondeu: “Isto é necessário por ora, pois convém cumprirmos toda a justiça”. João concordou. 16 – Uma vês batizado, Jesus logo saiu da água, e eis que os céus se abriram, e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. 17 – Imediatamente uma voz ecoou no céu, dizendo: “Este é meu filho bem-amado, em que ponho a minha complacência”.

MARCOS: 9 – Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré, que fica na Galiléia, e foi batizado por João. 10 – Logo que saiu das águas do Jordão, Jesus viu os céus se abrirem e o Espírito de Deus descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. 11 – E uma voz do céu se fez ouvir, dizendo: “És meu filho bem-amado; pus em ti as minhas complacências”.

LUCAS: 21 – sucedeu que, ao tempo em que João batizava todo o povo, também Jesus foi por ele batizado. E, enquanto orava, o céu se abriu, 22 – e desceu sobre ele o Espírito Santo na forma corpórea de uma pomba. E ouviu-se do céu uma voz que dizia: “Tu és meu filho dileto; ponho em ti as minhas complacências.

Jesus, cuja origem espiritual agora conheceis, Espírito puro por excelência, Espírito Perfeito, não precisava de ser batizado com água por João, de receber um batismo de penitência para remissão de pecados, ele que nenhum pecado tinha, que nenhum pecado confessou, que não trazia, para ser lavado, um corpo de lama como os vossos. Não precisava, também, de receber o batismo em espírito Santo e em fogo, ele cujo o Espírito era de pureza perfeita e imaculada, ele que, ao contrário, vinha ministrar esse batismo – primeiro, aos Apóstolos incumbidos de pregar e ensinar, pelo exemplo, a sua moral sublime; depois, a todos os que se tornassem dignos de ser assim batizados, praticando a sua Lei de Amor, propagando-a pela palavra e pelo exemplo. POR QUE, ENTÃO, FOI JESUS RECEBER DE JOÃO, DIANTE DE TODOS, O BATISMO DA ÁGUA NO JORDÃO, como faziam o povo e quantos acorriam às margens daquele rio? Para – desde o momento em que entrava a desempenhar publicamente a sua missão, pregar pelo exemplo de humildade; para receber do próprio Deus – à vista de todos e em confirmação das palavras que, antes da sua chagada, proferiu a seu respeito o Precursor – a consagração da sua origem, do seu poder e da sua missão, como regenerador e SALVADOR DA HUMANIDADE; para receber esta confirmação por manifestação derivada do próprio Deus, produzida de modo a que os homens compreendessem que, FINALMENTE, DESCERA À TERRA O ESPÍRITO CUJA VINDA OS PROFETAS, DESDE MOISÉS, HAVIAM ANUNCIADO. E assim foi: Jesus desceu para pregar, dando de tudo exemplo marcante, para oferecer e deixar aos homens um tipo, um modelo que eles imitassem e em cujas pegadas caminhassem, para atingir a Perfeição. Durante a sua missão terrena, convinha que passasse, a vista dos homens, por ser um homem como os outros, sujeito a todas as provações da humanidade e delas triunfando, exemplificando-lhes a prática do trabalho, da justiça, da caridade e do amor, cujas leis ensinava, ministrando-lhes a luz e a verdade sob o véu da letra e o manto da parábola, a fim de que o brilho de uma e de outra não ofuscasse, não cegasse os olhos humanos de seu tempo. Cumprida essa missão, os homens – em virtude das interpretações que davam aos fatos, de acordo com o estado das inteligências, com as necessidades da época e com o que exigia a preparação dos tempos futuros – teriam de ver um Deus, o próprio Deus naquele que lhes viera trazer o tipo exato ou modelo da Perfeição Humana. Procurai seguir os passos de Jesus, em todo o curso da sua aparente vida de homem comum, desde o instante em que chega às margens do Jordão até aquele em que se consuma o sacrifício no Gólgota, e o vereis a dar em tudo o exemplo, sempre o exemplo da vida superior! Ao encetar essa missão sublime, Jesus se submete, como todos os que iam ter com João, ao batismo pela água. Mas observai que, antes de Jesus haver chegado ao Jordão, já o Precursor, falando ao povo, aos fariseus, aos publicanos e aos soldados, a quantos tinham acorrido para ouvi-lo (os quais, entre si, pensavam que bem podia ser ele o Cristo), dizia: “Eu, por mim, vos batizo com água; mas outro virá, mais poderoso que eu e de cujas sandálias não sou digno de desatar as correias, prosternado a seus pés, o qual vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo. Ele traz na mão sua joeira e limpará perfeitamente o seu eirado; juntará o trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo que jamais se extinguirá”. Estas palavras explicam por que, em resposta ao pedido que Jesus lhe faz, João se escusa de o batizar, dizendo: “Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?” E também explicam por que, respondendo-lhe Jesus: “Convém cumprirmos toda a justiça”, isto é, DEVEMOS PREGAR PELO EXEMPLO, João não opôs mais nenhuma resistência, tornando-se o primeiro a dar o exemplo de submissão e de obediência do Mestre. Para confirmação das palavras que João proferiu, diante de todos, antes da chegada de Jesus, é que, quando o Cristo saiu das águas do Jordão, após o batismo, se produziu – de conformidade com a época, as tradições hebraicas e o estado das inteligências – a manifestação destinada a esclarecer os homens sobre a origem e a missão do Salvador.



BATISMO E REENCARNAÇÃO


P – Na Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar, todos estão satisfeitos com a Doutrina do CEU (Centro Espiritual Universalista). Como devemos entender a aparição do Espírito Santo na forma corpórea de uma pomba?


R – Diz o Evangelho que, depois de ser batizado, Jesus saiu da água e, ao fazer a sua prece, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele na forma corporal de uma pomba, e se ouviu uma voz que dizia: “Tu és o meu filho bem-amado; ponho em ti a minha complacência”. O Senhor manifestou por esse modo o seu poder, dele dando um sinal aparentemente material. Aparentemente, frisamos, porque só o foi para os olhos humanos: sinal que bem como a voz ouvida, objetivando chamar a atenção dos homens e lhes confirmar que, finalmente, descera à Terra o Profeta que todos os profetas haviam anunciado. O Espírito, como sabeis, pode - com o auxílio do seu perispírito – tomar todas as formas, todas as aparências. Para os antigos, a pomba era o emblema da pureza: os hebreus a sacrificavam, nos altares, em resgate dos filhos de Israel. O Espírito Superior, encarregado da manifestação, teve de tomar a forma capaz de mais fortemente impressionar as inteligências, no momento mesmo em que aquela manifestação se produzisse, e de as impressionar ainda depois de cumprida a sua missão. A voz que se fez ouvir no céu, dizendo: “”Tu és meu filho bem-amado; ponho em ti a minha complacência”, não foi a voz de Deus Onipotente. Deus não se manifestou porque Ele não se comunica diretamente com os homens. Já vos dissemos: por mais puro que seja o Espírito encarnado, o invólucro que o reveste ergue uma barreira intransponível entre o homem e a Divindade. Mas o Pai transmite aos filhos suas vontades por intermédio dos Espíritos Puros (que dele recebem diretamente as inspirações), dos Espíritos Superiores e dos Espíritos Bons, os quais, na ordem hierárquica, se constituem seus instrumentos. Foi um Espírito superior que fez ressoar a voz que se ouviu, pronunciando aquelas palavras. Para o povo e para todos que tinham vindo ter com o Batista, em suma – para os hebreus, o próprio Deus falou naquela circunstância, como outrora falou aos profetas da Lei Antiga. O Espírito Santo, segundo eles, era a inteligência mesma de Deus, inspirando diretamente os homens, comunicando-se diretamente com os terrícolas. Assim, para eles, o próprio Deus foi quem tomou a forma de uma pomba e quem, por outro lado e ao mesmo tempo, fazendo ouvir sua voz, pronunciou aquelas palavras. Já sabeis que, sob a designação simbólica de espírito Santo, se compreende o conjunto de Espíritos do Senhor – órgãos de suas inspirações e ministros de suas vontades. O que houve, portanto, foram duas manifestações espirituais. E elas se produziram AO FAZER JESUS SUA PRECE: aí estão o primeiro exemplo e o primeiro ensino dados por Ele aos homens, mostrando-lhes que a prece (não a dos lábios, mas a do coração), atrai as bênçãos do Senhor, os testemunhos do seu amor, fazendo sobre eles descer a divina influência, por intermédio dos Espíritos Protetores da Humanidade. O batismo por meio da água, que João ministrou e Jesus recebeu para ensinar pelo exemplo, comprovando assim que esse batismo não passava de uma figura, era ao mesmo tempo material e simbólica: material pela ablução do corpo; simbólico pelo arrependimento e pala humildade que a ablução consagrava. E ainda tinham a proclamá-los a confissão pública (que cada um fazia diante de todos, em voz alta) dos seus pecados, das suas torpezas, de TODAS AS INFÂMIAS QUE PODEM GERMINAR NO CORAÇÃO HUMANO. O batismo pela água era, portanto, uma preparação para o batismo em Espírito Santo e pelo fogo – batismo este que vem de Deus e que o Cristo confere aos que dele se tornam dignos, concedendo-lhes a assistência e o concurso dos Espíritos purificados. Não é mau lembrar aos homens o batismo pela água, porque sempre lhes recorda os grandes acontecimentos ocorridos e as obrigações que lhes são impostas. A parte material era uma necessidade à vista dos tempos, para impressionar a homens materializados; MAS A PARTE SIMBÓLICA SE CONSERVA PARA VÓS, cristãos do Novo Mandamento. O verdadeiro batismo é o que vem do Senhor, é o batismo no Espírito santo e no fogo que purifica as almas, acima dos corpos perecíveis! A religião humana fez do batismo pela água o estandarte do seu próprio cristianismo, que está muito longe do CRISTIANISMO DO CRISTO. Ela esqueceu a essência divina, para atender só a matéria. A esta referiu tudo. E seus “fiéis” rebaixados, encerrados em tão estreitos limites acabaram por olvidar quase inteiramente que, saídos de uma essência espiritual, devem consagrar-se ao espírito, não mais à letra, que mata. A Igreja de Roma desvirtuou a natureza, o objeto, as condições e o fim do batismo pela água – derramando-a na cabeça da criança, que acaba de nascer, sob o pretexto de apagar, na pessoa dessa criança, dando-lhe o nome de pecado original, uma falta que ela não cometeu, porque foi cometida por outrem! E isso quando, segundo a mesma Igreja, a alma da criança foi criada por deus expressamente para o corpo que veio animar, alma que, pessoalmente devia ser pura e sem mancha, pois das mãos de Deus nada pode sair maculado! A Igreja de Roma não teria instituído deste modo o batismo pela água, se tivesse compreendido bem as palavras de Jesus a Nicodemos, proclamando a reencarnação como realidade, não como alegoria. Realidade por ser LEI EMANADA DE DEUS, DESDE DE TODA ETERNIDADE, como meio de purificação e progresso do Espírito culpado, meio único posto ao alcance do homem para entrar no Reino de Deus, isto é, para chegar à Perfeição que, só ela, lhe permitirá chegar ao centro da Onipotência. Cristãos de todos os rebanhos, lembrai-vos de que haverá, brevemente, UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR! Deixai de ter em conta somente a matéria, abandonai a letra que mata, para receberdes unicamente O ESPÍRITO QUE VIVIFICA. Do batismo pela água, no Jordão, conservai apenas o espírito. Praticai a parte simbólica – o arrependimento e a humildade. Preparai-vos, assim, para o batismo do Espírito Santo e do fogo, que purifica as vossas almas. Se dele vos tornardes realmente dignos, pelo trabalho, pela justiça, pelo amor e pela caridade, o Cristo vos ministrará esse batismo, enviando Espíritos Puros para vos assistirem, inspirarem e ajudarem, até à vitória final.

Nenhum comentário:

Postar um comentário