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quinta-feira, 3 de abril de 2014

DEUS E A VIDA UNIVERSAL – I, II, III e IV

DEUS E A VIDA UNIVERSAL – I


P – Mereceram nossa melhor atenção estas palavras: “... a criação do primeiro homem é uma figura, oriunda da necessidade de se apropriarem os ensinamentos à Humanidade primitiva. Poucos são, ainda hoje, os que estão aptos a entender uma existência que não teve princípio nem terá fim!” E estas outras: “Figuradamente, a genealogia de Jesus vai remontar a Adão, como remonta ao próprio Deus a criação do corpo formado de limo”. E estas mais: “Percorrei a genealogia espiritual de Jesus e chegareis a Deus”. De acordo com a ciência divina, qual é – liberto da letra, que mata, o espírito que vivifica – a realidade, quanto à criação do Espírito e do corpo do homem, e quanto à genealogia espiritual de Jesus?

R – Diz o Espírito da Verdade: – A questão que propondes, complexa pelo duplo aspecto em que a formulais, referindo-se de um lado ao homem e de outro a Jesus, exige a solução de um problema de ordem mais geral – o da origem do Espírito, de suas fases e trajetórias, de seus destinos, desde o instante inicial da sua existência até chegar à Perfeição. Na criação, tudo tem uma origem comum: vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande, até Deus, ponto de partida e de reunião. Tudo provém de Deus e para Deus volta: Deus uno, Criador incriado, pai de tudo e de todos; motor de tudo quanto existe, pilar inabalável sobre o qual repousam as multidões de mundos disseminados no espaço, como os átomos no ar. O fluido universal, que toca de perto a Deus e dele parte, contitui, pela sua quintessência, e mediante as combinações, modificações e transformações de que é passível, o instrumento de que se serve a Inteligência Suprema para – pela onipotência da sua vontade 0 operar, no infinito e na eternidade, todas as criações espirituais, materiais e fluídicas, destinadas à vida e à harmonia universais, todos os mundos, todos os seres em todos os reinos da Natureza, de tudo o que se move, de tudo quanto vive, de tudo quanto é. O Apóstolo Paulo sentia a POTÊNCIA CRIADORA DO SENHOR, quando escrevia: “Tudo é dele, tudo é por ele, tudo é nele” (Aos Romanos, cap. XI, v. 36). “Em Deus temos a vida, o movimento e o ser” (Atos dos Apóstolos, cap. XVII, v. 28), O Espírito, na origem da sua formação, como essência espiritual, princípio de inteligência, sai do TODO UNIVERSAL. O que chamamos O TODO UNIVERSAL é o conjunto dos fluidos existentes no espaço. Estes fluidos são a fonte de tudo o que existe, quer no estado espiritual, quer no estado fluídico, quer no estado material. O Espírito, na sua origem, como essência espiritual, princípio de inteligência, se forma da quintessência desses fluidos, elemento tão sutil que nenhuma expressão pode dar idéia perfeita dele, sobretudo às mentes restritas. A Boa Vontade do TODO-PODEROSO – ÚNICA ESSÊNCIA DE VIDA NO INFINITO E NA ETERNIDADE – anima esses fluidos para lhes dar o ser, isto é, para, mediante uma combinação sutilíssima, cuja essência só se encontra nas irradiações divinas – fazer deles essências espirituais, princípios primitivos do Espírito em germe e destinados à sua formação. A vida universal está, assim, por toda a Natureza, em germes eternos, graças a essa quintessência dos fluidos, que somente a vontade de Deus anima, de acordo com as necessidades da harmonia universal – de todos os mundos, de todos os reinos, de todas as criaturas no estado material ou no estado fluídico. Ao serem formados os mundos primitivos, entram na sua composição todos os princípios, de ordem espiritual, material e fluídica, os quais constituem os diversos reinos que os séculos terão de elaborar. O principio inteligente se desenvolve ao mesmo tempo que a matéria, e com ela progride, passando da inércia à vida de movimento. Deus comanda o começo de todas as coisas, acompanha paternalmente as fases de cada progresso, atrai a si tudo o que haja atingido a Perfeição. Essa multidão de princípios latentes aguarda, no estado cataléptico, no meio e sob a influência dos ambientes destinados a faze-los desabrochar, que o Senhor lhes dê uma destinação e os aproprie ao fim a que devam servir, segundo as Leis Naturais, imutáveis e eternas, por Ele mesmo estabelecidas. Tais princípios sofrem passivamente, através dos tempos, e sob a vigilância dos Espíritos prepostos, as transformações que os hão de desenvolver, passando sucessivamente pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal, e pelas formas e espécies intermediárias, que se sucedem entre cada grupo de dois desses reinos. Chegam dessa maneira, numa progressão contínua, ao período preparatório do estado de ESPÍRITO FORMADO, isto é, ao estado intermédio da encarnação animal e do estado espiritual consciente. Depois, vencido esse período preparatório, chegam ao estado de criaturas possuidoras de livre arbítrio, com inteligência capaz de raciocínio, independente, RESPONSÁVEIS PELOS SEUS ATOS. Galgam, assim, o fastígio da inteligência, da ciência e da grandeza mental, nascendo, “morrendo”, renascendo, até chegarem à Perfeição.



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – II


P – Todos os brasileiros deviam estudar as lições do Espírito da Verdade. É no campo da religião – na Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus – que podemos encontrar o caminho da segurança e da felicidade. Como se processa a evolução através dos reinos, a começar pelo mineral?

R – Em sua origem, a essência espiritual, princípio de inteligência, Espírito em formação, passa primeiro pelo reino mineral. Anima o mineral, se assim podemos falar, servindo-nos dos únicos recursos que oferece a linguagem humana apropriada às vossas inteligências. Na Natureza, com efeito, tudo tem existência, porque tudo “morre”. Ora, aquilo que “morre” traz em si o princípio da vida, sendo conseqüentemente animado por uma inteligência relativa. A palavra inteligência pode causar surpresa, tratando-se da vida de uma coisa inerte. Certamente, em tal caso, não há nem pensamento nem ação. A essência espiritual, nesse estado, se mantém inconsciente do seu ser. Ela é, eis tudo. No estado de simples essência de vida, absolutamente inconsciente do seu ser, ela constrói o mineral, a pedra, o minério, atraindo e reunindo os elementos dos fluídos apropriados por meio de uma ação magnética dirigida e fiscalizada pelos Espíritos prepostos. Quanto mais inconsciente é o Espírito, no estado de formação, tanto mais direta e incessante é a ação desses Espíritos. Guardai bem na memória, pois o que dizemos aqui não será repetido: EM QUALQUER DOS REINOS MINERAL, VEGETAL, ANIMAL E HUMANO (OU HOMINAL), NADA É SEM O CONCURSO DOS ESPÍRITOS DO SENHOR, que todos têm uma função a desempenhar, uma vigilância a exercer. Não há Espíritos prepostos à formação de um determinado mineral, de um determinado vegetal, de um determinado ser do reino animal ou reino humano. Os Espíritos têm uma AÇÃO GERAL e conforme às leis imutáveis e eternas, ação que não podeis, por ora, compreender. O mineral “morre” quando é arrancado do meio em que o colocara o Autor da Natureza. A pedra tirada da pedreira, o minério extraído da mina, deixando de existir, do mesmo modo que a planta separada do solo, perdem a VIDA NATURAL. A essência espiritual, que residia nas paredes do mineral, daí se retira por uma ação magnética, dirigida e fiscalizada pelos Espíritos prepostos, e é transportada para outro ponto. Os “despojos” do mineral são utilizados pela Humanidade, de acordo com as suas necessidades. Não vos admireis de que a coesão subsista no mineral, muitas vezes por séculos, depois que dele se retirou a essência espiritual, que foi necessária à sua formação. Cada espécie de matéria tem suas propriedades relativas, segundo às Leis Naturais, que poucos estão aptos a entender. O corpo humana, em certas condições, não conserva coesa todas as suas partes materiais, embora o Espírito já se tenha afastado dele? E não se observam, entre os vegetais, casos de longa duração material? Certas plantas não conservam as aparências da vida, o frescor dos tons e a rijeza da haste, muito tempo depois de separadas do solo que as alimentou e, portanto, do princípio latente da inteligência que nelas residia? TUDO NA NATUREZA SE MANTÉM E ENCADEIA, E TUDO SE FAZ EM PROVEITO E UTILIDADE DO ESPÍRITO QUE SE TORNOU CONSCIENTE DO SEU SER. Os corpos “mortos”, sejam pedra, planta, animal ou homem, têm de concorrer para a harmonia universal, desempenhando as funções que lhes são conferidas. A essência espiritual, que no mineral reside, não é uma individualidade: não se assemelha ao pólipo que, por cissiparidade, se multiplica ao infinito. Ela forma um conjunto que se personifica, que se divide (divisão na massa em conseqüência da extração), e atinge desse modo a individualidade, como sucede com o princípio que anima o pólipo, com o princípio que anima certas plantas. A essência espiritual sofre, no reino mineral, sucessivas materializações, necessárias a prepara-la a passar pelas formas intermédias, que participam do mineral e do vegetal. Dizemos materializações por não podermos dizer encarnações para estrear como ser. Depois de haver passado por essas formas e espécies intermediárias, que se ligam entre si numa contínua progressão, e de se haver (sob a influência da dupla ação magnética que operou a vida e a morte nas fases de existência já percorridas) preparado para sofrer no vegetal a prova, que a espera, da sensação, a ausência espiritual – Espírito em estado de formação – passa ao reino vegetal. É um desenvolvimento, mas ainda sem que o ser tenha consciência de si. A existência material, então, é mais curta, porém mais progressiva. Não há nem consciência nem sofrimento: há sensação ou sensitividade. Assim, a árvore, da qual se retira um galho, experimenta uma espécie de eco da secção feita, mas não sofrimento. É como que uma repercussão que vai de um ponto a outro, sucedendo o mesmo quando a planta é violentamente arrancada do solo, antes de completado o tempo da maturidade. Finalizando: há sensação, não há consciência nem sofrimento. É um abalo magnético experimentado pela árvore, abalo que prepara o espírito ( em estado de formação) para o desenvolvimento do seu ser. Tão grande é o PODER DE DEUS!



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – III


P – A Cruzada do Novo Mandamento, em nossa casa, foi enriquecida com as novas instruções do CEU. Por isso, queremos saber agora: – Que acontece depois da “morte” do vegetal?

R – Esclarece o Espírito da Verdade: – Morto o vegetal, a essência espiritual é transportada para outro ponto. Depois de haver passado, sempre em marcha progressiva, pelas necessárias e sucessivas materializações, percorre as formas e espécies intermediárias, que participam do vegetal e do animal. Só então, nestas últimas fases de existência, em que aquela essência começa a ter a impressão de um ato exterior, ainda que sem consciência de sua causa e de seus efeitos. HÁ SENSAÇÃO DE SOFRIMENTO. Sob a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito em formação efetua assim, sempre em contínuo progresso, o seu desenvolvimento com relação à matéria que o envolve, e chega a adquirir A CONSCIÊNCIA DE SER. Preparado para a vida ativa, exterior, para a vida de relação, passa ao reino animal. Torna-se, então, princípio inteligente, de uma inteligência relativa, a que chamais – instinto, de uma inteligência relativa às necessidades físicas, à conservação, a tudo o que a vida material exige, dispondo de vontade e de faculdades, mas limitadas àquelas necessidades, àquela conservação, à vida material, à função que lhe é atribuída, à utilidade que deve ter, ao fim a que é destinado na Natureza, sob os pontos de vista da conservação, da reprodução e da destruição, na medida em que haja de concorrer para a vida e a harmonia universais. Sempre em estado de formação, pois não possui ainda livre arbítrio (inteligência independente capaz de raciocínio, consciência de suas faculdades e de seus atos), o Espírito, sem sair do reino animal, seguindo sempre a marcha progressiva contínua (e de acordo com os progressos realizados e com a necessidade dos progressos a realizar), passa por todas as fases de existência, sucessivas e necessárias ao seu desenvolvimento e por meio das quais chega às formas e espécies intermediárias que, pouco a pouco, insensivelmente, o aproximam cada vez mais do reino humano, porque – se é certo que o Espírito sustenta a matéria – não é menos certo que a matéria lhe auxilia o desenvolvimento. Depois de haver passado por todas as transfigurações da matéria, por todas as fases do desenvolvimento para atingir um certo grau de inteligência, o Espírito chega ao ponto de preparação para O ESTADO ESPIRITUAL CONSCIENTE; chega a esse momento que os vossos sábios, tão ignorantes dos “MISTÉRIOS DA NATUREZA”, não conseguem definir, MOMENTO EM QUE CESSA O INSTINTO E COMEÇA O PENSAMENTO. (Quando vos falamos do Espírito no estado de infância, portanto no estado de ignorância e de inocência; quando vos dissemos que o Espírito era criado SIMPLES E IGNORANTE, tratávamos, é claro, da FASE DE PREPARAÇÃO DO ESPÍRITO PARA ENTRAR NA HUMANIDADE. Seria precipitado, então, dar esclarecimentos sobre a origem do Espírito. Observai que isso foi deixado na obscuridade. AINDA HOJE, seria cedo para desenvolver esse ponto. Estudai bem o que vos ensinamos agora, porque – QUANDO ESTE TRABALHO APARECER AOS OLHOS DE TODOS – os Espíritos encarnados já estarão mais dispostos a receber o que então, tomariam por uma verdadeira monstruosidade ou tolice ridícula). Atingindo o ponto de preparação para ingressarem no reino humano (ou hominal), os Espíritos se aprontam de fato, em mundos ad hoc, para a VIDA ESPIRITUAL CONSCIENTE, INDEPENDENTE E LIVRE. É nesse momento que entram naquele estado de inocência e de ignorância. A vontade soberana do Senhor lhes dá consciência de suas faculdades e, por conseguinte, de seus atos, consciência que produz o livre arbítrio, a vida moral, a inteligência independente e capaz de raciocínio – A RESPONSABILIDADE. Chegado, deste modo, à condição de ESPÍRITO FORMADO, de Espírito pronto para ser humanizado se vier a falir, o Espírito se encontra num estado de inocência completa, tendo abandonado, com os seus últimos invólucros animais, os instintos oriundos das EXIGÊNCIAS DA ANIMALIDADE. A estátua acabou de receber as formas. Sob a direção e a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito formado se cobre de fluidos que lhe comporão o invólucro a que chamais PERISPÍRITO, corpo fluídico que se torna, para ele, o instrumento e o meio – ou de realizar um progresso constante e firme, desde o ponto de partida daquele estado até que haja atingido a perfeição moral, que o põe ao abrigo de todas as quedas; ou de cair, caso em que o perispírito lhe será também instrumento de progresso, de reerguimento, mediante encarnações e reencarnações sucessivas, expiatórias a princípio e por fim gloriosas, ATÉ QUE ATINJA AQUELA PERFEIÇÃO MORAL.



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – IV


P – Só mesmo com Boa Vontade os homens poderão chegar à Revelação do Novo Mandamento de Jesus! E é tão simples a Doutrina da LBV! Como o CEU explica o papel do magnetismo na Vida Universal?


R – O Espírito da Verdade responde: – O MAGNETISMO É O AGENTE UNIVERSAL POR EXCELÊNCIA. Tudo está submetido à influência magnética; TUDO É MAGNETISMO NA NATUREZA; tudo, na ordem espiritual, na ordem fluídica e na ordem material, é atração resultante desse AGENTE UNIVERSAL. Essa é a grande lei que rege todas as coisas. Os fluidos magnéticos ligam todos os mundos, uns aos outros, como também ligam todos os Espíritos, encarnados ou desencarnados. É O LAÇO UNIVERSAL QUE DEUS CRIOU PARA NOS UNIR A TODOS, DE MODO A FORMARMOS UM ÚNICO SER, tendo em vista ajudar-nos a subir até Ele, conjugadas todas as nossas forças. Ao sair do estado intermediário, que precede a vida do livre pensador, para entrar na posse do livre arbítrio, o Espírito organiza a sua constituição fluídica, isso a que chamais perispírito e que é (para nos servirmos de uma palavra que vos seja compreensível), o seu TEMPERAMENTO, havendo entre esse e o temperamento humano a diferença de que este, aos vossos olhos, independe do gênero de espírito que o corpo encerre, ao passo que o temperamento fluídico é resultado das tendências do Espírito. Há entre os fluidos atração recíproca, e daí as relações que se estabelecem entre os Espíritos, conforme às suas tendências, boas ou más, seus pendores e sentimentos, bons e maus. Daí deriva a influência atrativa dos fluidos similares, simpáticos, a constituir o laço que aproxima um do outro dois Espíritos, senão da mesma categoria, animados dos mesmos pendores, dos mesmos sentimentos. Assim, pela natureza das suas inclinações, os Espíritos atraem a si outros Espíritos que lhes são semelhantes, simpáticos pela identidade dos sentimentos, e entram com eles em relação, graças a influência atrativa dos fluidos. De posse do livre arbítrio, podendo escolher o caminho que prefiram seguir, os Espíritos são subordinados a outros, prepostos ao seu desenvolvimento. É então que a vontade os leva a enveredar por este caminho, de preferência àquele. Galgado esse ponto, eles se mostram mais ou menos dóceis aos encarregados de os conduzir e desenvolver. A vontade, atuando então no exercício do livre arbítrio, traça uma direção, boa ou má, ao Espírito que, deste modo, pode falir ou seguir simplesmente, e gradualmente, o caminho que lhe é indicado para progredir. Muitos se transviam. Alguns resistem ao arrastamento do orgulho, do egoísmo e da inveja. O orgulhoso sente inveja por não poder suportar o que quer que seja acima de si mesmo. É egoísta, pretendendo ser, para tudo, o ponto de referência. É presunçoso, pois deposita em suas energias, ou faculdades intelectuais uma confiança TÃO ERRÔNEA QUANTO CONDENÁVEL, que o leva, muitas vezes, a se revoltar contra a prudência de quem lhe interdita atos superiores às suas forças. Não tendes visto crianças que tentam executar os vossos trabalhos, gabando-se de faze-lo tão bem quanto vós, tal a “confiança” que depositam em si mesmas? E, não raro, se revoltam quanto a prudência dos pais, que vedam a esses temerários a prática de atos que estão acima de suas forças, e que lhes poderiam causar graves acidentes. São Espíritos que, há séculos, sofrem expiações e reencarnações sucessivas, e que ainda não se purificaram. O orgulho, o egoísmo e a inveja, que neles assim se manifestam, são sinais e formam causa de suas quedas primitivas. Indóceis, rebeldes à direção dos Espíritos incumbidos de os desenvolver, os que se transviam atraem, por seus maus sentimentos, tendências ou pendores, Espíritos maus a quem esses sentimentos, tendências ou pendores, são simpáticos. Mas – guardai isto muito bem, porque nossas palavras precisam ser exatamente compreendidas: O ESPÍRITO CAI POR SI MESMO, NÃO PORQUE OUTRO O ARRASTE À QUEDA. Acabamos de dizer que os Espíritos seguem, livremente, este ou aquele caminho. Portanto, é por ato da própria vontade, por impulso próprio, que entram numa ou noutra vereda. A simpatia que experimentam pelos Espíritos inferiores, e que sempre os domina, RESULTA DA DISPOSIÇÃO PRÓPRIA DE CADA UM. Só após a queda se estabelecem as suas relações com os inferiores. Inversamente, aqueles que, obedientes, seguem o caminho de seus Guias lhes apontam, para poderem progredir, atraem os bons Espíritos, simpáticos às suas tendências boas, aos seus bons sentimentos e pendores. É como dizeis, com muita razão: sem Boa Vontade nenhum espírito pode alcançar a moral sublime do Novo Mandamento de JESUS.

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