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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DEUS E O UNIVERSO



DEUS E O UNIVERSO


P – O CEU da LBV afirma que o homem é uma parte do Ser dividido ao infinito, para o efeito de elevar-se do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, na individualidade e na imortalidade. Como entender estas palavras?

R – Explicam os Evangelistas, assistidos pelos Apóstolos e por Moisés: - Mal compreendidas, elas dariam motivo a falsas interpretações nas idéias do panteísmo, idéias positivamente errôneas. Neste particular, tudo vos será aclarado quando falarmos de Deus e da origem da essência espiritual; do espírito (a origem da alma) e suas fases, destinos ou fins; da origem dos mundos; de todas as criações de ordem material, fluídica e espiritual. Deus, o Criador incriado, é pessoal e distinto da criação e da criatura, como a causa é pessoal e distinta do efeito que ela produz ou gera; como o infinito e pessoal e distinto do finito; como a eternidade é pessoal do tempo, na duração que ela produz ou gera, relativamente à criação. Deus, o Criador incriado, é pessoal e distinto das criaturas, que são dele, nele e por ele mas não ELE; o homem é, portanto, uma parte do Ser dividido ao infinito, para o efeito de elevar-se do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, na individualidade e na imortalidade. Deus, o Eterno, sem princípio nem fim, inteligência, pensamento, fluído, habita (no dizer do Apóstolo Paulo) uma luz inacessível, e possui – ele só – a imortalidade. O fluido universal, que dele parte, é – por suas quintessências mediante todas as combinações, modificações ou transformações por que ele o faz passar – o instrumento, o meio de que se serve para realizar, no infinito e na eternidade, pela ação de sua vontade onipotente, todas as criações materiais, fluídicas e espirituais; a criação de todos os mundos, de todos os seres em todos os reinos da natureza; a criação de tudo o que vive, de tudo o que se move, de tudo o que é. Isso vos mostra o Espírito na origem de sua formação, como essência espiritual saindo do Todo Universal, isto é, do conjunto dos fluídos espalhados no espaço e que são a fonte de tudo o que existe, quer no estado espiritual, quer no estado fluídico e também no estado material; como essência espiritual formada da quintessência desses fluidos, pela Vontade do Onipotente, SÓ E ÚNICA ESSÊNCIA DE VIDA NO INFINITO E NA ETERNIDADE. É ele quem anima essa quintessência dos fluidos para lhe dar o ser, para – mediante uma combinação sutil, cujo o poder somente se encontra nas irradiações divinas – fazer dela os princípios primitivos do Espírito em germe e destinados aa sua formação. Neste sentido é que as essências espirituais são parte do Ser dividido ao infinito, para o efeito de se elevarem do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, individualizadas e imortalizadas. Aí resplandece a grande Lei de Atração Magnética, Lei cuja ação se exerce por intermédio dos fluídos magnéticos, que nos envolvem como se formássemos UM ÚNICO SER ajudando-nos a subir até Deus pela conjugação das nossas forças. É a grande Lei da Atração Magnética ligando, no universo infinito, todos os mundos, unindo todos os Espíritos, encarnados ou não, todas as criaturas oriundas de Deus, o Criador incriado, imutável, eterno, infinito como o Todo Universal de que fazemos parte, e que se acha perpetuamente submetido ao seu comando. Tudo e todos têm dele, nele e por Ele o ser, presos pelos laços da solidariedade e da unidade. Portanto, a Humanidade inteira deve considerar-se uma única individualidade, um corpo imenso que, em cada indivíduo, tem um membro ligado ao todo. Eis porque tudo tende à harmonia humana, preparando o momento de poder elevar-se à harmonia celeste. Assim, amar ao próximo como a si mesmo é conseqüência do amor de Deus. Jesus proclama o AMOR como o caminho único para a perfeição e, portanto, para a vida eterna. É a essência imortal do seu Novo Mandamento, conclui o CEU da LBV, sintetizando a Primeira Revelação.

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