quarta-feira, 23 de abril de 2014

DEUS E A VIDA UNIVERSAL – V e VI





DEUS E A VIDA UNIVERSAL – V


P – A evolução do Espírito através dos reinos da Natureza é uma verdadeira maravilha! O conhecimento da Lei dos Fluidos é, realmente, de um valor inestimável! Como o CEU da LBV explica a “matéria” do perispírito?

R – Ensina o Espírito da Verdade: – Sob a influência atrativa dos fluidos em geral, os do perispírito variam, incessantemente, acompanhando a marcha progressiva do Espírito cujo envoltório formam, até que o mesmo Espírito haja atingido a Perfeição. Isso se dá, quer se trate de um que permaneceu sempre puro, quer de outro que tenha falido em suas provas. De acordo com as suas tendências e com o grau do seu progresso, o Espírito assimila, constantemente, os fluidos que estejam mais em relação com a sua inteligência e suas necessidades espirituais. QUANTO MAIS INFERIOR ELE É, MAIS OPACOS E PESADOS SÃO OS FLUIDOS PERISPIRÍTICOS. Da maior ou menor elevação do espírito depende a maior ou menor quantidade de fluidos puros na composição do seu perispírito. Assim, os corpos fluídicos formados pelos perispíritos apresentam maior ou menor fluidez, são mais ou menos densos, conforme à elevação do Espírito encarnado nessa matéria. Dizemos “matéria” porque, efetivamente, PARA O ESPÍRITO, O PERISPÍRITO É MATÉRIA. O perispírito, tanto do Espírito que faliu quanto daquele que se manteve puro, forçosamente se modifica de conformidade com as fases da existência e com as provações. Só quando o Espírito atingiu a Perfeição, e só então, lhe é dado modifica voluntariamente o seu perispírito, de acordo com as necessidades do momento, com as regiões que tenha de percorrer, com as missões que o Senhor lhe confia, conservando-se inalterável a essência purificada do mesmo perispírito. Entre os que se transviam, Espíritos há que, no curso do seu desenvolvimento, e por vezes mesmo ao ensaiarem os primeiros passos, teimam em fazer mal uso do livre arbítrio, e se tornam obstinadamente orgulhosos, egoístas, invejosos, indóceis aos seus Guias, contra os quais se revoltam. Esses Espíritos presunçosos e revoltados, cuja queda os leva às condições mais animais da humanidade, são então humanizados, isto é, para serem domados e progredirem sob a opressão da carne, reencarnam em mundos primitivos, ainda virgens da presença do homem, mas preparados e prontos para essas encarnações. Reencarnam em substâncias humanas, às quais não se pode dar, propriamente, o nome de corpos. Os elementos dessas substâncias encontram-se esparsos na imensidade e, pela ação dos Espíritos prepostos a essa missão, se congregam no meio cósmico do planeta onde a encarnação tem de se operar. São substâncias também destinadas a progredir, a desenvolver-se por meio da procriação, nas condições estabelecidas para a execução da lei natural e imutável de reprodução em tal caso. Revestido de seu perispírito e sob a direção e a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito atrai aqueles elementos destinados a lhe formarem o invólucro material, do mesmo modo que o imã atrai o ferro. Ainda aí se verifica o resultado de uma atração magnética, prevista e regulada pelas leis naturais e imutáveis, constituindo esse resultado uma das aplicações de tais leis. Após a queda e antes de encarnar, o Espírito – pelas suas tendências naturais – têm já composto o seu perispírito, conservando os fluidos (que ele assimilou para tal fim) a influência que lhe é própria. No curso da encarnação, esses fluidos mudam de natureza, sempre de acordo com os progressos ou as faltas do Espírito. Se a encarnação produz melhoria no estado moral, os fluidos que constituem o perispírito experimentam a melhora correspondente. É, para nos servirmos de uma comparação humana, a rapariga do povo despindo suas roupas grosseiras para envergar o vestido de noiva. A matéria que o Espírito anima lhe auxilia o desenvolvimento, quer se trate do Espírito humano, quer se trate da essência espiritual, isto é, do Espírito em formação nos reinos mineral, vegetal e animal. Entre os que se transviam, muitos há também cujo o transviamento só se dá depois de terem sido por largo tempo, durante séculos, dóceis aos Espíritos incumbidos de os guiar e desenvolver; depois de haverem trilhado, até certo ponto mais ou menos avançado de desenvolvimento moral e intelectual o caminho do progresso que lhes era indicado! Esses encarnam em planetas mais ou menos inferiores, mais ou menos elevados, conforme ao grau de culpabilidade, a fim de sofrerem uma encarnação mais ou menos fluídica, apropriada e proporcionada à falta cometida e às necessidades do progresso na elevação espiritual. Assim como Deus criou, cria e criará, em progressão contínua, na imensidade, no infinito e na eternidade, essências espirituais e portanto, Espíritos – também criou, cria e criará, sempre, mundos adequados a todos os gêneros de encarnação, para os que se transviaram, ainda se transviam e depois se transviarão. Assim, sempre houve, há e haverá, por um lado, terras primitivas, mundos materiais, mais ou menos inferiores, mais ou menos elevados, mais ou menos superiores, uns em relação aos outros, e, por outro lado mundos cada vez menos materiais, cada vez mais fluídicos, até os planetas da mais pura fluidez, a que podeis chamar MUNDOS CELESTES, DIVINOS, os quais só tem acesso os ESPÍRITOS PUROS. Os Espíritos que, obedientes aos seus Guias, seguem a diretriz que lhes é apontada para poderem progredir – esses trilham o caminho da elevação através de esferas fluídicas sucessivamente mais adiantadas, onde tudo está em relação com as inteligências que as habitam. Permanecendo dóceis, elevam-se dessa forma pela eternidade afora, depois de haverem passado por TODAS AS FASES DE EXISTÊNCIAS, por todas as provas necessárias a uma ascensão tão alta até chegarem à Perfeição. A essa altura, NULA SE TORNA SOBRE ELES A INFLUÊNCIA DA MATÉRIA. Dizemos “da matéria” porque, para o Espírito, os fluidos do perispírito (e o que ele assimila) nada mais são que matéria. Para atingirem essa Perfeição, os Espíritos que se mantiveram puros na infância, na fase de instrução e ao longo da estrada do progresso, cumpre também que, guiados pelos seus Protetores, percorram (na medida e na conformidade da elevação alcançada), todas as esferas, as terras primitivas, os mundos inferiores e superiores de todos os graus, as moradas inumeráveis dos que, por terem falido, sofrem as encarnações e reencarnações sucessivas, tanto materiais quanto fluídicas em suas diversas gradações, até que, TORNADA NULA SOBRE ELES A INFLUÊNCIA DA MATÉRIA, consigam entrada na categoria dos Espíritos puros. Esse percurso, porém, aqueles Espíritos o executam sempre na qualidade de espíritos, pois seus estudos se fazem no espaço, no grande livro do Universo. Os que faliram, para chegarem à Perfeição, também são obrigados a percorrer, na medida e na conformidade da elevação de cada um, todos os mundos que os Espíritos Puros habitam, assim como os que servem de habitação aos encarnados, em todos os graus da escala espiritual. Com relação aos mundos que os encarnados habitam, bastam àqueles Espíritos os estudos humanos: os dos outros mundos eles o fazem no estado de erraticidade, que se segue a cada encarnação. Cumpre-lhes, nesse estado, percorrer todas as camadas de ar e de orbes que flutuam no espaço, aprendendo aqui, ensinando ali, sempre se elevando às regiões superiores. É a marcha infinita para Deus!



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – VI

P – Como devemos compreender para saber, desejamos que o Espírito da Verdade nos esclareça o seguinte: Jesus seguiu os mesmos caminhos de todas as criaturas humanas, até ser UM COM O PAI?


R – Jesus é um Espírito que, puro na fase da inocência e da ignorância, da infância e da instrução, sempre dócil aos que tinham o encargo de o guiar e desenvolver, seguiu simples e gradualmente a diretriz que lhe era indicada para progredir. Não tendo falido nunca, Ele se conservou puro, atingiu a PERFEIÇÃO SIDERAL e se tornou ESPÍRITO DE PUREZA IMACULADA. Jesus, já o dissemos a todos vós, é a maior essência espiritual depois de Deus, MAS NÃO Á A ÚNICA. É um espírito do número desses aos quais, usando das expressões humanas, se poderia dizer que compõe a GUARDA DE HONRA DO REI DE TODOS OS CÉUS: presidiu a formação da Terra, investido por Deus na missão de a proteger e governar, e a governa do alto dos esplendores celestes, como Espírito de pureza primitiva, perfeita e imaculada, que nunca faliu e permanece INFALÍVEL POR SE ACHAR EM RELAÇÃO DIRETA COM A DIVINDADE. É nosso e vosso Mestre, Guia Supremo da Falange Sagrada dos Espíritos encarregados do progresso da Terra e da Humanidade terrestre. Só Ele vos pode levar à Perfeição, como declarou nestas palavras: – “NINGUÉM VAI A DEUS SENÃO POR MIM. SEM MINHA PROTEÇÃO, NADA PODEIS FAZER”. Agora, procurai compreender o sentido e o alcance destas linhas: “A criação do primeiro homem é uma figura, oriunda da necessidade de apropriar os ensinamentos à inteligência humana. A genealogia de Jesus vai remontar a Adão só figuradamente, do mesmo modo que a criação do corpo do homem, formado de limo, vai remontar ao próprio Deus. Acompanhai-lhe a GENEALOGIA ESPIRITUAL e remontareis a Deus, o Criador ÚNICO de tudo o que é perfeito e puro”. TUDO, repetimos, tem uma origem comum: tudo vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande, para Deus, ponto de partida e de reunião. Tudo provém de Deus e volta para Deus. Observai como tudo se encadeia na imensa Natureza que o Senhor vos faz descortinar. Verificai como em todos os reinos há espécies intermediárias, que ligam entre si todas as espécies, umas participando do mineral e do vegetal, da pedra e da planta; outras do vegetal e do animal, da planta e do bicho; outras, enfim, do animal e do hominal, do bicho e do homem. São elos preciosos que tudo ligam, que tudo mantêm e pelos quais atravessa o Espírito no Estado de formação. Passando sucessivamente por todos os reinos e pelas espécies intermediárias, o Espírito – mediante um desenvolvimento gradual e contínuo, ascende da condição de essência espiritual originária à de espírito formado, à VIDA CONSCIENTE, LIVRE, RESPONSÁVEL – À CONDIÇÃO DE HOMEM. São elos perfeitos, que prendem as coisas umas às outras, a fim de que os homens possa mais facilmente compreender a unidade dessa Criação tão grande, TÃO GRANDE QUE A INTELIGÊNCIA É INCAPAZ DE APREENDÊ-LA COM OS SEUS OLHOS DE TOUPEIRA! O orgulho dos sábios aristocratas protestará: – “O quê? O Homem, o Rei da Criação, provindo de tal fonte, tendo tão ínfima origem?” A Verdade do Evangelho, trazida pessoalmente por Jesus, provocou muito deboche, desencadeou ataques furiosos de escribas e fariseus. Que dilúvio de impropérios não causará a explicação do Apocalipse? Tem de ser assim, exatamente assim. E que importa? Sempre é tempo de queimar a palha no fogo inextinguível. Que a chocarrice da ignorância, procurando assustar e perturbar aqueles a quem temos a missão de esclarecer, por ordem do Mestre e segundo a vontade de Deus, não diga que desse modo o homem leva ao matadouro o Espírito destinado a animar o corpo de seu pai ou de seu filho!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

DEUS E A VIDA UNIVERSAL – I, II, III e IV

DEUS E A VIDA UNIVERSAL – I


P – Mereceram nossa melhor atenção estas palavras: “... a criação do primeiro homem é uma figura, oriunda da necessidade de se apropriarem os ensinamentos à Humanidade primitiva. Poucos são, ainda hoje, os que estão aptos a entender uma existência que não teve princípio nem terá fim!” E estas outras: “Figuradamente, a genealogia de Jesus vai remontar a Adão, como remonta ao próprio Deus a criação do corpo formado de limo”. E estas mais: “Percorrei a genealogia espiritual de Jesus e chegareis a Deus”. De acordo com a ciência divina, qual é – liberto da letra, que mata, o espírito que vivifica – a realidade, quanto à criação do Espírito e do corpo do homem, e quanto à genealogia espiritual de Jesus?

R – Diz o Espírito da Verdade: – A questão que propondes, complexa pelo duplo aspecto em que a formulais, referindo-se de um lado ao homem e de outro a Jesus, exige a solução de um problema de ordem mais geral – o da origem do Espírito, de suas fases e trajetórias, de seus destinos, desde o instante inicial da sua existência até chegar à Perfeição. Na criação, tudo tem uma origem comum: vem do infinitamente pequeno para o infinitamente grande, até Deus, ponto de partida e de reunião. Tudo provém de Deus e para Deus volta: Deus uno, Criador incriado, pai de tudo e de todos; motor de tudo quanto existe, pilar inabalável sobre o qual repousam as multidões de mundos disseminados no espaço, como os átomos no ar. O fluido universal, que toca de perto a Deus e dele parte, contitui, pela sua quintessência, e mediante as combinações, modificações e transformações de que é passível, o instrumento de que se serve a Inteligência Suprema para – pela onipotência da sua vontade 0 operar, no infinito e na eternidade, todas as criações espirituais, materiais e fluídicas, destinadas à vida e à harmonia universais, todos os mundos, todos os seres em todos os reinos da Natureza, de tudo o que se move, de tudo quanto vive, de tudo quanto é. O Apóstolo Paulo sentia a POTÊNCIA CRIADORA DO SENHOR, quando escrevia: “Tudo é dele, tudo é por ele, tudo é nele” (Aos Romanos, cap. XI, v. 36). “Em Deus temos a vida, o movimento e o ser” (Atos dos Apóstolos, cap. XVII, v. 28), O Espírito, na origem da sua formação, como essência espiritual, princípio de inteligência, sai do TODO UNIVERSAL. O que chamamos O TODO UNIVERSAL é o conjunto dos fluidos existentes no espaço. Estes fluidos são a fonte de tudo o que existe, quer no estado espiritual, quer no estado fluídico, quer no estado material. O Espírito, na sua origem, como essência espiritual, princípio de inteligência, se forma da quintessência desses fluidos, elemento tão sutil que nenhuma expressão pode dar idéia perfeita dele, sobretudo às mentes restritas. A Boa Vontade do TODO-PODEROSO – ÚNICA ESSÊNCIA DE VIDA NO INFINITO E NA ETERNIDADE – anima esses fluidos para lhes dar o ser, isto é, para, mediante uma combinação sutilíssima, cuja essência só se encontra nas irradiações divinas – fazer deles essências espirituais, princípios primitivos do Espírito em germe e destinados à sua formação. A vida universal está, assim, por toda a Natureza, em germes eternos, graças a essa quintessência dos fluidos, que somente a vontade de Deus anima, de acordo com as necessidades da harmonia universal – de todos os mundos, de todos os reinos, de todas as criaturas no estado material ou no estado fluídico. Ao serem formados os mundos primitivos, entram na sua composição todos os princípios, de ordem espiritual, material e fluídica, os quais constituem os diversos reinos que os séculos terão de elaborar. O principio inteligente se desenvolve ao mesmo tempo que a matéria, e com ela progride, passando da inércia à vida de movimento. Deus comanda o começo de todas as coisas, acompanha paternalmente as fases de cada progresso, atrai a si tudo o que haja atingido a Perfeição. Essa multidão de princípios latentes aguarda, no estado cataléptico, no meio e sob a influência dos ambientes destinados a faze-los desabrochar, que o Senhor lhes dê uma destinação e os aproprie ao fim a que devam servir, segundo as Leis Naturais, imutáveis e eternas, por Ele mesmo estabelecidas. Tais princípios sofrem passivamente, através dos tempos, e sob a vigilância dos Espíritos prepostos, as transformações que os hão de desenvolver, passando sucessivamente pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal, e pelas formas e espécies intermediárias, que se sucedem entre cada grupo de dois desses reinos. Chegam dessa maneira, numa progressão contínua, ao período preparatório do estado de ESPÍRITO FORMADO, isto é, ao estado intermédio da encarnação animal e do estado espiritual consciente. Depois, vencido esse período preparatório, chegam ao estado de criaturas possuidoras de livre arbítrio, com inteligência capaz de raciocínio, independente, RESPONSÁVEIS PELOS SEUS ATOS. Galgam, assim, o fastígio da inteligência, da ciência e da grandeza mental, nascendo, “morrendo”, renascendo, até chegarem à Perfeição.



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – II


P – Todos os brasileiros deviam estudar as lições do Espírito da Verdade. É no campo da religião – na Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus – que podemos encontrar o caminho da segurança e da felicidade. Como se processa a evolução através dos reinos, a começar pelo mineral?

R – Em sua origem, a essência espiritual, princípio de inteligência, Espírito em formação, passa primeiro pelo reino mineral. Anima o mineral, se assim podemos falar, servindo-nos dos únicos recursos que oferece a linguagem humana apropriada às vossas inteligências. Na Natureza, com efeito, tudo tem existência, porque tudo “morre”. Ora, aquilo que “morre” traz em si o princípio da vida, sendo conseqüentemente animado por uma inteligência relativa. A palavra inteligência pode causar surpresa, tratando-se da vida de uma coisa inerte. Certamente, em tal caso, não há nem pensamento nem ação. A essência espiritual, nesse estado, se mantém inconsciente do seu ser. Ela é, eis tudo. No estado de simples essência de vida, absolutamente inconsciente do seu ser, ela constrói o mineral, a pedra, o minério, atraindo e reunindo os elementos dos fluídos apropriados por meio de uma ação magnética dirigida e fiscalizada pelos Espíritos prepostos. Quanto mais inconsciente é o Espírito, no estado de formação, tanto mais direta e incessante é a ação desses Espíritos. Guardai bem na memória, pois o que dizemos aqui não será repetido: EM QUALQUER DOS REINOS MINERAL, VEGETAL, ANIMAL E HUMANO (OU HOMINAL), NADA É SEM O CONCURSO DOS ESPÍRITOS DO SENHOR, que todos têm uma função a desempenhar, uma vigilância a exercer. Não há Espíritos prepostos à formação de um determinado mineral, de um determinado vegetal, de um determinado ser do reino animal ou reino humano. Os Espíritos têm uma AÇÃO GERAL e conforme às leis imutáveis e eternas, ação que não podeis, por ora, compreender. O mineral “morre” quando é arrancado do meio em que o colocara o Autor da Natureza. A pedra tirada da pedreira, o minério extraído da mina, deixando de existir, do mesmo modo que a planta separada do solo, perdem a VIDA NATURAL. A essência espiritual, que residia nas paredes do mineral, daí se retira por uma ação magnética, dirigida e fiscalizada pelos Espíritos prepostos, e é transportada para outro ponto. Os “despojos” do mineral são utilizados pela Humanidade, de acordo com as suas necessidades. Não vos admireis de que a coesão subsista no mineral, muitas vezes por séculos, depois que dele se retirou a essência espiritual, que foi necessária à sua formação. Cada espécie de matéria tem suas propriedades relativas, segundo às Leis Naturais, que poucos estão aptos a entender. O corpo humana, em certas condições, não conserva coesa todas as suas partes materiais, embora o Espírito já se tenha afastado dele? E não se observam, entre os vegetais, casos de longa duração material? Certas plantas não conservam as aparências da vida, o frescor dos tons e a rijeza da haste, muito tempo depois de separadas do solo que as alimentou e, portanto, do princípio latente da inteligência que nelas residia? TUDO NA NATUREZA SE MANTÉM E ENCADEIA, E TUDO SE FAZ EM PROVEITO E UTILIDADE DO ESPÍRITO QUE SE TORNOU CONSCIENTE DO SEU SER. Os corpos “mortos”, sejam pedra, planta, animal ou homem, têm de concorrer para a harmonia universal, desempenhando as funções que lhes são conferidas. A essência espiritual, que no mineral reside, não é uma individualidade: não se assemelha ao pólipo que, por cissiparidade, se multiplica ao infinito. Ela forma um conjunto que se personifica, que se divide (divisão na massa em conseqüência da extração), e atinge desse modo a individualidade, como sucede com o princípio que anima o pólipo, com o princípio que anima certas plantas. A essência espiritual sofre, no reino mineral, sucessivas materializações, necessárias a prepara-la a passar pelas formas intermédias, que participam do mineral e do vegetal. Dizemos materializações por não podermos dizer encarnações para estrear como ser. Depois de haver passado por essas formas e espécies intermediárias, que se ligam entre si numa contínua progressão, e de se haver (sob a influência da dupla ação magnética que operou a vida e a morte nas fases de existência já percorridas) preparado para sofrer no vegetal a prova, que a espera, da sensação, a ausência espiritual – Espírito em estado de formação – passa ao reino vegetal. É um desenvolvimento, mas ainda sem que o ser tenha consciência de si. A existência material, então, é mais curta, porém mais progressiva. Não há nem consciência nem sofrimento: há sensação ou sensitividade. Assim, a árvore, da qual se retira um galho, experimenta uma espécie de eco da secção feita, mas não sofrimento. É como que uma repercussão que vai de um ponto a outro, sucedendo o mesmo quando a planta é violentamente arrancada do solo, antes de completado o tempo da maturidade. Finalizando: há sensação, não há consciência nem sofrimento. É um abalo magnético experimentado pela árvore, abalo que prepara o espírito ( em estado de formação) para o desenvolvimento do seu ser. Tão grande é o PODER DE DEUS!



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – III


P – A Cruzada do Novo Mandamento, em nossa casa, foi enriquecida com as novas instruções do CEU. Por isso, queremos saber agora: – Que acontece depois da “morte” do vegetal?

R – Esclarece o Espírito da Verdade: – Morto o vegetal, a essência espiritual é transportada para outro ponto. Depois de haver passado, sempre em marcha progressiva, pelas necessárias e sucessivas materializações, percorre as formas e espécies intermediárias, que participam do vegetal e do animal. Só então, nestas últimas fases de existência, em que aquela essência começa a ter a impressão de um ato exterior, ainda que sem consciência de sua causa e de seus efeitos. HÁ SENSAÇÃO DE SOFRIMENTO. Sob a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito em formação efetua assim, sempre em contínuo progresso, o seu desenvolvimento com relação à matéria que o envolve, e chega a adquirir A CONSCIÊNCIA DE SER. Preparado para a vida ativa, exterior, para a vida de relação, passa ao reino animal. Torna-se, então, princípio inteligente, de uma inteligência relativa, a que chamais – instinto, de uma inteligência relativa às necessidades físicas, à conservação, a tudo o que a vida material exige, dispondo de vontade e de faculdades, mas limitadas àquelas necessidades, àquela conservação, à vida material, à função que lhe é atribuída, à utilidade que deve ter, ao fim a que é destinado na Natureza, sob os pontos de vista da conservação, da reprodução e da destruição, na medida em que haja de concorrer para a vida e a harmonia universais. Sempre em estado de formação, pois não possui ainda livre arbítrio (inteligência independente capaz de raciocínio, consciência de suas faculdades e de seus atos), o Espírito, sem sair do reino animal, seguindo sempre a marcha progressiva contínua (e de acordo com os progressos realizados e com a necessidade dos progressos a realizar), passa por todas as fases de existência, sucessivas e necessárias ao seu desenvolvimento e por meio das quais chega às formas e espécies intermediárias que, pouco a pouco, insensivelmente, o aproximam cada vez mais do reino humano, porque – se é certo que o Espírito sustenta a matéria – não é menos certo que a matéria lhe auxilia o desenvolvimento. Depois de haver passado por todas as transfigurações da matéria, por todas as fases do desenvolvimento para atingir um certo grau de inteligência, o Espírito chega ao ponto de preparação para O ESTADO ESPIRITUAL CONSCIENTE; chega a esse momento que os vossos sábios, tão ignorantes dos “MISTÉRIOS DA NATUREZA”, não conseguem definir, MOMENTO EM QUE CESSA O INSTINTO E COMEÇA O PENSAMENTO. (Quando vos falamos do Espírito no estado de infância, portanto no estado de ignorância e de inocência; quando vos dissemos que o Espírito era criado SIMPLES E IGNORANTE, tratávamos, é claro, da FASE DE PREPARAÇÃO DO ESPÍRITO PARA ENTRAR NA HUMANIDADE. Seria precipitado, então, dar esclarecimentos sobre a origem do Espírito. Observai que isso foi deixado na obscuridade. AINDA HOJE, seria cedo para desenvolver esse ponto. Estudai bem o que vos ensinamos agora, porque – QUANDO ESTE TRABALHO APARECER AOS OLHOS DE TODOS – os Espíritos encarnados já estarão mais dispostos a receber o que então, tomariam por uma verdadeira monstruosidade ou tolice ridícula). Atingindo o ponto de preparação para ingressarem no reino humano (ou hominal), os Espíritos se aprontam de fato, em mundos ad hoc, para a VIDA ESPIRITUAL CONSCIENTE, INDEPENDENTE E LIVRE. É nesse momento que entram naquele estado de inocência e de ignorância. A vontade soberana do Senhor lhes dá consciência de suas faculdades e, por conseguinte, de seus atos, consciência que produz o livre arbítrio, a vida moral, a inteligência independente e capaz de raciocínio – A RESPONSABILIDADE. Chegado, deste modo, à condição de ESPÍRITO FORMADO, de Espírito pronto para ser humanizado se vier a falir, o Espírito se encontra num estado de inocência completa, tendo abandonado, com os seus últimos invólucros animais, os instintos oriundos das EXIGÊNCIAS DA ANIMALIDADE. A estátua acabou de receber as formas. Sob a direção e a vigilância dos Espíritos prepostos, o Espírito formado se cobre de fluidos que lhe comporão o invólucro a que chamais PERISPÍRITO, corpo fluídico que se torna, para ele, o instrumento e o meio – ou de realizar um progresso constante e firme, desde o ponto de partida daquele estado até que haja atingido a perfeição moral, que o põe ao abrigo de todas as quedas; ou de cair, caso em que o perispírito lhe será também instrumento de progresso, de reerguimento, mediante encarnações e reencarnações sucessivas, expiatórias a princípio e por fim gloriosas, ATÉ QUE ATINJA AQUELA PERFEIÇÃO MORAL.



DEUS E A VIDA UNIVERSAL – IV


P – Só mesmo com Boa Vontade os homens poderão chegar à Revelação do Novo Mandamento de Jesus! E é tão simples a Doutrina da LBV! Como o CEU explica o papel do magnetismo na Vida Universal?


R – O Espírito da Verdade responde: – O MAGNETISMO É O AGENTE UNIVERSAL POR EXCELÊNCIA. Tudo está submetido à influência magnética; TUDO É MAGNETISMO NA NATUREZA; tudo, na ordem espiritual, na ordem fluídica e na ordem material, é atração resultante desse AGENTE UNIVERSAL. Essa é a grande lei que rege todas as coisas. Os fluidos magnéticos ligam todos os mundos, uns aos outros, como também ligam todos os Espíritos, encarnados ou desencarnados. É O LAÇO UNIVERSAL QUE DEUS CRIOU PARA NOS UNIR A TODOS, DE MODO A FORMARMOS UM ÚNICO SER, tendo em vista ajudar-nos a subir até Ele, conjugadas todas as nossas forças. Ao sair do estado intermediário, que precede a vida do livre pensador, para entrar na posse do livre arbítrio, o Espírito organiza a sua constituição fluídica, isso a que chamais perispírito e que é (para nos servirmos de uma palavra que vos seja compreensível), o seu TEMPERAMENTO, havendo entre esse e o temperamento humano a diferença de que este, aos vossos olhos, independe do gênero de espírito que o corpo encerre, ao passo que o temperamento fluídico é resultado das tendências do Espírito. Há entre os fluidos atração recíproca, e daí as relações que se estabelecem entre os Espíritos, conforme às suas tendências, boas ou más, seus pendores e sentimentos, bons e maus. Daí deriva a influência atrativa dos fluidos similares, simpáticos, a constituir o laço que aproxima um do outro dois Espíritos, senão da mesma categoria, animados dos mesmos pendores, dos mesmos sentimentos. Assim, pela natureza das suas inclinações, os Espíritos atraem a si outros Espíritos que lhes são semelhantes, simpáticos pela identidade dos sentimentos, e entram com eles em relação, graças a influência atrativa dos fluidos. De posse do livre arbítrio, podendo escolher o caminho que prefiram seguir, os Espíritos são subordinados a outros, prepostos ao seu desenvolvimento. É então que a vontade os leva a enveredar por este caminho, de preferência àquele. Galgado esse ponto, eles se mostram mais ou menos dóceis aos encarregados de os conduzir e desenvolver. A vontade, atuando então no exercício do livre arbítrio, traça uma direção, boa ou má, ao Espírito que, deste modo, pode falir ou seguir simplesmente, e gradualmente, o caminho que lhe é indicado para progredir. Muitos se transviam. Alguns resistem ao arrastamento do orgulho, do egoísmo e da inveja. O orgulhoso sente inveja por não poder suportar o que quer que seja acima de si mesmo. É egoísta, pretendendo ser, para tudo, o ponto de referência. É presunçoso, pois deposita em suas energias, ou faculdades intelectuais uma confiança TÃO ERRÔNEA QUANTO CONDENÁVEL, que o leva, muitas vezes, a se revoltar contra a prudência de quem lhe interdita atos superiores às suas forças. Não tendes visto crianças que tentam executar os vossos trabalhos, gabando-se de faze-lo tão bem quanto vós, tal a “confiança” que depositam em si mesmas? E, não raro, se revoltam quanto a prudência dos pais, que vedam a esses temerários a prática de atos que estão acima de suas forças, e que lhes poderiam causar graves acidentes. São Espíritos que, há séculos, sofrem expiações e reencarnações sucessivas, e que ainda não se purificaram. O orgulho, o egoísmo e a inveja, que neles assim se manifestam, são sinais e formam causa de suas quedas primitivas. Indóceis, rebeldes à direção dos Espíritos incumbidos de os desenvolver, os que se transviam atraem, por seus maus sentimentos, tendências ou pendores, Espíritos maus a quem esses sentimentos, tendências ou pendores, são simpáticos. Mas – guardai isto muito bem, porque nossas palavras precisam ser exatamente compreendidas: O ESPÍRITO CAI POR SI MESMO, NÃO PORQUE OUTRO O ARRASTE À QUEDA. Acabamos de dizer que os Espíritos seguem, livremente, este ou aquele caminho. Portanto, é por ato da própria vontade, por impulso próprio, que entram numa ou noutra vereda. A simpatia que experimentam pelos Espíritos inferiores, e que sempre os domina, RESULTA DA DISPOSIÇÃO PRÓPRIA DE CADA UM. Só após a queda se estabelecem as suas relações com os inferiores. Inversamente, aqueles que, obedientes, seguem o caminho de seus Guias lhes apontam, para poderem progredir, atraem os bons Espíritos, simpáticos às suas tendências boas, aos seus bons sentimentos e pendores. É como dizeis, com muita razão: sem Boa Vontade nenhum espírito pode alcançar a moral sublime do Novo Mandamento de JESUS.

quinta-feira, 6 de março de 2014

GENEALOGIA DE JESUS



GENEALOGIA DE JESUS


P – Hoje, nós compreendemos que GOVERNAR É ENSINAR CADA UM A GOVERNAR A SI MESMO, pelo conhecimento soberano da Verdade. É impossível governar sem o conhecimento perfeito da Palavra de Deus. Como o CEU da LBV explica a genealogia de Jesus?

R –O Espírito da Verdade reúne, para tal fim, estas duas passagens: Evangelho segundo Mateus, cap. I vs. 1-17, e segundo Lucas, cap. III, vs. 23-38:

MATEUS: 1 – Livro da genealogia de Jesus, o Cristo, filho de David, filho de Abraão: 2 – Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. 3 – Judá gerou de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Erson gerou Arão. 4 – Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon. 5 – Salmon gerou Booz, de Raab; Booz, de Rute, gerou Obed. Obed gerou Jessé e Jessé gerou David, que foi rei. 6 – O Rei David gerou Salomão, daquela que fora a mulher de Urias. 7 – Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa. 8 – Asa gerou Josafá; Josafá gerou Joran; Joran gerou Ozias. 9 – Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequías; 10 – Ezequías gerou Manasses; Manasses gerou Amon; Amon gerou Josias. 11 – Josias gerou Jaconias e seus irmãos, no tempo em que os judeus emigraram para Babilônia. 12 – Depois da emigração para Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel. 13 – Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor. 14 – Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud. 15 – Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matan; Matan gerou Jacob. 16 – Jacob gerou José, esposo da Virgem Maria, do qual nasceu Jesus, o Cristo. 17 – Houve ao todo, portanto, catorze gerações, de Abraão até David; de David à transmigração para Babilônia, catorze gerações; e, da transmigração para Babilônia até Jesus, catorze gerações.

LUCAS: 23 – Jesus contava então trinta anos, sendo tido como filho de José, filho de Heli, filho de Matat, 24 – filho de Levi, filho de Melqui, filho de Jane, filho de José, 25 – filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Hesil, filho de Nage, 26 – filho de Maat, filho de Matatias, filho de Semei, filho de José, filho de Judá, 27 – filho de Joanan, filho de Rêsa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Néri, 28 – filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosan, filho de Elmadan, filho de Her, 29 – filho de Ieoshua, filho de Eliezer, filho de Gerin, filho de Matat, filho de Levi, 30 – filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jona, filho de Eliaquim, 31 – filho de Meléia, filho de Mena, filho de Matata, filho de Natan, filho de David, 32 – filho de Jessé, filho de Obed, filho de Booz, filho de Salmon, filho de Naasson, 33 – filho de Aminadab, filho de Arão, filho de Esron, filho de farés, filho de Judá, 34 – filho de Jacob, filho de Isaac, filho de Abraão, filho de Tare, filho de Naor, 35 – filho de Sarug, filho de Ragan, filho de Faleg, filho de Heber, filho de Sale, 36 – filho de Cainam, filho de Arfaxad, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lamec, 37 – filho de Matusalém, filho de Enoc, filho de Jared, filho de Malaleel, filho de Caínam, 38 – filho de Enos, filho de Set, filho de Adão, o qual foi criado por Deus.

Jesus, Espírito de pureza imaculada, cuja perfeição se perde na Eternidade, Protetor e Governador do vosso planeta, cuja formação presidiu, É ESTRANHO E ANTERIOR ÀS GERAÇÕES HUMANAS QUE O TÊM, SUCESSIVAMENTE, HABITADO. Apareceu na Terra com um corpo fluídico, de natureza perispirítica, visível e tangível sob a aparência da corporeidade humana, por efeito de incorporação, segundo as leis dos mundos superiores, apropriadas aos fluidos ambientes que servem para a formação dos seres terrestres. Esse segredo não devia ser revelado, ou conhecido, antes do tempo em que a Humanidade estivesse preparada para recebe-lo. Não vos preocupeis com o fato de ter Jesus contado, aos olhos dos hebreus, como aos olhos de todos os homens, este ou aquele patriarca entre os seus antepassados carnais. Percorrei-lhe a GENEALOGIA ESPIRITUAL e chegareis a Deus, o verdadeiro Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, como vos escreveu o Apóstolo Paulo. Na realidade, nenhuma atenção merece a genealogia humana, atribuída a Jesus POR EXIGÊNCIAS DA ÉPOCA. Destituída de qualquer interesse, ela em nada influi nos fatos constitutivos da Revelação Messiânica, nem na obra da regeneração da vossa humanidade, executada pelo Cristo no desempenho de sua missão. Qual, então, o motivo dessa genealogia humana de Jesus? Compreendei bem a necessidade que há de se materializarem os fatos, para os tornar acessíveis à matéria. Era preciso, naquela época, usar para com os homens de uma linguagem que pudesse ser compreendida e, sobretudo, escutada, num meio que fora preparado desde muitos séculos. Segundo as tradições hebraicas, de acordo com as interpretações dadas às profecias da Lei Antiga, o Libertador Prometido, o Cristo de Deus, havia de nascer em Belém, tendo por pai um descendente de David, sendo Ele próprio, portanto, um filho de David. A grande obra DA REDENÇÃO estava preparada desde a origem tradicional dos tempos, sem que o homem percebesse, nas condições sucessivamente apropriadas às épocas e às inteligências. Para a execução dessa grande obra foram chamados Maria e José, Espíritos puros, este menos elevado do que aquele, nenhum dos dois puros desde o início, os dois inferiores a Jesus. Ambos encarnaram num meio depurado, com o encargo de auxiliarem o Cristo na sua missão terrena. A pureza de Maria e de José não podia compadecer-se com um meio impuro. Cada um, por isso, escolheu uma família que lhe fora de antemão preparada, composta igualmente de Espíritos depurados, embora inferiores a eles. Eis como, remontando de geração em geração, ireis encontrar o homem com todos os seus instintos brutais.



A GENEALOGIA E O VÉU DA LETRA

P – A LBV está liquidando os “mistérios” que impediam a aceitação da Bíblia pelo povo. Na verdade, a Bíblia está certa: errados estão os que a interpretam ao pé da letra. Poderia o Espírito da Verdade falar-nos mais, acerca da genealogia humana de Jesus?


R – Como sabeis, enquanto durasse a missão terrena do Mestre, Maria tinha de ser considerada sua mãe e José seu pai, De modo que, dada a descendência deste, Jesus tinha de ser considerado filho de David. O homem, para compreender, precisava que lhe pusessem sob a vista um ponto de partida, de onde lhe fosse possível seguir em linha reta. Aquelas coisas eram ditas aos hebreus, que estavam sujeitos à Lei de Moisés e se governavam pelas tradições, vindas de muitos séculos atrás, e cuja a origem se perde na noite dos tempos. Portanto, era forçoso que, para lhes guiar as inteligências, o caminho seguido fosse o que eles tinham o hábito de trilhar. Efetivamente, qual o tronco a eles indicado, na genealogia atribuída a Jesus? Adão, o primeiro ente material saído das mãos do Criador. Ora, já não podeis ignorar – porque os tempos caminharam, as inteligências se desenvolveram e se operou o progresso das ciências – que A CRIAÇÃO DO PRIMEIRO HOMEM NUM PARAÍSO, JARDIM DE DELÍCIAS, DENTRO DO QUAL SE ENCONTRAVAM A ÁRVORE DA VIDA E A ÁRVORE DA CIÊNCIA DO BEM E DO MAL, É UMA FIGURA ORIUNDA DA NECESSIDADE DE SE APROPRIAREM OS ENSINAMENTOS À HUMANIDADE PRIMITIVA. Poucos são, ainda hoje, os que estão aptos a entender uma existência que não teve princípio nem terá fim! Figuradamente, a genealogia de Jesus vai remontar a Adão, como remonta ao próprio Deus a criação do corpo formado de limo. Naquela época, entretanto, tão formal desmentido à letra da “Gênese” de Moisés revoltaria as multidões, inquietando a todos e retardando a marcha da obra de regeneração. De acordo com essa genealogia humana, quer segundo Mateus, quer segundo Lucas, qual a descendência atribuída a Jesus? A de filho de David por José, que é seu pai aos olhos dos homens, e que, por sua vez, também aparece como descendente do rei profeta. Foi com o objetivo de ligar o “nascimento” de Jesus a David que se estabeleceu a genealogia, tanto segundo Mateus, como segundo Lucas. Ela é o fruto das pesquisas realizadas com esse fim. Mas já se fizera “a noite dos tempos”: muitos nomes foram introduzidos em lugar de outros que eram ignorados e se julgava deverem existir. Pouco importam, porém, os nomes: as relações genealógicas existem pela filiação das famílias. Ninguém se embarace com as DIFERENÇAS QUE APRESENTAM AS DUAS GENEAOLOGIAS, de Mateus e de Lucas. São puerilidades, pois o tronco era o mesmo. De confundirem filhos de dois irmãos nasceu a confusão dos nomes que, algumas vezes, pertenceram aos mesmos indivíduos. Também vos acontece adotar muitos nomes, em consequência de adições ou mudanças causadas pela vaidade. É provável (e natural) que, no futuro, aqueles que vos pesquisarem a vida, e os atos, tomem um desses nomes por outro, sem que o biografado deixe de ser o mesmo. Assim, com relação aos nomes, um dos Evangelistas seguiu um dos ramos, e o outro seguiu ramo diverso. Ambos os ramos, porém, pertenciam ao mesmo tronco. NÃO HÁ OBRAS HUMANAS IMPECÁVEIS. O essencial, para os hebreus, era a origem: as duas genealogias são acordes em apresentar José como descendente de David. Quanto à Virgem Maria, não vos admireis de que seu nome não figure na genealogia atribuída a Jesus: entre os israelitas, as filhas não eram tidas em conta, como não o são, entre as vossas “raças-nobres” para a perpetuação do nome. A Virgem pertencia à tribo; era quanto bastava que se soubesse. Não vos detenhais, também, nas controvérsias que surgiram desde os primeiros tempos do Evangelho: continuaram, e ainda hoje continuam, a propósito das duas genealogias (Mateus e Lucas), por motivos de diferenças, omissões e contradições de que as acusam. O homem não quer compreender que, seja qual for o objetivo espiritual que se tenha em vista atingir, necessário é se humanizarem os meios postos ao seu alcance para esse fim. A CONSEQÜÊNCIA É QUE OS MEIOS SE TORNAM IMPERFEITOS. Era a essas controvérsias, sobre a genealogia humana de Jesus, já então suscitadas, que aludia o Apóstolo Paulo (I a Timóteo, cap. I, vs. 4-5), dizendo: “Ninguém se entretenha com fábulas e genealogias sem fim, que mais servem para gerar discórdias do que para fundar, sobre a fé, o edifício de Deus”. Sim, amados irmãos, não vos prendais nos pormenores poeris de uma genealogia humana, que só teve razão de ser do ponto de vista dos judeus e de suas tradições, como meio de preparar a missão terrena de Jesus. Isso vos faria perder um tempo precisos. Deixai que os “atilados” reúnam todas as suas forças para levantar, ou deslocar, alguns dos pedregulhos com que topam. Não esqueçais que tendes de erguer uma montanha, a fim de abrirdes passagem à estrada reta e unida que devereis traçar. Repetimos: só do ponto de vista dos hebreus e de suas tradições, como meio de preparar o desempenho da missão terrena de Jesus, aquela genealogia teve a sua razão de ser. Efetivamente, confrontai com as palavras do Anjo à Virgem Maria (Lucas, I, vs. 32) e com as palavras do cântico de Zacarias (Lucas, I, vs. 68-70) o que disse Jesus aos fariseus: “Que pensais vós do Cristo? De quem é Ele filho? – De David, responderam. – Como é então, retrucou-lhe Jesus, que inspirado pelo Espírito Santo, nos Salmos, David lhe chama Senhor, por estas palavras: “O Senhor disse a meu Senhor: – Senta-te à minha direita, até que eu tenha reduzido teus inimigos a te servirem de escabelo”. Ora, se David lhe chama seu Senhor, como pode Ele ser filho de David?” (Evangelho segundo Mateus, cap. XXII, vs. 41-43 – Lucas, cap. XX, vs. 41-44). É evidente que Jesus, desse modo, durante a sua missão na Terra, preparou a Humanidade para reconhecer que aquela genealogia lhe era estranha e inaplicável, e para receber, mais tarde, no tempo determinado por Deus, a revelação da sua origem e da sua natureza extra-humana, como o Cristo esperado desde Moisés.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Informação



Caros amigos e leitores do blog.

Antes de mais nada, queríamos pedir desculpas pois os textos estavam sofrendo uma alteração de grafia por um deslize nas configurações, agora já fizemos as alterações necessárias e todos os textos e publicações estão corretos.
Queríamos também saber se vocês estão satisfeitos com a forma que tem sido trabalhada a publicação desta maravilhosa obra de Alziro Zarur, que é a “Doutrina do Céu”, que veio trazer um pouco mais de alento as nossas vidas, pois nos esclarece todas as dúvidas nos tirando da escuridão da  ignorância e nos colocando à luz do Novo Mandamento,  e nos torna sabedores do  porque Nascemos, Vivemos, sofremos e Morremos.
Queríamos a opinião principalmente de você que está fora do Brasil, pois nós aqui na boa terra e principalmente os Legionários que tiveram a honra de conhecerem o Irmão Zarur, nós já nos entendemos bem.
Ficamos no aguardo de seu comentário, e se tiver dificuldade de publicar no Blog, podem passas e-mail para:


Grato


Paulinho Cabral 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A OBRA DE REGENERAÇÃO



A OBRA DE REGENERAÇÃO

P – O Cristianismo do Cristo, à luz do Novo Mandamento, é tão diferente do cristianismo dos homens! Graças a Deus, a treva terá de dar vez à Verdade que salva e engrandece. Não é a próxima separação do trigo e joio?

R – Sim, Moisés e os profetas da Lei Antiga prepararam o advento da era da regeneração humana. Jesus, nosso Salvador e Mestre, que – como Protetor e Governador do vosso planeta, presidiu a sua formação e a da Humanidade que o habita, para conduzi-la a Perfeição – desceu ao meio dos homens para lhes abrir esta era e lançar as bases e fundamentos da Obra de salvação. Ele tem na mão a joeira, pois a obra de regeneração começou desde os primeiros dias da pregação do evangelho. Jesus fez, ainda faz e, breve fará a definitiva separação do trigo e do joio, do trigo e da palha. O trigo que juntou, junta e juntará no seu celeiro, são os Espíritos purificados que terminaram suas provas na Terra, tal qual é ela atualmente: mundo inferior, de expiação. Esses Espíritos se tornam seus missionários devotados e inteligentes: trabalham, quer na erraticidade, quer encarnados em missão, pelo vosso adiantamento moral e intelectual. A palha que Jesus queimou, queima e queimará, são os Espíritos culpados, rebeldes, que faliram nas suas provas e que Ele submete à expiação, depois à reencarnação, em condições tais que, se forem levadas a bom termo, as novas provações serão para esses espíritos um meio de expiação, de reparação e de progresso. O fogo em que a palha foi, é e será queimada, isto é, em que o Espírito culpado sofre a expiação na erraticidade, é a consciência culposa a gerar os remorsos, que são despertados ou intensificados, conforme à natureza da culpa e ao grau da culpabilidade, pelos quadros terrificantes ou dolorosos das faltas ou crimes cometidos, postos (como explicaremos mais tarde) aos olhos do Espírito, que em vão tentará fugir. Esses quadros, produzindo sofrimentos e torturas morais, sempre adequados e proporcionados àqueles crimes ou faltas, são o fogo que queima a palha. Esse fogo não se extingue nem se extinguirá nunca. É fogo eterno, porque DEUS CRIOU, CRIA E CRIARÁ, DESDE E POR TODA ETERNIDADE. Assim, haverá sempre Espíritos que, devendo vir do estado originário de simplicidade e ignorância até aos limites da Perfeição, caiam em erro, se tornem culpados e rebeldes, e sejam forçados a expiar e reparar suas faltas, para poderem progredir. É eterno esse fogo porque sempre haverá palha a ser queimada, Ito é, Espíritos culpados e rebeldes, necessitando sofrer a prova da expiação. Mas, para cada Espírito culpado, o fogo da geena eterna se extingue logo que a palha acabou de queimar-se, logo que o Espírito se humilha e pede perdão, animado de um arrependimento profundo e sincero, bem como o desejo ardente de reparar suas faltas. Então, cercado e ajudado pelos bons Espíritos, ele progride e se prepara, imediatamente, para enfrentar novas provações. Não vos enganeis: OS REMORSOS PERSEGUEM SEMPRE O CULPADO, ATÉ QUE ELE ENTRE NO BOM CAMINHO. Sim, sempre haverá Espíritos rebeldes e o fogo da eterna geena jamais se extinguirá, no sentido de que constitui como que uma herança, que passa de uns para outros. JESUS LIMPARÁ PERFEITAMENTE O SEU EIRADO. A obra de regeneração iniciada quando o Cristo apareceu entre vós, vai concluir-se agora, neste final de ciclo. A luz do Novo Mandamento se espalhará sobre toda a Terra. Os cegos pertinazes, como advertiu o Mestre, serão lançados nas trevas exteriores, e ali haverá pranto e ranger de dentes. Chamamos vossa atenção para estas palavras, a fim de vos fazermos entender o sentido figurado da época. Jesus, ESPÍRITO PURÍSSIMO, divino modelo da caridade e do amor, poderia condenar os Espíritos culpados ao pranto e ranger de dentes? Somente os insensíveis ao sofrimento físico. Por estas palavras, portanto, compreendei bem o sentido oculto de todos os ensinos do Cristo de Deus: O PRANTO E O RANGER DOS DENTES SÃO OS REMORSOS QUE BROTAM DAS CONSCIÊNCIAS DOS CULPADOS. Jesus limpará perfeitamente o seu eirado. Ao tempo determinado por Deus, em que a regeneração se tem de realizar tendo o Evangelho esparzido sua luz por todo o mundo nesse tempo, em que o vosso planeta se tornará mundo exclusivo dos bons Espíritos, se aqueles que, admitidos até então a reencarnarem na Terra, continuarem culpados, insensíveis e rebeldes, SERÃO LANÇADOS NAS TREVAS EXTERIORES, isto é, serão sucessivamente rechaçados, conforme ao grau de sua culpabilidade, para os mundos inferiores de provações e expiação, onde, por longos séculos, terão de se redimir da sua obstinação no mal e da sua voluntária cegueira. É chegada a hora da definição, entre o Bem e o mal, entre a Verdade e a mentira, entre o Cristo e o Anti-Cristo!



BATISMO EM ESPÍRITO SANTO


P – De acordo com os princípios básicos da LBV, o Centro Espiritual Universalista é, também, anti-sectário. Somente num CAMPO NEUTRO poderemos aprender toda a Verdade. Como o CEU explica o batismo com o Espírito Santo?

R – Diz o Espírito da Verdade: – O batismo em Espírito Santo é a assistência e a inspiração dos Espíritos purificados, ambas concedidas pelo Cristo, em nome do Senhor, aos homens que tenham esse merecimento. Estes, então, a recebem mediunicamente, e mesmo se comunicam com aqueles Espíritos, nas condições e na proporção das mediunidades que lhes são outorgadas. Essa assistência, essa inspiração e essa comunicação Deus só as concede aos Homens e Mulheres de Boa Vontade, para os sustentar e dirigir nas suas provas ou missões, para os ajudar na purificação de seus Espíritos, pelo progresso moral e intelectual. Jesus, pois, chamando o Espírito Santo para os discípulos, fez que descessem até eles os Espíritos elevados, que os haviam de amparar nos seus ásperos e perigosos trabalhos, e que, SOB A APARÊNCIA DE LÍNGUAS DE FOGO, se manifestaram por meio dos seus perispíritos luminosos. Ainda hoje, sob essa influência vos colocais quando, vencendo as paixões humanas, vivendo a vida que pertence a Deus e tudo lhe dando pela prática do trabalho, da humildade, da caridade e do amor, atrais os ESPÍRITOS PROTETORES DA HUMANIDADE. Disso, porém, não vos orgulheis, porque a queda é fácil, mesmo para o mais elevado, e os maus pensamentos assediam, sempre, o Espírito reencarnado. Recebei, portanto, a luz do Novo Mandamento do Cristo de Deus para reparti-la com aqueles que se queiram esclarecer. Mas recebei-a, sempre, com profundo sentimento de humildade e reconhecimento, rendendo graças a essa fonte de TODO O PODER, de que promana tudo o que é belo, tudo o que é grande, tudo o que é verdadeiro e eterno. A Terceira Revelação trouxe o conhecimento da Lei do Amor, que os homens, há tantos séculos, calcam aos pés. Se vossos corações dão frutos maus, sois, portanto, árvores más. O Senhor, porém, na sua infinita misericórdia, arranca a árvore que nada produz, ou que dá frutos maus, para deixar que cresça, livremente, aquela cujas ramagens hão de cobrir de sobra benfazeja a Humanidade inteira. Plantou-a o Cristo com as suas mãos e os homens não a cultivaram. Cercaram-na as plantas daninhas e a atrofiaram. O JARDINEIRO DIVINO, POR ISSO, AINDA SE VÊ OBRIGADO A VIR CULTIVAR A SUA VINHA, A FIM DE LIVRÁ-LA DOS PARASITOS QUE A SUFOCAM. A fé, árvore divina que dá sombra e alimento, que dessedenta o sequioso e convida ao repouso o viajante fatigado, vai crescer e estender seus ramos benditos sobre todo o vosso mundo. E a cada um daqueles, dentre vós (sejam quais forem os cultos exteriores em que a reencarnação os tenha feito nascer, vindos não importa de onde), que tiverem trabalhado na obra de regeneração – pela palavra e pelo exemplo – será concedida a graça de dizer, quando voltarem: “Ganhei bem o meu dia”. Deveis compreender o sentido oculto destas outras palavras, inspiradas ao Precursor e por ele proferidas quando falava do Cristo: “Traz na mão a joeira e limpará perfeitamente o seu eirado; juntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha no fogo inextinguível”. O Senhor empregou desse modo, para atuar sobre homens animalizados, uma figura capaz de impressiona-los, gerando neles o temor. Bem sabeis que Deus nunca abandonou o ser humano, desde o seu aparecimento no vosso planeta. Suas Leis são, como ele mesmo, imutáveis e eternas: a Lei do Progresso (progresso físico da Terra e progresso físico, intelectual, moral e espiritual da Humanidade) ensina que tudo o que foi criado é perfectível. Ela está, portanto, no número dessas Leis. E ao mesmo número pertence a Lei da Reencarnação, como instrumento e meio de reparação e progresso. Desde todos os tempos, teve o homem junto de si proposto à sua proteção, o Espírito Protetor ou Anjo da Guarda, incumbido de guiar os seus passos na senda de redenção. Desde de todos os tempos, houve Espíritos em missão entre os homens, para faze-los avançar por esse caminho, a todos eles revelando ou relembrando a Lei Natural que é A LEI DE DEUS, na conformidade do meio, do estado das inteligências e das necessidades de cada época. Desde todos os tempos, investido no livre arbítrio, cercado de influências ocultas – boas umas, outras más – com inteligência para discernir o Bem do mal, na relatividade do seu desenvolvimento moral e intelectual, o homem, POR HAVER FALIDO, FOI TRAZIDO AO VOSSO PLANETA, que é um dos mundos inferiores de provação e expiação, a fim de reparar suas faltas e progredir. Desde todos os tempos, esteve submetido, após a morte, em seguida a cada uma de suas existências na Terra, a expiação por meio de sofrimento ou torturas morais, apropriados e proporcionados aos crimes ou faltas que praticou. Depois, está submetido à Lei da Reencarnação que, com a expiação precedente no estado de erraticidade e, simultaneamente, INFERNO, PURGATÓRIO, REPARAÇÃO E PROGRESSO, a escada que todos têm de subir, e cujos degraus correspondem às fases das diferentes existências que lhe cumpre percorrer, para atingir o cimo da montanha. Pois, como ensinou Jesus, para chegar a Deus, cada um dos seus filhos terá de nascer, morrer e renascer, até alcançar os limites da Perfeição.



BATISMO DE JESUS


P – Nos tempos modernos, ninguém mais aceita a Bíblia sob o véu da letra, que mata. No Brasil, muita coisa mudou desde que a LBV começou a pregar a Palavra de Deus sem “mistério”. Como o CEU explica o batismo de Jesus?

R – O Espírito da Verdade harmoniza os Evangelhos Sinóticos, para responder: Mateus, cap. III, vs. 13-17; Marcos, cap. I, vs. 9-11; Lucas, cap. III, vs. 21-22. São estas passagens:

MATEUS: 13 – Então Jesus veio da Galiléia ao Jordão, para ser batizado. 14 – Mas João protestava, dizendo: “Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?” 15 – Jesus lhe respondeu: “Isto é necessário por ora, pois convém cumprirmos toda a justiça”. João concordou. 16 – Uma vês batizado, Jesus logo saiu da água, e eis que os céus se abriram, e ele viu descer sobre si o Espírito de Deus em forma de uma pomba. 17 – Imediatamente uma voz ecoou no céu, dizendo: “Este é meu filho bem-amado, em que ponho a minha complacência”.

MARCOS: 9 – Eis o que sucedeu naqueles dias: Jesus veio de Nazaré, que fica na Galiléia, e foi batizado por João. 10 – Logo que saiu das águas do Jordão, Jesus viu os céus se abrirem e o Espírito de Deus descer em forma de uma pomba e pairar sobre ele. 11 – E uma voz do céu se fez ouvir, dizendo: “És meu filho bem-amado; pus em ti as minhas complacências”.

LUCAS: 21 – sucedeu que, ao tempo em que João batizava todo o povo, também Jesus foi por ele batizado. E, enquanto orava, o céu se abriu, 22 – e desceu sobre ele o Espírito Santo na forma corpórea de uma pomba. E ouviu-se do céu uma voz que dizia: “Tu és meu filho dileto; ponho em ti as minhas complacências.

Jesus, cuja origem espiritual agora conheceis, Espírito puro por excelência, Espírito Perfeito, não precisava de ser batizado com água por João, de receber um batismo de penitência para remissão de pecados, ele que nenhum pecado tinha, que nenhum pecado confessou, que não trazia, para ser lavado, um corpo de lama como os vossos. Não precisava, também, de receber o batismo em espírito Santo e em fogo, ele cujo o Espírito era de pureza perfeita e imaculada, ele que, ao contrário, vinha ministrar esse batismo – primeiro, aos Apóstolos incumbidos de pregar e ensinar, pelo exemplo, a sua moral sublime; depois, a todos os que se tornassem dignos de ser assim batizados, praticando a sua Lei de Amor, propagando-a pela palavra e pelo exemplo. POR QUE, ENTÃO, FOI JESUS RECEBER DE JOÃO, DIANTE DE TODOS, O BATISMO DA ÁGUA NO JORDÃO, como faziam o povo e quantos acorriam às margens daquele rio? Para – desde o momento em que entrava a desempenhar publicamente a sua missão, pregar pelo exemplo de humildade; para receber do próprio Deus – à vista de todos e em confirmação das palavras que, antes da sua chagada, proferiu a seu respeito o Precursor – a consagração da sua origem, do seu poder e da sua missão, como regenerador e SALVADOR DA HUMANIDADE; para receber esta confirmação por manifestação derivada do próprio Deus, produzida de modo a que os homens compreendessem que, FINALMENTE, DESCERA À TERRA O ESPÍRITO CUJA VINDA OS PROFETAS, DESDE MOISÉS, HAVIAM ANUNCIADO. E assim foi: Jesus desceu para pregar, dando de tudo exemplo marcante, para oferecer e deixar aos homens um tipo, um modelo que eles imitassem e em cujas pegadas caminhassem, para atingir a Perfeição. Durante a sua missão terrena, convinha que passasse, a vista dos homens, por ser um homem como os outros, sujeito a todas as provações da humanidade e delas triunfando, exemplificando-lhes a prática do trabalho, da justiça, da caridade e do amor, cujas leis ensinava, ministrando-lhes a luz e a verdade sob o véu da letra e o manto da parábola, a fim de que o brilho de uma e de outra não ofuscasse, não cegasse os olhos humanos de seu tempo. Cumprida essa missão, os homens – em virtude das interpretações que davam aos fatos, de acordo com o estado das inteligências, com as necessidades da época e com o que exigia a preparação dos tempos futuros – teriam de ver um Deus, o próprio Deus naquele que lhes viera trazer o tipo exato ou modelo da Perfeição Humana. Procurai seguir os passos de Jesus, em todo o curso da sua aparente vida de homem comum, desde o instante em que chega às margens do Jordão até aquele em que se consuma o sacrifício no Gólgota, e o vereis a dar em tudo o exemplo, sempre o exemplo da vida superior! Ao encetar essa missão sublime, Jesus se submete, como todos os que iam ter com João, ao batismo pela água. Mas observai que, antes de Jesus haver chegado ao Jordão, já o Precursor, falando ao povo, aos fariseus, aos publicanos e aos soldados, a quantos tinham acorrido para ouvi-lo (os quais, entre si, pensavam que bem podia ser ele o Cristo), dizia: “Eu, por mim, vos batizo com água; mas outro virá, mais poderoso que eu e de cujas sandálias não sou digno de desatar as correias, prosternado a seus pés, o qual vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo. Ele traz na mão sua joeira e limpará perfeitamente o seu eirado; juntará o trigo no celeiro, mas queimará a palha num fogo que jamais se extinguirá”. Estas palavras explicam por que, em resposta ao pedido que Jesus lhe faz, João se escusa de o batizar, dizendo: “Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?” E também explicam por que, respondendo-lhe Jesus: “Convém cumprirmos toda a justiça”, isto é, DEVEMOS PREGAR PELO EXEMPLO, João não opôs mais nenhuma resistência, tornando-se o primeiro a dar o exemplo de submissão e de obediência do Mestre. Para confirmação das palavras que João proferiu, diante de todos, antes da chegada de Jesus, é que, quando o Cristo saiu das águas do Jordão, após o batismo, se produziu – de conformidade com a época, as tradições hebraicas e o estado das inteligências – a manifestação destinada a esclarecer os homens sobre a origem e a missão do Salvador.



BATISMO E REENCARNAÇÃO


P – Na Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar, todos estão satisfeitos com a Doutrina do CEU (Centro Espiritual Universalista). Como devemos entender a aparição do Espírito Santo na forma corpórea de uma pomba?


R – Diz o Evangelho que, depois de ser batizado, Jesus saiu da água e, ao fazer a sua prece, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele na forma corporal de uma pomba, e se ouviu uma voz que dizia: “Tu és o meu filho bem-amado; ponho em ti a minha complacência”. O Senhor manifestou por esse modo o seu poder, dele dando um sinal aparentemente material. Aparentemente, frisamos, porque só o foi para os olhos humanos: sinal que bem como a voz ouvida, objetivando chamar a atenção dos homens e lhes confirmar que, finalmente, descera à Terra o Profeta que todos os profetas haviam anunciado. O Espírito, como sabeis, pode - com o auxílio do seu perispírito – tomar todas as formas, todas as aparências. Para os antigos, a pomba era o emblema da pureza: os hebreus a sacrificavam, nos altares, em resgate dos filhos de Israel. O Espírito Superior, encarregado da manifestação, teve de tomar a forma capaz de mais fortemente impressionar as inteligências, no momento mesmo em que aquela manifestação se produzisse, e de as impressionar ainda depois de cumprida a sua missão. A voz que se fez ouvir no céu, dizendo: “”Tu és meu filho bem-amado; ponho em ti a minha complacência”, não foi a voz de Deus Onipotente. Deus não se manifestou porque Ele não se comunica diretamente com os homens. Já vos dissemos: por mais puro que seja o Espírito encarnado, o invólucro que o reveste ergue uma barreira intransponível entre o homem e a Divindade. Mas o Pai transmite aos filhos suas vontades por intermédio dos Espíritos Puros (que dele recebem diretamente as inspirações), dos Espíritos Superiores e dos Espíritos Bons, os quais, na ordem hierárquica, se constituem seus instrumentos. Foi um Espírito superior que fez ressoar a voz que se ouviu, pronunciando aquelas palavras. Para o povo e para todos que tinham vindo ter com o Batista, em suma – para os hebreus, o próprio Deus falou naquela circunstância, como outrora falou aos profetas da Lei Antiga. O Espírito Santo, segundo eles, era a inteligência mesma de Deus, inspirando diretamente os homens, comunicando-se diretamente com os terrícolas. Assim, para eles, o próprio Deus foi quem tomou a forma de uma pomba e quem, por outro lado e ao mesmo tempo, fazendo ouvir sua voz, pronunciou aquelas palavras. Já sabeis que, sob a designação simbólica de espírito Santo, se compreende o conjunto de Espíritos do Senhor – órgãos de suas inspirações e ministros de suas vontades. O que houve, portanto, foram duas manifestações espirituais. E elas se produziram AO FAZER JESUS SUA PRECE: aí estão o primeiro exemplo e o primeiro ensino dados por Ele aos homens, mostrando-lhes que a prece (não a dos lábios, mas a do coração), atrai as bênçãos do Senhor, os testemunhos do seu amor, fazendo sobre eles descer a divina influência, por intermédio dos Espíritos Protetores da Humanidade. O batismo por meio da água, que João ministrou e Jesus recebeu para ensinar pelo exemplo, comprovando assim que esse batismo não passava de uma figura, era ao mesmo tempo material e simbólica: material pela ablução do corpo; simbólico pelo arrependimento e pala humildade que a ablução consagrava. E ainda tinham a proclamá-los a confissão pública (que cada um fazia diante de todos, em voz alta) dos seus pecados, das suas torpezas, de TODAS AS INFÂMIAS QUE PODEM GERMINAR NO CORAÇÃO HUMANO. O batismo pela água era, portanto, uma preparação para o batismo em Espírito Santo e pelo fogo – batismo este que vem de Deus e que o Cristo confere aos que dele se tornam dignos, concedendo-lhes a assistência e o concurso dos Espíritos purificados. Não é mau lembrar aos homens o batismo pela água, porque sempre lhes recorda os grandes acontecimentos ocorridos e as obrigações que lhes são impostas. A parte material era uma necessidade à vista dos tempos, para impressionar a homens materializados; MAS A PARTE SIMBÓLICA SE CONSERVA PARA VÓS, cristãos do Novo Mandamento. O verdadeiro batismo é o que vem do Senhor, é o batismo no Espírito santo e no fogo que purifica as almas, acima dos corpos perecíveis! A religião humana fez do batismo pela água o estandarte do seu próprio cristianismo, que está muito longe do CRISTIANISMO DO CRISTO. Ela esqueceu a essência divina, para atender só a matéria. A esta referiu tudo. E seus “fiéis” rebaixados, encerrados em tão estreitos limites acabaram por olvidar quase inteiramente que, saídos de uma essência espiritual, devem consagrar-se ao espírito, não mais à letra, que mata. A Igreja de Roma desvirtuou a natureza, o objeto, as condições e o fim do batismo pela água – derramando-a na cabeça da criança, que acaba de nascer, sob o pretexto de apagar, na pessoa dessa criança, dando-lhe o nome de pecado original, uma falta que ela não cometeu, porque foi cometida por outrem! E isso quando, segundo a mesma Igreja, a alma da criança foi criada por deus expressamente para o corpo que veio animar, alma que, pessoalmente devia ser pura e sem mancha, pois das mãos de Deus nada pode sair maculado! A Igreja de Roma não teria instituído deste modo o batismo pela água, se tivesse compreendido bem as palavras de Jesus a Nicodemos, proclamando a reencarnação como realidade, não como alegoria. Realidade por ser LEI EMANADA DE DEUS, DESDE DE TODA ETERNIDADE, como meio de purificação e progresso do Espírito culpado, meio único posto ao alcance do homem para entrar no Reino de Deus, isto é, para chegar à Perfeição que, só ela, lhe permitirá chegar ao centro da Onipotência. Cristãos de todos os rebanhos, lembrai-vos de que haverá, brevemente, UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR! Deixai de ter em conta somente a matéria, abandonai a letra que mata, para receberdes unicamente O ESPÍRITO QUE VIVIFICA. Do batismo pela água, no Jordão, conservai apenas o espírito. Praticai a parte simbólica – o arrependimento e a humildade. Preparai-vos, assim, para o batismo do Espírito Santo e do fogo, que purifica as vossas almas. Se dele vos tornardes realmente dignos, pelo trabalho, pela justiça, pelo amor e pela caridade, o Cristo vos ministrará esse batismo, enviando Espíritos Puros para vos assistirem, inspirarem e ajudarem, até à vitória final.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PREGAÇÃO DE JOÃO, O BATISTA



PREGAÇÃO DE JOÃO, O BATISTA


P – Unificando as Quatro Revelações de Jesus, pelo Novo Mandamento, a LBV presta um grande serviço à Humanidade. Como o Centro Espiritual Universalista (CEU) explica a pregação e o batismo do Precursor de Jesus?

R – Responde o Espírito da Verdade, harmonizando estas passagens do Evangelho: Mateus, cap. III, vs. 1-6; Marcos, cap. I, vs. 1-5; Lucas, cap. III, vs. 1-5. Ler e meditar:

MATEUS: 1 – A esse tempo, veio João pregando pelo deserto da Judéia. 2 - Dizia: “Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo”. 3 – Eis aqui aquele de quem falou o profeta Isaías, dizendo: “Voz do que clama do deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas”. 4 – João trazia uma veste de peles de camelo e um sinto de couro em volta da cintura; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 5 – Os habitantes de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região circunvizinha do Jordão, iam ter com ele; 6 – e, confessando seus pecados, eram por ele batizados no Jordão”.

MARCOS: 1 – Princípio do Evangelho de Jesus, o Cristo, filho de Deus, 2 – como está no profeta Isaías: “Eis que envio à tua frente o meu Anjo, e ele preparará o teu caminho. 3 – Voz do que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor; tornai retas as suas veredas”. 4 – João esteve no deserto, batizando e pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados. 5 – Toda a Judéia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele e, confessando seus pecados, eram por ele batizados no rio Jordão”.

LUCAS: 1 – No décimo quinto ano do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia; Herodes, tetrarca da Galiléia; Felipe, seu irmão, tetrarca da Ituréia e da província de Traconites; Lisônias tetrarca de Abilene; sendo príncipes dos sacerdotes Anais e Caifás; o Senhor fez ouvir a sua voz no deserto a João, filho de Zacarias, 3 – e ele percorreu todas as cercanias do Jordão, pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados, 4 – conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas. 5 – Todo vale será aterrado; todas as montanhas e colinas serão arrasadas; os caminhos tortuosos se tornarão retos; os escabrosos ficarão planos; e toda a carne verá a salvação do Senhor”.

Os homens sempre se servem dos termos que lhe são compreensíveis, e os empregam como podem. A Palavra de Deus é o mesmo que A Inspiração Divina. DEUS NÃO SE COMUNICA DIRETAMENTE COM OS HOMENS. Por mais puro que seja o espírito encarnado, o invólucro carnal ergue intransponível barreira entre o homem e a Divindade. Mas o Senhor envia os grandes Espíritos e, inspirando-os diretamente, os constitui órgãos transmissores da sua vontade. Deus nunca falou a João, como nunca falou a Moisés e Elias, como jamais falou a nenhum dos profetas. Uns eram médiuns videntes e audientes, outros eram médiuns inspirados, de acordo com a elevação de seus Espíritos. João, no tempo certo, recebeu no deserto a inspiração do Senhor, para dar começo ao desempenho da missão que lhe fora confiada. Inspirado, ainda, pelos Espíritos Superiores foi que ele percorreu todas as cercanias do Jordão, pregando um batismo de arrependimento, e batizando nesse rio todos os que iam procura-lo para confessar os seus pecados. O Batista era um Espírito Superior em missão no vosso mundo, predestinado a abrir os caminhos e prepara-los, a fim de que mais facilmente a luz se pudesse fazer. Pelo seu caráter ríspido, pelos seus costumes e hábitos em contraste com os de seus contemporâneos, chamava sobre si a atenção de todos. Sua palavra, severa e rude, forçava os homens, a se penitenciarem seriamente. Preparava, assim, os caminhos do Senhor, preparando os do Cristo. Era a cabeça do rebanho, a caminhar à frente, agitando a campainha, para que todas as ovelhas perdidas percebessem de que lado podia vir a salvação. A confissão dos pecados nesse tempo, como mais tarde, nas primeiras horas do Cristianismo, SE FAZIA DIANTE DE TODOS, PUBLICAMENTE E EM VOZ ALTA. Despertava, assim, profundo sentimento de humildade, porque exige grande desprendimento o ousar alguém confessar, diante de todos, AS FALTAS, AS TORPEZAS, AS INFÂMIAS QUE PODEM GERMINAR NO FUNDO DO CORAÇÃO HUMANO. Era uma barreira oposta às recaídas, porque o homem que sabe serem conhecidos SEUS PENSAMENTOS MAIS SECRETOS, TODOS OS SEUS MAUS PENDORES, terá de refrear sua natureza animal, a fim de evitar as suspeitas em que poderia incorrer, ao menor desvio. E porque a confissão era pública, feita sempre em voz alta, Deus a ouvia. Estas palavras: “Todo vale será aterrado, todas as montanhas e colinas serão arrasadas, os caminhos tortuosos se tornarão retos e os escabrosos focarão planos” se aplicam a subversão moral, à renovação espiritual que a Doutrina de Jesus havia de operar – e opera até hoje – por intermédio do Espírito da Verdade por Ele prometido ao vosso planeta. Os vales serão aterrados e se elevarão; as “montanhas”, cuja fronte orgulhosa tenta deter a marcha do progresso, serão arrasadas. O “nível” passará pela natureza toda, erguendo os pequeninos, rebaixando os grandes, dando a cada um a medida exata do que lhe caiba, pelo seu merecimento. E toda carne verá a salvação do Senhor, isto é, todos os homens e mulheres, que praticarem a sublime moral do Novo Mandamento, se integrarão no Salvador.



A MENSAGEM E O TESTEMUNHO DO BATISTA


P – A grande virtude da LBV é restaurar o Cristianismo em sua pureza primitiva, e isso, realmente, só podia ser feito pelo Novo Mandamento revelado. Como é que o CEU (Centro Espiritual Universalista) da LBV interpreta a mensagem de João?

R – O Espírito da Verdade responderá, harmonizando as seguintes passagens do Evangelho de Jesus: Mateus, cap. III, vs. 7-12; Marcos, cap. I, vs. 6-8; Lucas, cap. III, vs. 7-18. Atenção para esses textos bíblicos:

MATEUS: 7 – Mas, vendo João muitos dos fariseus e saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que há de vir? 8 – Tratai de produzir frutos dignos de arrependimento, 9 – e não procureis dizer dentro de vós: “Temos Abraão por pai”, porque eu vos declaro que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 – O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 11 – Eu, na verdade, vos batizo com água, para vos levar à penitência; mas o que vem, depois de mim, é mais poderoso que eu, e não sou digno de levar-lhe as sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 – Traz na mão a sua pá, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.

MARCOS: 6 – João vestia pele de camelo, usava uma tira de couro em volta da cintura e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. Pregava dizendo: 7 – Aquele que é mais poderoso que eu virá depois de mim, e não sou digno de me abaixar diante de seus pés, para lhe desatar as correias das sandálias. 8 – Eu vos batizo com água; Ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

LUCAS: 7 – João dizia ao povo, que acorria em bandos para ser batizado: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” 8 – Daí, pois, frutos dignos do vosso arrependimento, e não comeceis a dizer dentro de vós: “Temos Abraão como pai”, porque eu vos declaro que Deus é poderoso para, destas pedras, fazer que nasçam filhos a Abraão. 9 – Já o machado está posto à raiz das árvores: toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 10 – O povo lhe perguntava: “Que havemos, então, de fazer?” 11 – João respondia: “Aquele que tem duas túnicas dê uma ao que não tem; aquele que tem comida faça o mesmo.” 12 – Foram, também, publicanos para o batismo, e lhe perguntaram: “Que havemos de fazer?” 13 – Ele respondeu: “Não cobreis mais do que está prescrito na lei”. 14 – Perguntaram-lhe, ainda, alguns soldados: “E nós o que havemos de fazer?” Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência contra ninguém nem façais denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. 15 – Estando o povo na expectativa, pensando consigo mesmo que talvez João fosse o Cristo, 16 – disse ele a todos: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas logo virá quem é mais poderoso que eu, e não sou digno de lhe desatar as correias das sandálias; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17 – Traz na mão a sua pá, e limpará bem a sua eira, para recolher o trigo no seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível. 18 – Assim João anunciava ao povo o Evangelho de Jesus.


João era o Precursor da Verdade, e ele mesmo o declarou. Suas aspirações não iam nem deviam ir além da missão que lhe cumpria desempenhar. Mediunicamente ligado aos Espíritos Superiores, a cujo número pertencia, os quais o assistiam e inspiravam, era dirigido em todas as circunstâncias pela intuição, e possuía a humildade que deveria guiar a todos vós na Terra. Tinha consciência do que aguarda o Espírito na sua volta à Pátria Espiritual; mas, acima de tudo, tinha absoluta consciência da sua missão de Precursor. Esta consistia, em preparar os homens para o arrependimento, servindo-se de um símbolo que lhes daria a compreender a purificação e de que necessitavam: LAVAVA SEUS CORPOS, A FIM DE OS DISPOR A LAVAREM SEUS CORAÇÕES. Purificava-lhes o invólucro material, para os compelir à purificação de sues Espíritos, exortando-os – em resposta às perguntas que lhe faziam – à prática da Justiça, da Caridade, do Amor. Sua missão, portanto, era preparatória: Jesus viria completá-la. João era a voz do que clama no deserto, até que as populações se reunissem para ouvir a pregação da Verdade. Estas palavras “Não comeceis a dizer, dentro de vós mesmos, TEMOS ABRAÃO POR PAI, porque destas pedras Deus pode fazer que nasçam filhos a Abraão; o machado já está posto à raiz das árvores; toda árvore que não dá bom fruto ele a corta e lança ao fogo”, se referem a todos os tempos – ao tempo em que o Batista falava, aos tempos que se seguirem, até ao fim dos tempos, isto é, até a volta do Cristo de Deus. Os sacerdotes judeus não reconheciam como filho do Senhor senão aqueles que viviam curvados ao seu jugo, da mesma forma que a Igreja de Roma não admite salvação para os que não lhe obedecem cegamente. Que representa Abraão para os hebreus? O chefe da família (ou povo) que vai herdar o Reino de Deus. Por aquelas palavras inspiradas ao Precursor, deus quer que fique bem claro serem seus filhos TODOS OS QUE VÃO A ELE, DE CORAÇÃO LIMPO. É como se dissesse: “Não entram no meu Reino os filhos de Abraão que desprezaram minhas leis e desfiguraram meus preceitos, como também os que, no futuro, as desprezaram e os desfigurarem. Todo aquele, porém, que ouve a minha voz e arranca a árvore má, produtora de maus frutos, e só deixa no coração a boa semente, que há de fertilizar a terra, este está no caminho que a mim conduz, esse é meu filho para sempre. Filhos de Abraão não são os que me dizem “Senhor! Senhor!”, mas tão somente aqueles que cumprem a minha Lei, quaisquer que eles sejam. Todos os limpos de coração é que olho como filhos, e só eles terão entrada no meu Reino!” E aí está o símbolo da árvore: a que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. Já compreendeis o sentido oculto destas palavras que, apropriadas às inteligências daquela época, eram destinadas a despertá-las da ignorância. A árvore que não dá bons frutos é o Espírito encarnado que sucumbe nas suas provas. Depois da “morte”, quando o Anjo da Libertação lhe houver ceifado a existência, será lançado ao fogo, isto é, será – primeiro – ao entrar em expiação no mundo espiritual, submetido a sofrimentos ou torturas morais, proporcionados e apropriados aos crimes que haja cometido; depois – à reencarnação que, abrindo-lhe a caminho da reparação, e ao mesmo tempo, meio de purificação e de progresso.