quinta-feira, 4 de julho de 2013

A CIÊNCIA DO CRISTIANISMO



A CIÊNCIA DO CRISTIANISMO


P – Apreciamos muito a diferença entre batismo com água e batismo com o Espírito Santo. Isso, devemos, realmente, à Doutrina codificada por Allan Kardec. Como o CEU da LBV encara o Espiritismo?


R – Em todas as obras do Codificador, e são seis, não há uma linha, sequer, classificando o Espiritismo como religião. Ele veio para unificar as crenças e todos os ismos humanos num Cristianismo diferente do ensinado pelos homens: o CRISTIANISMO DO CRISTO. Este CRISTIANISMO não será mais uma religião, porque será A RELIGIÃO DO TERCEIRO MILÊNIO. Nele se fundirão, para sempre, todas as religiões criadas pelos que se dizem seguidores do cristo, como também todas as outras chamadas não-cristãs. Autêntico emissário de Jesus, Kardec não desejou – nem deseja – ser colocado acima de seu Mestre. O Espiritismo, a Doutrina dos Espíritos, é portanto, A CIÊNCIA DO CRISTIANISMO DO NOVO MANDAMENTO, A RELIGIÃO DE DEUS, a única religião que os homens não forjaram. Ela está nos Evangelhos (especialmente no de João), nos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas e no Apocalipse, como o demonstra a Quarta Revelação, que é a última deste ciclo, e que pertence – como as três anteriores – ao CRISTO DE DEUS. O Espiritismo veio com o objetivo de vos preparar para o estado de perfeição, abrindo-vos os olhos para a LUZ, desenvolvendo gradualmente a vossa inteligência, pondo-vos assim em condições de romper francamente – e para sempre – com todas as fraquezas da vossa humanidade, afim de estardes prontos a receber o Espírito da Verdade quando começar o seu reinado, isto é, APTOS A RECEBER A VERDADE EM TODA A SUA EXTENSÃO. Para alcançardes essa grande meta, preciso é que trabalheis sem cessar sobre vós mesmos, destruindo tudo o que pertence ao homem velho, vencendo todas as tentações da carne (para evitar exageros, explicaremos adiante o que designamos por tentações da carne), trabalhando continuamente pelo vosso progresso moral. A Terceira Revelação de Jesus teria, pois, o objetivo: a perfeição humana. Para alcança-la, três meios a empregar: CARIDADE, ESTUDO, AMOR. Tudo em benefício de todos os vossos irmãos, recebendo a Luz que vos é dada e levando-a a toda parte, para que suas centelhas iluminem ao longe, auxiliando por essa forma o advento do Espírito da Verdade. Nós vos exortamos a vencer as tentações da carne: não concluais daí que vos forcemos – como fizeram vossos pais – às macerações materiais, à abstinência de apetites humanos, quaisquer que sejam, impostos pelas leis da vossa natureza. Longe disso! Não é cobrindo-vos de cilícios que vencerás a carne; não é recusando atender às exigências do corpo – NEGANDO-LHE O QUE FOR JUSTO E NECESSÁRIO – que vós o dominareis. Deveis, sim, manter-vos em guarda, constantemente, contra seus excessos, contra seus desvios. Não esqueçais estas palavras do Mestre: “O Espírito (pela tentação) está pronto, mas a carne é fraca”. Lutai contra as tentações que infringem as Leis Divinas, mas conceda ao vosso corpo tudo o que a matéria exige sempre, nos limites de uma prudente sobriedade. Insistimos: Não vos martirizeis pensando em agradar ao Senhor: deveis, ao contrário, manter o vosso corpo no equilíbrio necessário ao curso das vossas provas, sobretudo não vos abandoneis à indolência. Orai e vigiais sem cessar. O homem sem fé e de pouca inteligência, que estais sob as vistas do Senhor, que julga – não só as vossas mais secretas ações – como também os pensamentos mais ocultos do vosso coração. Vigiais, portanto, a fim de que vossos pensamentos e ações possam ser revelados, não somente diante do vosso Pai, mas perante cada um dos vossos irmãos; orai, para que vossos atos estejam sempre em relação com vossos pensamentos. A ORAÇÃO AGRADÁVEL A DEUS É O TRABALHO. Trabalho da inteligência e trabalho do corpo. Cada um de vós deve trabalhar conforme a tarefa que lhe está confiada. Cada um de vós, portanto, deve orar continuamente. Trabalhai, eis a oração. Vigiai, isto é, cuidai de vos garantir, exercendo permanente vigilância sobre vós mesmos. Só assim vossa carne se tornará forte e não mais temereis a tentação. Vigiai e orai, porque o Mestre conta convosco. O Espírito da Verdade virá sempre e vos dará o conhecimento de tudo o que, ainda por algum tempo, terá de permanecer oculto, ele vos ensinará a encarar a Santa Luz sem serdes ofuscados por ela. O Espírito da Verdade não é um ser corporal ou fluídico: é o CONHECIMENTO INTEGRAL DA VERDADE, conhecimento que não podereis adquirir senão pelo vosso aperfeiçoamento. Ora, o vosso aperfeiçoamento não pode ser operado senão pelos Espíritos do Senhor, sob o comando direto do Mestre. Tal a razão porque Jesus é o CRISTO e, ao mesmo tempo, O ESPÍRITO DA VERDADE: por isso podeis entender – como Espírito da Verdade – de modo complexo e simbólico ao mesmo tempo. Primeiro os Espíritos mais elevados, que auxiliam Jesus na sua missão redentora, conduzindo-vos gradualmente ao conhecimento integral da Verdade; finalmente o próprio Jesus que volta, para dar aos que vivem seu Novo Mandamento esse conhecimento integral, quando estiverem prontos a recebe-lo e fazem dignos de o merecer.

segunda-feira, 11 de março de 2013

XI CONGRESSO DA LBV 01/10/1967 - ALZIRO ZARUR

XI CONGRESSO DA LBV
01 DE OUTUBRO DE 1967 - ALZIRO ZARUR 

Eu quero agradecer, de fato, o trabalho Divino dos Legionários, mas principalmente da Mocidade, que esta cresceu como Soldadinho de Deus e agora está com uma mentalidade nova, sem vícios do passado, vícios espirituais, preconceitos espirituais, barreiras espirituais e, evidentemente, eu tenho aqui uma Mocidade que eu não troco, não vendo, e não dou, é a maior do mundo, a Mocidade Legionária. Esta Mocidade Legionária é que vai fazer o trabalho final, vocês entenderam o negócio. Para isso estou aí há 20 anos, aí trabalhando, trabalhando, trabalhando, lapidando os meus diamantes, é para isso – vocês é que vão completar este trabalho, meus amigos! Nós que já passamos, assim, da juventude, não continuamos também velhos, não é? Porque a Mocidade é eterna, o espírito é sempre jovem. Quem está com Jesus não pode ter reumatismo, é incompatível. Pensar em Jesus e ter reumatismo é condenável. De modo que, vocês prometendo a Jesus que vão se movimentar no trabalho Dele, não há reumatismo que aguente. 


ALZIRO ZARUR

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Nascimento de João // O Cântico de Zacarias




NASCIMENTO DE JOÃO


P – Em nosso posto familiar, que é a Igreja do Novo Mandamento em casa, estamos fazendo reuniões à luz do Evangelho explicado pelo Espírito da Verdade. Como é que o CEU da LBV explica os versículos 57 a 66, Capitulo Primeiro, do Evangelho segundo Lucas?

R – Vamos ler o trecho citado:

57 – Cumpriu-se o tempo de Isabel das à luz, e ala teve um filho. 58 – Seus vizinhos e parentes, tendo sabido que o Senhor usara de misericórdia para com ela, a felicitavam. 59 – No oitavo dia, como trouxesse o menino para a circuncisão, todos lhe chamavam Zacarias, dando-lhe o nome do pai. 60 – A mãe, porém, disse: “Não, ele se chamará João”. 61 – Responderam-lhe: “Não há na vossa família quem tenha esse nome”. 62 – E, ao mesmo tempo perguntavam ao pai do menino como queria que este se chamasse. 63 – Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”, o que encheu de espanto a toda gente. 64 – No mesmo instante se lhe abriu a boca, soltou-se-lhe a língua e ele começou a falar, louvando o Senhor Deus. 65 – Todos os que habitavam nas vizinhanças se encheram de temor; a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda região e montanhas da Judéia; 66 – e todos, os que as ouviram, guardaram delas lembrança, e diziam entre si: “Quem virá a ser, um dia, este menino?”, pois sobre ele estava a mão do Senhor.

Estes versículos não precisam de comentários amplos. Provam que tudo, nos desígnios do Senhor, se encadeia harmoniosamente. Todos os acontecimentos estavam preparados, e haviam de concorrer para a execução da obra. A resposta de Isabel aos parentes e vizinhos: “Não ele se chamará João”, não foi efeito de mediunidade audiente, ou de inspiração espiritual: por meio da escrita em tábuas de cera, Zacarias cientificara a Isabel das palavras proferidas pelo Anjo (ou Espírito) que lhe aparecera no templo. Pelo o que já vos dissemos, explicando como se produzira a mudez de Zacarias, deveis compreender por que modo se lhe soltou a língua, isto é, por que modo cessou para ele a mudez e lhe foi restituída a palavra: pela ação dos Espíritos do Senhor, por efeito do magnetismo espiritual, houve a dispersão dos fluidos, que tinham servido para tornar pesada a sua língua e provocar a paralisia aparente.



CÂNTICO DE ZACARIAS


P – O povo está recebendo com muita alegria as explicações do CEU da LBV, através do Espírito da Verdade. Como deve ele entender as palavras contidas nos versículos 67 a 80, Capitulo Primeiro, do Evangelho de Jesus segundo Lucas?

R – Eis a passagem:

67 – Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68 – “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, por ter visitado e resgatado seu povo; 69 – por nos ter suscitado um poderoso Salvador na casa do seu servo David, 70 – conforme prometera pela boca de seus santos profetas, que existiram em todos os séculos passados, 71 – para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos aqueles que nos odeiam; 72 – para usar de misericórdia com nossos pais, lembrando-se da sua aliança, 73 – como jurou a Abraão nosso pai, quando nos prometeu a graça 74 – de que, livres dos nossos inimigos, o serviríamos sem temor, 75 – na santidade e na justiça em sua presença, por todos os dias da nossa vida. 76 – E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porquanto irás adiante do Senhor, para lhe preparar os caminhos, 77 – para dar ao seu povo o conhecimento da salvação pela remissão dos pecados, 78 – e pelas entranhas de misericórdia do nosso Deus, graças as quais este sol que vem do Alto nos visitou, 79 – para iluminar todos aqueles que estão sentados nas trevas e na sombra da morte e dirigir nossos passos pelo caminho da paz”. 80 – E o menino crescia e se fortificava no Espírito, permanecendo no deserto até ao dia em que teria de aparecer diante do povo de Israel.

Todos vós podeis, como Zacarias, louvar o Senhor pela graça que vos fez, de visitar novamente, agora, o seu povo, pelo advento do Espírito da Verdade, depois de o ter visitado – e resgatado – a primeira vez com a vinda de Jesus. Os Hebreus contavam que o prometido Messias fosse um libertador material. Atribuindo tudo ao presente, os homens não compreenderam que seus vícios eram os inimigos dos quais deviam ser libertados. Compreendei-o todos vós, empregando todos os esforços para atingir a LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL, como o devem fazer os discípulos do Cristo, aos quais Ele agora ensina todas as verdades sem os mentirosos véus com que as tinham coberto. Os discípulos, hoje, são aqueles que lhe seguem os passos com a orientação permanente dos Espíritos do Senhor. Ainda uma vez, o Sol da Verdade, luz para vós. Sim, o Mestre vos ilumina. Não fecheis os olhos: preparai os caminhos, para que Ele possa realmente caminhar convosco e conduzir-vos ao seu reino, isto é, perfeição moral, intelectual e espiritual. Acabamos de dize-lo e repetimos, o Mestre, mais uma vez, visita e resgata o seu povo pelo ADVENTO DA VERDADE. Há quase dois mil anos, Jesus ensinou a Verdade, mas não TODA A VERDADE. Isto Ele o declarou com muita clareza, firmando o princípio das Revelações Progressivas. Só deu aos homens, naquele tempo, o que estes podiam entender e de maneira por que o podiam suportar. Se os homens se tivessem contentado com o que receberam, a Verdade não poderia conquistar o seu reino, que as tradições, os preconceitos, os dogmas – provocados, alimentados e conservados por espírito de dominação, de cupidez e tirania – se conluiaram para destruir. Estais na época do ESPÍRITO DA VERDADE: a Verdade se despoja de todas as mentiras que a furtavam à pobre Humanidade, afogando-a nas trevas, quando é certo que a libertam as ondas da Luz Divina. Como vedes, o Senhor não abandona seus filhos nas garras da mentira: deixou seguirem o caminho que haviam escolhido, porque só assim ganhariam experiência e verificariam a inutilidade das doutrinas humanas. Hoje, estais crescidos. Vossos olhos, fatigados de tatear nas sombras, pedem a Luz e se voltam para ela, sustentada pela Verdade. Para tudo é preciso um começo. O Espírito da Verdade descerá a toda a Terra e marcará o fim do mundo, isto é, o fim da maldade gerada pela ignorância da Lei de Deus. Mas, para todo advento, é indispensável uma era preparatória. João, o Precursor de Jesus, concitava os homens ao arrependimento e os batizou com água. Veio Jesus e lhes ensinou O MODO DE SE ARREPENDEREM, e os batizou com o Espírito Santo, isto é, fez que descesse sobre eles o Espírito do Senhor, devolvendo-lhes os dons carismáticos, as faculdades que os punham em condição de receber a inspiração. O batismo com o Espírito Santo é a comunhão com os Espíritos elevados que velam por vós. Mas, para chegar a essa comunhão, era preciso ao tempo da missão terrena de Jesus – E AGORA MUITO MAIS – ser puro, cheio de zelo, de amor e de fé, como os Apóstolos fiéis. Eis porque está convosco o Espírito da Verdade, que vos ensina a distinguir entre a Verdade e a mentira desenvolvendo a vossa experiência, estimulando a vossa perspicácia, aumentando o vosso devotamento, clareando a vossa inteligência, iluminando os vossos corações, tornando-vos dignos da proteção do Alto.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

JESUS, O CRISTO – XI




JESUS, O CRISTO – XI


P – Estamos atentos à advertência da LBV: a Unificação das Quatro Revelações é do próprio Jesus, e só poderá ser julgada após a última linha da interpretação do Apocalipse. O Unificador é o Cristo! Quatro são os Evangelhos, Quatro são as Revelações! Como explica o CEU os versículos 46 a 56, Capitulo Primeiro, do Evangelho de Jesus segundo Lucas?

R – Contém o cântico da Virgem:

46 – Disse, então, Maria: “Minha alma glorifica o Senhor, 47 – e meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48 – Pois Ele deu atenção à humanidade da sua serva e, daqui por diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 – porquanto grandes coisas me fez o Todo-Poderoso, cujo o nome é Santo, 50 – e cuja misericórdia se espalha, de idade em idade, sobre aqueles que o amam. 51 – Manifestou a força do seu braço; dispersou os que se elevaram, cheios de orgulho, nos seus pensamentos íntimos; derrubou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes; 53 – cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos de mãos vazias; 54 – recebeu Israel como seu servo, lembrando-se da sua misericórdia, 55 – conforme disse aos nossos pais, a Abraão e a sua posteridade na sucessão dos séculos”. 56 – Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses; depois regressou à sua casa.

Versículos 46, 47, 48: – Não há, aqui, o que explicar. É um transporte de reconhecimento e de amor, que deveis imitar. Vs. 49 e 50: – Podeis aplicar as palavras destes versículos ao tempo em que viveis, no esplendor do Espírito da Verdade, selando a regeneração da Humanidade. Glorificai o Senhor, que vos envia seus Bons Espíritos, que espargem por toda parte sua luz suave e pura. Glorificai o Senhor, que por vós faz grandes coisas e neutraliza os desígnios dos maus. Ele detém a corrupção que vos ameaça destruir, e ainda vos dá o bálsamo que cura todas as feridas. Agradecei, glorificando o Senhor, as bênçãos da sua misericórdia e do seu infinito amor. Vs. 52, 53, 54, 55: – Ainda por amor de vós, o Senhor mostra o seu poder, servindo-se de instrumentos bem fracos apara abater os muito poderosos. Glorificai o Senhor, porque vai terminar o reinado do orgulho e da maldade. Sim, os médiuns são os instrumentos de que se valem os Espíritos Superiores para rebaixar o egoísmo, a ambição, a cupidez e a tirania. Israel é uma palavra simbólica: DESIGNA, ESPIRITUALMENTE, TODA A HUMANIDADE TERRESTRE. Os homens são UM aos olhos do Senhor. Para Ele não há povos nem nacionalidades. Deus sempre usa de misericórdia para com aqueles que o amam e cumprem seus Mandamentos. Sua mão potente destrói, porém, os orgulhosos romanos, que pretendam levantar muito alto “a fronte altiva”. Dá o pão à criancinha que o pede com o coração cheio de humildade; mas despoja o orgulhoso que só confia nas suas riquezas. Ele é o apoio dos bons, mas é o terror dos maus. Glorificai o Senhor Onipotente!

P – Estes termos do versículo 50: “Sua misericórdia se espalha, de idade em idade, sobre aqueles que o amam”, encerram no seu sentido, então oculto para todos, mas que a Terceira Revelação veio por a descoberto, uma referência a reencarnação, lei imutável da Natureza e que é a expressão sublime da justiça de Deus?

R – Sim, mas também se referem ao Mandamento que diz (Êxodo, XXVIII: 5-6): “Puno a iniqüidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta gerações daqueles que me aborrecem; uso de misericórdia, em mil gerações, para com aqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos”. O pensamento é o mesmo: a mão do Senhor pesa sobre o homem, através das gerações, por meio da Grande Lei da Reencarnação, visando ao seu progresso, ao seu aperfeiçoamento moral, mediante a expiação e a reparação, até que ele se tenha despojado de todas as suas impurezas. O homem, na sua cegueira espiritual, entendeu que Deus feria os pais nos filhos. Assim era somente na aparência. A letra dessa linguagem convinha aos Hebreus, que só pelo terror podiam ser governados. Mas o conhecimento do DEUS DE AMOR mostrava não ser mais, embora o homem não procurasse compreender o desacordo que havia entre a Justiça e a vingança. A letra era para os povos primitivos; estamos agora na era do espírito.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CONGRESSO 2013


JESUS CRISTO IX E X




JESUS, O CRISTO – IX


P – A resposta do Anjo (ou Espírito) a Maria Santíssima (v. 37) merece uma explicação geral para todos os filiados e simpatizantes do CEU da LBV, diante do seu caráter anti-sectário. Como todos devem entender estas palavras humanas, tantas vezes repetidas: “A Deus nada é impossível”?

R – Deus, só e único principio universal, só e única potência criadora, na imensidade, no infinito, é imutável e eterno. Tudo Ele previu, tudo quis e tudo regulou desde toda a eternidade. Assim, tudo emana da sua Boa Vontade, e NADA SE REALIZA SEM A SUA PERMISSÃO. Sabei, de uma vez por todas, que não há “acaso” nem há “milagre”. Para o Todo-poderoso, as palavras acaso e milagre não têm sentido. Deveis considera-las, apenas, como exprimindo a ignorância dos homens quanto as verdadeiras causas dos fenômenos e dos fatos, devidos sempre a uma aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, à ação dessas leis ou à apropriação delas aos diversos planetas, sob a direção permanente do Espírito. As palavras humanas possível e impossível são, igualmente, como estas outras – tempo, duração, espaço – desprovidas para Deus de qualquer significação. Elas só têm sentido para as criaturas na vida e harmonia universais, por causa e em conseqüência da ignorância e da incapacidade dos Espíritos encarnados, ignorância e incapacidade resultantes da carência, neles, de elevação moral e intelectual, de conhecimento cientifico das leis do universo, dos poderes de Deus, ACIMA DE TODO O ENTENDIMENTO DA CIÊNCIA MATERIALISTA. Nada há contingente, nem facultativo, sob a ação espiritual com relação ao que é físico. Os efeitos são todos os mesmos, e se sucedem regularmente. TUDO É IMUTÁVEL NA NATUREZA, só que nem tudo está ao vosso alcance: se a vossa inteligência, como à vossa vista, causam espanto muitos dos efeitos que uma ou outra percebem, é simplesmente por lhes serem novos esses efeitos. Todos eles, porém, estão na ordem da natureza. Vós é que não estais ainda, em estado de os apreender. Somente o que é moral e intelectual é contingente e facultativo, sob a ação espiritual e por ato do livre arbítrio dos Espíritos reencarnados, mas sempre nos limites das provações por que devam passar, a título de expiação. O Espírito, porém, reencarnado ou errante, nada pode fazer nem reproduzir senão pela simples aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, ou pela, apropriação delas ao meio onde os efeitos se operam. Unicamente nos limites e sob a ação de tais leis é que entre vós e em conseqüência da vossa ignorância, tomam o nome de “milagres” as suas aparentes derrogações que, entretanto, não passam de aplicações, DESCONHECIDAS PARA OS HOMENS, INCLUSIVE OS CIENTISTAS, das mesmas leis, de efeitos dessas aplicações, tais leis ao vosso planeta, NÃO HÁ NADA SOBRENATURAL. Tudo emana, por toda parte e sempre, da Boa Vontade Imutável de Deus, conforme às leis universais inalteráveis, por Ele mesmo estabelecidas desde toda a eternidade e que desse modo participam da sua essência mesma.



JESUS, O CRISTO – X


P – Hoje, devido à pregação da LBV, sabemos que se completam o Evangelho e o Apocalipse: quem não sabe Apocalipse já não pode afirmar que sabe Evangelho. Esta é, a nosso ver, a grande vantagem da UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES DO CRISTO DE DEUS. Como o CEU interpreta os versículos 39 a 45, Capitulo Primeiro, do Evangelho de Jesus segundo Lucas?

R – Trata-se da visita de Maria a Isabel:

39 – Ora, por aqueles dias, Maria, levantando-se, tomou apressadamente a direção das montanhas, indo a uma cidade de Judá. 40 – E, entrando na casa de Zacarias, saudou Isabel. 41 – Sucedeu que, a ouvir Isabel a saudação de Maria, menino lhe saltou n ventre, e ela ficou cheia d Espírito Santo. 42 – Exclamou, então, em alta voz: “És bendita entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 – E de onde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? 44 – Sim, porque – mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste – meu filho saltou de alegria dentro de mim. 45 – Bem-aventurada tu, que acreditaste, porque o que te foi dito, da parte do Senhor, se cumprirá”.

O Espírito de Jesus estava ao lado de Maria, em casa de Isabel. Ele a acompanhava, então, como fazem os vossos Anjos da Guarda. O Espírito de João não precisou ver chegar Jesus, porque também estava lá. Era livre: os penosos preliminares da encarnação, como já dissemos, não o afetavam. Nenhuma perturbação experimentava, e não perdeu a consciência de si mesmo e da sua origem, senão um momento antes de nascer. Não tendo de suportar as angústias da encarnação, a relação entre João-Espírito e o feto se estabeleceu desde a concepção de Isabel. A ação do Espírito se podia fazer sentir, quando fosse preciso, para dar novo testemunho dos fatos. O ato que produziu o estremecimento, no ventre de Isabel, visava a aumentar o número das provas do fato anunciado. As palavras que ela dirigiu à Virgem foram um efeito mediúnico, fruto da ação ou inspiração dos Espíritos do Senhor. Isabel as pronunciou como médium inspirado e, por isso, cheia do Espírito Santo. Dizendo “bendito é o fruto do teu ventre”, falava a Maria em termos que ambas pudessem compreender. Exprimiu-se desse modo, sob a inspiração do Alto, de acordo com a crença que as duas, e depois todos, haviam de partilhar. Crença que se tornaria e – POR EFEITO DA REVELAÇÃO APROPRIADA AO ESTADO DAS INTELIGÊNCIAS E ÀS NECESSIDADES DA ÉPOCA – se tornou comum, vulgar, destinada a subsistir até ao dia em que, com o advento do Espírito da Verdade, se verificasse a exatidão destas palavras: a letra mata, o espírito vivifica. É o que acontece aos vossos olhos, uma vez explicado, em Espírito e Verdade, o que da parte do Senhor fora dito à Virgem Maria. Crede, os tempos chegaram e tudo será restaurado pela Boa Vontade do Cristo, à luz do seu Novo Mandamento.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

JESUS, O CRISTO – VII e VIII




JESUS, O CRISTO – VII


P – Na transmissão anterior da Doutrina do CEU da LBV, despertou nossa atenção este trecho: “Deixai que os materialistas envolvam o Mestre numa veste de carne igual à vossa; por mais que façam, não conseguirão nunca igualá-lo nesta desgraçada era apocalíptica”. Quais o sentido e o alcance destas últimas palavras?

R – Não há, nem haverá, por longo tempo ainda, um homem que possa viver a vida de Jesus. Tendes muitíssimo que fazer, para chegar lá, principalmente neste fim de ciclo. Podeis, entretanto, aproximar-vos dele. O homem de vosso planeta e todos os Espíritos, sejam quais forem – quer habitem os mundos inferiores para um fim de provação ou de expiação, ou ainda para o desempenho de suas missões, quer tenham alcançado os mundos superiores – participarão, já o dissemos e repetimos, da pureza de Jesus e da sua felicidade. Mas em que condições e por quais caminhos? Só mesmo adquirindo a perfeição, pela constante prática do AMOR que, através de todos os séculos, em todos os tempos da eternidade, é a fonte e o meio de todos os progressos: dá acesso à todas as ciências e conduz a Deus.

P – Nestas frases: “Deus é a única potencia criadora, que reina sobre todos os universos, é o único princípio universal, mas não divisível; cria, mas não pela divisão da sua essência”, que sentido se deve dar às seguintes palavras: “não divisível”, “não pela divisão da sua essência”?

R – Elas encerram a resposta ao dogma das três pessoas, mantido até hoje pela Igreja.

P – Estas palavras do Anjo (v. 28): “O Senhor está contigo, és bendita entre todas as mulheres”, tomadas ao pé da letra e confrontadas com os vs. 31, 32, 33, 34, 35 e 38, justificam a divindade atribuída a Jesus por efeito da encarnação do próprio Deus no seio de Maria?

R – O homem, como sempre, materializa tudo o que suas mãos tocam. Tirar semelhantes conclusões não é aviltar a divindade? O Senhor estava com Maria, mulher entre todas bendita, por ser ela, entre todas, Espírito muito puro no desempenho da sua missão na Terra. Eis tudo.

P – Qual, despojado da letra que mata, o espírito que vivifica, a significação destas palavras do Anjo à Virgem Maria (v. 30): “caíste em graça perante Deus”?

R – Estás em graça (ou caíste em graça) quer significar apenas o seguinte: – Obtiveste de Deus a missão que pediste.

P – Qual o motivo destas palavras do Anjo à Virgem (v. 31): “É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho, ao qual darás o nome de Jesus”, nunciativas de uma concepção material humana no ventre de uma virgem, contrariamente às leis imutáveis de reprodução do nosso planeta, com derrogação dessas leis, quando é certo que a vontade imutável de Deus jamais derroga as leis da Natureza, por Ele estabelecidas de toda a eternidade, dando isso causa a que aquela concepção fosse pelos homens considerada sobrenatural, miraculosa, divina, como obra do Espírito Santo?

R – Não era ainda conveniente que os homens erguessem o véu que lhes ocultava os segredos de além-túmulo. Convinha que acreditassem na matéria sensível e impressionável, NA DOR FÍSICA, para darem valor ao sacrifício. E também convinha, já o dissemos e repetimos, que acreditassem na origem divina de Jesus, exatamente para que se curvassem ao seu jugo, para que a missão do Mestre fosse aceita e suas leis obedecidas.

P – Qual a razão destas outras palavras do Anjo à Virgem Maria (v. 32): “O Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai” e “ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob”?

R – Era necessário um fio que ligasse as promessas do Antigo Testamento – as interpretações que lhe tinham sido dadas às necessidades do momento – às promessas feitas para o futuro. Constituiu esse fio o aparente parentesco, por descendência de tribo. Eis por que José encarnou na tribo de David e não em outra. Tudo é concatenado nos desígnios do Senhor e nos acontecimentos sucessivos, que preparam e efetuam, em cada transição, o vosso progresso e a obra da regeneração humana.

P – Qual, tirado da letra o espírito, o significado destas palavras (v. 33): “E o seu reino não terá fim”?

R – Não terá fim porque o vosso Salvador vos há de levar à perfeição. Não é Jesus o emblema da perfeição? E o seu reino não estará eternamente firmado quando a houverdes atingido? Sem dúvida, seu reino não terá fim.



JESUS, O CRISTO – VIII


P – Em face destas palavras de Maria (v. 34): “Como sucederá isso, se não conheço varão?”, qual a significação da resposta do Anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti”?

R – O Espírito Superior anunciava assim à Virgem que seus olhos se abririam, que ela iria compreender um “mistério” que lhe parecia, então, impenetrável. Efetivamente, mais tarde, a tempo e hora, Maria – a exemplo dos homens e sob  a inspiração dos Espíritos do Senhor – atribuiu à ação divina, como convinha que o fizesse, aquela que lhe fora anunciada, tendo em vista as palavras do Anjo a José: “Aquele que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo”. Ela, então, percebeu a missão especial que Jesus viera desempenhar: lembrou-se.

P – “E a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”. Qual é a significação das palavras do Anjo e como podia tal sombra fazer que Maria concebesse e desse à luz um filho?

R – A interpretação foi feita falsamente, de um ponto de vista material. Com aquelas palavras, o Espírito (ou Anjo) tinha por fim tranqüilizar Maria que, na sua condição humana, se atemorizava ante a idéia de ficar sua vida maculada por uma concepção ilegal aos dos homens.

P – E como devemos entender as palavras: “Eis por que aquele, que de ti há de nascer, será chamado o FILHO DE DEUS”?

R – Elas confirmam o que acabamos de dizer. Aquele que de ti há de nascer (por obra do Espírito Santo) será chamado O FILHO DE DEUS. Esse título, segundo o espírito que vivifica, só se aplica a Jesus em consideração à sua pureza. Mas todos vós podeis conquista-lo. É o que foi dito a João na Ilha de Patmos: “Disse-me ainda: – Tudo está feito. Eu sou o A e o Z, o princípio e o fim. A quem tem sede EU darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, EU serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse, XXI: 6-7). Do ponto de vista humano, o exemplo de Jesus serviria para que os homens se elevassem a seus próprios olhos e COMPREENDESSEM O AMOR DE DEUS. Não havendo divindade a que não se oferecessem sacrifícios sangrentos, qual não deveria ser, aos olhos dos homens, a grandeza de Deus, qual não se contentava senão com o holocausto do seu filho bem-amado e único (relativamente a vós outros), a qual não deveria ser, aos olhos de Deus, o valor dos homens, uma vez que, para os resgatar, era indispensável tamanho sacrifício?!... Homens, não esqueçais (dissemos e repetimos) que éreis criancinhas e quase ainda o sois; que a cada época se deve falar a linguagem conveniente, para ser compreendido e, sobretudo, escutado. Não vos deixeis levar pelos filósofos sem filosofia, que – não compreendendo os meios transitórios e necessários da Revelação, empregados para a efetivação do vosso progresso – negam a realidade e o objetivo das manifestações dos Espíritos do Senhor. Estas manifestações, sempre em obediência à vontade do Altíssimo se produzem para a vossa regeneração. Os Espíritos são instrumentos: preparam o caminho sem o saberem e, muitas vezes, sem o quererem. A entrada estava impedida: eles removeram os materiais que a obstruíam. Nós ergueremos o Edifício que o homem não tentará destruir, porque nele encontrará a paz, a esperança, a felicidade.

P – Qual o significado das seguintes palavras que o Anjo dirigiu à Virgem Maria (v. 37): “E nada será impossível a Deus”?

R – Refere-se, do ponto de vista do mundo espiritual, à manifestação, ao aparecimento de Jesus na Terra com um corpo fluídico; do ponto de vista de Maria, explica o que ela considerava um “milagre”, isto é, um fato impossível.