terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

JESUS, O CRISTO – XI




JESUS, O CRISTO – XI


P – Estamos atentos à advertência da LBV: a Unificação das Quatro Revelações é do próprio Jesus, e só poderá ser julgada após a última linha da interpretação do Apocalipse. O Unificador é o Cristo! Quatro são os Evangelhos, Quatro são as Revelações! Como explica o CEU os versículos 46 a 56, Capitulo Primeiro, do Evangelho de Jesus segundo Lucas?

R – Contém o cântico da Virgem:

46 – Disse, então, Maria: “Minha alma glorifica o Senhor, 47 – e meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48 – Pois Ele deu atenção à humanidade da sua serva e, daqui por diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 – porquanto grandes coisas me fez o Todo-Poderoso, cujo o nome é Santo, 50 – e cuja misericórdia se espalha, de idade em idade, sobre aqueles que o amam. 51 – Manifestou a força do seu braço; dispersou os que se elevaram, cheios de orgulho, nos seus pensamentos íntimos; derrubou de seus tronos os poderosos e elevou os humildes; 53 – cumulou de bens os que estavam famintos e despediu os ricos de mãos vazias; 54 – recebeu Israel como seu servo, lembrando-se da sua misericórdia, 55 – conforme disse aos nossos pais, a Abraão e a sua posteridade na sucessão dos séculos”. 56 – Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses; depois regressou à sua casa.

Versículos 46, 47, 48: – Não há, aqui, o que explicar. É um transporte de reconhecimento e de amor, que deveis imitar. Vs. 49 e 50: – Podeis aplicar as palavras destes versículos ao tempo em que viveis, no esplendor do Espírito da Verdade, selando a regeneração da Humanidade. Glorificai o Senhor, que vos envia seus Bons Espíritos, que espargem por toda parte sua luz suave e pura. Glorificai o Senhor, que por vós faz grandes coisas e neutraliza os desígnios dos maus. Ele detém a corrupção que vos ameaça destruir, e ainda vos dá o bálsamo que cura todas as feridas. Agradecei, glorificando o Senhor, as bênçãos da sua misericórdia e do seu infinito amor. Vs. 52, 53, 54, 55: – Ainda por amor de vós, o Senhor mostra o seu poder, servindo-se de instrumentos bem fracos apara abater os muito poderosos. Glorificai o Senhor, porque vai terminar o reinado do orgulho e da maldade. Sim, os médiuns são os instrumentos de que se valem os Espíritos Superiores para rebaixar o egoísmo, a ambição, a cupidez e a tirania. Israel é uma palavra simbólica: DESIGNA, ESPIRITUALMENTE, TODA A HUMANIDADE TERRESTRE. Os homens são UM aos olhos do Senhor. Para Ele não há povos nem nacionalidades. Deus sempre usa de misericórdia para com aqueles que o amam e cumprem seus Mandamentos. Sua mão potente destrói, porém, os orgulhosos romanos, que pretendam levantar muito alto “a fronte altiva”. Dá o pão à criancinha que o pede com o coração cheio de humildade; mas despoja o orgulhoso que só confia nas suas riquezas. Ele é o apoio dos bons, mas é o terror dos maus. Glorificai o Senhor Onipotente!

P – Estes termos do versículo 50: “Sua misericórdia se espalha, de idade em idade, sobre aqueles que o amam”, encerram no seu sentido, então oculto para todos, mas que a Terceira Revelação veio por a descoberto, uma referência a reencarnação, lei imutável da Natureza e que é a expressão sublime da justiça de Deus?

R – Sim, mas também se referem ao Mandamento que diz (Êxodo, XXVIII: 5-6): “Puno a iniqüidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta gerações daqueles que me aborrecem; uso de misericórdia, em mil gerações, para com aqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos”. O pensamento é o mesmo: a mão do Senhor pesa sobre o homem, através das gerações, por meio da Grande Lei da Reencarnação, visando ao seu progresso, ao seu aperfeiçoamento moral, mediante a expiação e a reparação, até que ele se tenha despojado de todas as suas impurezas. O homem, na sua cegueira espiritual, entendeu que Deus feria os pais nos filhos. Assim era somente na aparência. A letra dessa linguagem convinha aos Hebreus, que só pelo terror podiam ser governados. Mas o conhecimento do DEUS DE AMOR mostrava não ser mais, embora o homem não procurasse compreender o desacordo que havia entre a Justiça e a vingança. A letra era para os povos primitivos; estamos agora na era do espírito.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CONGRESSO 2013


JESUS CRISTO IX E X




JESUS, O CRISTO – IX


P – A resposta do Anjo (ou Espírito) a Maria Santíssima (v. 37) merece uma explicação geral para todos os filiados e simpatizantes do CEU da LBV, diante do seu caráter anti-sectário. Como todos devem entender estas palavras humanas, tantas vezes repetidas: “A Deus nada é impossível”?

R – Deus, só e único principio universal, só e única potência criadora, na imensidade, no infinito, é imutável e eterno. Tudo Ele previu, tudo quis e tudo regulou desde toda a eternidade. Assim, tudo emana da sua Boa Vontade, e NADA SE REALIZA SEM A SUA PERMISSÃO. Sabei, de uma vez por todas, que não há “acaso” nem há “milagre”. Para o Todo-poderoso, as palavras acaso e milagre não têm sentido. Deveis considera-las, apenas, como exprimindo a ignorância dos homens quanto as verdadeiras causas dos fenômenos e dos fatos, devidos sempre a uma aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, à ação dessas leis ou à apropriação delas aos diversos planetas, sob a direção permanente do Espírito. As palavras humanas possível e impossível são, igualmente, como estas outras – tempo, duração, espaço – desprovidas para Deus de qualquer significação. Elas só têm sentido para as criaturas na vida e harmonia universais, por causa e em conseqüência da ignorância e da incapacidade dos Espíritos encarnados, ignorância e incapacidade resultantes da carência, neles, de elevação moral e intelectual, de conhecimento cientifico das leis do universo, dos poderes de Deus, ACIMA DE TODO O ENTENDIMENTO DA CIÊNCIA MATERIALISTA. Nada há contingente, nem facultativo, sob a ação espiritual com relação ao que é físico. Os efeitos são todos os mesmos, e se sucedem regularmente. TUDO É IMUTÁVEL NA NATUREZA, só que nem tudo está ao vosso alcance: se a vossa inteligência, como à vossa vista, causam espanto muitos dos efeitos que uma ou outra percebem, é simplesmente por lhes serem novos esses efeitos. Todos eles, porém, estão na ordem da natureza. Vós é que não estais ainda, em estado de os apreender. Somente o que é moral e intelectual é contingente e facultativo, sob a ação espiritual e por ato do livre arbítrio dos Espíritos reencarnados, mas sempre nos limites das provações por que devam passar, a título de expiação. O Espírito, porém, reencarnado ou errante, nada pode fazer nem reproduzir senão pela simples aplicação das leis universais, naturais e imutáveis, ou pela, apropriação delas ao meio onde os efeitos se operam. Unicamente nos limites e sob a ação de tais leis é que entre vós e em conseqüência da vossa ignorância, tomam o nome de “milagres” as suas aparentes derrogações que, entretanto, não passam de aplicações, DESCONHECIDAS PARA OS HOMENS, INCLUSIVE OS CIENTISTAS, das mesmas leis, de efeitos dessas aplicações, tais leis ao vosso planeta, NÃO HÁ NADA SOBRENATURAL. Tudo emana, por toda parte e sempre, da Boa Vontade Imutável de Deus, conforme às leis universais inalteráveis, por Ele mesmo estabelecidas desde toda a eternidade e que desse modo participam da sua essência mesma.



JESUS, O CRISTO – X


P – Hoje, devido à pregação da LBV, sabemos que se completam o Evangelho e o Apocalipse: quem não sabe Apocalipse já não pode afirmar que sabe Evangelho. Esta é, a nosso ver, a grande vantagem da UNIFICAÇÃO DAS QUATRO REVELAÇÕES DO CRISTO DE DEUS. Como o CEU interpreta os versículos 39 a 45, Capitulo Primeiro, do Evangelho de Jesus segundo Lucas?

R – Trata-se da visita de Maria a Isabel:

39 – Ora, por aqueles dias, Maria, levantando-se, tomou apressadamente a direção das montanhas, indo a uma cidade de Judá. 40 – E, entrando na casa de Zacarias, saudou Isabel. 41 – Sucedeu que, a ouvir Isabel a saudação de Maria, menino lhe saltou n ventre, e ela ficou cheia d Espírito Santo. 42 – Exclamou, então, em alta voz: “És bendita entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 – E de onde me vem a dita de ser visitada pela mãe do meu Senhor? 44 – Sim, porque – mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste – meu filho saltou de alegria dentro de mim. 45 – Bem-aventurada tu, que acreditaste, porque o que te foi dito, da parte do Senhor, se cumprirá”.

O Espírito de Jesus estava ao lado de Maria, em casa de Isabel. Ele a acompanhava, então, como fazem os vossos Anjos da Guarda. O Espírito de João não precisou ver chegar Jesus, porque também estava lá. Era livre: os penosos preliminares da encarnação, como já dissemos, não o afetavam. Nenhuma perturbação experimentava, e não perdeu a consciência de si mesmo e da sua origem, senão um momento antes de nascer. Não tendo de suportar as angústias da encarnação, a relação entre João-Espírito e o feto se estabeleceu desde a concepção de Isabel. A ação do Espírito se podia fazer sentir, quando fosse preciso, para dar novo testemunho dos fatos. O ato que produziu o estremecimento, no ventre de Isabel, visava a aumentar o número das provas do fato anunciado. As palavras que ela dirigiu à Virgem foram um efeito mediúnico, fruto da ação ou inspiração dos Espíritos do Senhor. Isabel as pronunciou como médium inspirado e, por isso, cheia do Espírito Santo. Dizendo “bendito é o fruto do teu ventre”, falava a Maria em termos que ambas pudessem compreender. Exprimiu-se desse modo, sob a inspiração do Alto, de acordo com a crença que as duas, e depois todos, haviam de partilhar. Crença que se tornaria e – POR EFEITO DA REVELAÇÃO APROPRIADA AO ESTADO DAS INTELIGÊNCIAS E ÀS NECESSIDADES DA ÉPOCA – se tornou comum, vulgar, destinada a subsistir até ao dia em que, com o advento do Espírito da Verdade, se verificasse a exatidão destas palavras: a letra mata, o espírito vivifica. É o que acontece aos vossos olhos, uma vez explicado, em Espírito e Verdade, o que da parte do Senhor fora dito à Virgem Maria. Crede, os tempos chegaram e tudo será restaurado pela Boa Vontade do Cristo, à luz do seu Novo Mandamento.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

JESUS, O CRISTO – VII e VIII




JESUS, O CRISTO – VII


P – Na transmissão anterior da Doutrina do CEU da LBV, despertou nossa atenção este trecho: “Deixai que os materialistas envolvam o Mestre numa veste de carne igual à vossa; por mais que façam, não conseguirão nunca igualá-lo nesta desgraçada era apocalíptica”. Quais o sentido e o alcance destas últimas palavras?

R – Não há, nem haverá, por longo tempo ainda, um homem que possa viver a vida de Jesus. Tendes muitíssimo que fazer, para chegar lá, principalmente neste fim de ciclo. Podeis, entretanto, aproximar-vos dele. O homem de vosso planeta e todos os Espíritos, sejam quais forem – quer habitem os mundos inferiores para um fim de provação ou de expiação, ou ainda para o desempenho de suas missões, quer tenham alcançado os mundos superiores – participarão, já o dissemos e repetimos, da pureza de Jesus e da sua felicidade. Mas em que condições e por quais caminhos? Só mesmo adquirindo a perfeição, pela constante prática do AMOR que, através de todos os séculos, em todos os tempos da eternidade, é a fonte e o meio de todos os progressos: dá acesso à todas as ciências e conduz a Deus.

P – Nestas frases: “Deus é a única potencia criadora, que reina sobre todos os universos, é o único princípio universal, mas não divisível; cria, mas não pela divisão da sua essência”, que sentido se deve dar às seguintes palavras: “não divisível”, “não pela divisão da sua essência”?

R – Elas encerram a resposta ao dogma das três pessoas, mantido até hoje pela Igreja.

P – Estas palavras do Anjo (v. 28): “O Senhor está contigo, és bendita entre todas as mulheres”, tomadas ao pé da letra e confrontadas com os vs. 31, 32, 33, 34, 35 e 38, justificam a divindade atribuída a Jesus por efeito da encarnação do próprio Deus no seio de Maria?

R – O homem, como sempre, materializa tudo o que suas mãos tocam. Tirar semelhantes conclusões não é aviltar a divindade? O Senhor estava com Maria, mulher entre todas bendita, por ser ela, entre todas, Espírito muito puro no desempenho da sua missão na Terra. Eis tudo.

P – Qual, despojado da letra que mata, o espírito que vivifica, a significação destas palavras do Anjo à Virgem Maria (v. 30): “caíste em graça perante Deus”?

R – Estás em graça (ou caíste em graça) quer significar apenas o seguinte: – Obtiveste de Deus a missão que pediste.

P – Qual o motivo destas palavras do Anjo à Virgem (v. 31): “É assim que conceberás em teu seio e que de ti nascerá um filho, ao qual darás o nome de Jesus”, nunciativas de uma concepção material humana no ventre de uma virgem, contrariamente às leis imutáveis de reprodução do nosso planeta, com derrogação dessas leis, quando é certo que a vontade imutável de Deus jamais derroga as leis da Natureza, por Ele estabelecidas de toda a eternidade, dando isso causa a que aquela concepção fosse pelos homens considerada sobrenatural, miraculosa, divina, como obra do Espírito Santo?

R – Não era ainda conveniente que os homens erguessem o véu que lhes ocultava os segredos de além-túmulo. Convinha que acreditassem na matéria sensível e impressionável, NA DOR FÍSICA, para darem valor ao sacrifício. E também convinha, já o dissemos e repetimos, que acreditassem na origem divina de Jesus, exatamente para que se curvassem ao seu jugo, para que a missão do Mestre fosse aceita e suas leis obedecidas.

P – Qual a razão destas outras palavras do Anjo à Virgem Maria (v. 32): “O Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai” e “ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob”?

R – Era necessário um fio que ligasse as promessas do Antigo Testamento – as interpretações que lhe tinham sido dadas às necessidades do momento – às promessas feitas para o futuro. Constituiu esse fio o aparente parentesco, por descendência de tribo. Eis por que José encarnou na tribo de David e não em outra. Tudo é concatenado nos desígnios do Senhor e nos acontecimentos sucessivos, que preparam e efetuam, em cada transição, o vosso progresso e a obra da regeneração humana.

P – Qual, tirado da letra o espírito, o significado destas palavras (v. 33): “E o seu reino não terá fim”?

R – Não terá fim porque o vosso Salvador vos há de levar à perfeição. Não é Jesus o emblema da perfeição? E o seu reino não estará eternamente firmado quando a houverdes atingido? Sem dúvida, seu reino não terá fim.



JESUS, O CRISTO – VIII


P – Em face destas palavras de Maria (v. 34): “Como sucederá isso, se não conheço varão?”, qual a significação da resposta do Anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti”?

R – O Espírito Superior anunciava assim à Virgem que seus olhos se abririam, que ela iria compreender um “mistério” que lhe parecia, então, impenetrável. Efetivamente, mais tarde, a tempo e hora, Maria – a exemplo dos homens e sob  a inspiração dos Espíritos do Senhor – atribuiu à ação divina, como convinha que o fizesse, aquela que lhe fora anunciada, tendo em vista as palavras do Anjo a José: “Aquele que nela se gerou foi formado pelo Espírito Santo”. Ela, então, percebeu a missão especial que Jesus viera desempenhar: lembrou-se.

P – “E a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra”. Qual é a significação das palavras do Anjo e como podia tal sombra fazer que Maria concebesse e desse à luz um filho?

R – A interpretação foi feita falsamente, de um ponto de vista material. Com aquelas palavras, o Espírito (ou Anjo) tinha por fim tranqüilizar Maria que, na sua condição humana, se atemorizava ante a idéia de ficar sua vida maculada por uma concepção ilegal aos dos homens.

P – E como devemos entender as palavras: “Eis por que aquele, que de ti há de nascer, será chamado o FILHO DE DEUS”?

R – Elas confirmam o que acabamos de dizer. Aquele que de ti há de nascer (por obra do Espírito Santo) será chamado O FILHO DE DEUS. Esse título, segundo o espírito que vivifica, só se aplica a Jesus em consideração à sua pureza. Mas todos vós podeis conquista-lo. É o que foi dito a João na Ilha de Patmos: “Disse-me ainda: – Tudo está feito. Eu sou o A e o Z, o princípio e o fim. A quem tem sede EU darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, EU serei seu Deus e ele será meu filho” (Apocalipse, XXI: 6-7). Do ponto de vista humano, o exemplo de Jesus serviria para que os homens se elevassem a seus próprios olhos e COMPREENDESSEM O AMOR DE DEUS. Não havendo divindade a que não se oferecessem sacrifícios sangrentos, qual não deveria ser, aos olhos dos homens, a grandeza de Deus, qual não se contentava senão com o holocausto do seu filho bem-amado e único (relativamente a vós outros), a qual não deveria ser, aos olhos de Deus, o valor dos homens, uma vez que, para os resgatar, era indispensável tamanho sacrifício?!... Homens, não esqueçais (dissemos e repetimos) que éreis criancinhas e quase ainda o sois; que a cada época se deve falar a linguagem conveniente, para ser compreendido e, sobretudo, escutado. Não vos deixeis levar pelos filósofos sem filosofia, que – não compreendendo os meios transitórios e necessários da Revelação, empregados para a efetivação do vosso progresso – negam a realidade e o objetivo das manifestações dos Espíritos do Senhor. Estas manifestações, sempre em obediência à vontade do Altíssimo se produzem para a vossa regeneração. Os Espíritos são instrumentos: preparam o caminho sem o saberem e, muitas vezes, sem o quererem. A entrada estava impedida: eles removeram os materiais que a obstruíam. Nós ergueremos o Edifício que o homem não tentará destruir, porque nele encontrará a paz, a esperança, a felicidade.

P – Qual o significado das seguintes palavras que o Anjo dirigiu à Virgem Maria (v. 37): “E nada será impossível a Deus”?

R – Refere-se, do ponto de vista do mundo espiritual, à manifestação, ao aparecimento de Jesus na Terra com um corpo fluídico; do ponto de vista de Maria, explica o que ela considerava um “milagre”, isto é, um fato impossível.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Jesus Cristo I e II




JESUS, O CRISTO – I


P – Não podia ser melhor, para o povo brasileiro, a idéia da explicação dos Evangelhos de Jesus, reunidos e harmonizados. Como interpreta o CEU da LBV a passagem de Lucas, 1: 26 a 38?

R – Eis a passagem evangélica:

26 – Estando Isabel no seu sexto mês de grávida, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, 27 – a uma virgem, noiva de um varão chamado José, da casa de David, e essa virgem se chamava Maria. 28 – O Anjo, aproximando-se dela, disse-lhe: “Eu te saúdo, ó cheia de graça; o Senhor está contigo; és bendita entre as mulheres”. 29 – Ela, porém, ouvindo-o, perturbou-se, e consigo mesma pensava no significado daquela saudação. 30 – o Anjo lhe disse: “Maria, nada temas, porque estás em graça perante Deus. 31 – É assim que conceberás em teu seio, e que nascerá de ti, um filho ao qual darás o nome de Jesus. 32 – Ele será grande e será chamado o Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de David seu Pai; Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacob, 33 – e seu reino não terá fim”. 34 – Então, disse Maria ao Anjo: “Como será isso, se não conheço varão?” 35 – O Anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, e por isso o santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus. 36 – Eis que tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho, e está no sexto mês de gravidez, ela que era chamada estéril. 37 – É que, para o Senhor, nada é impossível”. 38 – Então disse Maria: “Aqui está a serva do Senhor; faça-se em mim conforme às tuas palavras”. E dela o Anjo se afastou.

O homem, desde que vive na terra, não tem ouvido em todos os tempos a mesma linguagem. Em cada época de transição, só lhe é dito e dado aquilo que ele pode compreender. A Humanidade tem de ser preparada para o que lhe cumpre saber. A cada idade sua é necessário que lhe fale a linguagem conveniente a fim de que ela possa entender e atender. Homens, não esqueçais que éreis criancinhas quando Jesus desceu à Terra, para vos traçar a obra de regeneração e lançar-lhes as bases; lembrai-vos de que ainda hoje, sois pouco mais que criancinhas! Curvai-vos diante da Sabedoria Infinita, que preside o vosso progresso e o dirige por intermédio do Cristo, vosso Mestre, Supremo Governante e Protetor do vosso planeta e da sua humanidade, dando-vos – pouco a pouco – a Luz e a Verdade, conduzindo-vos gradualmente para perfeição, através dos séculos! O aparecimento de Jesus, segundo o Anjo o anunciou à Virgem Maria, e depois a José, por efeito de uma concepção de um nascimento que os homens trataram de “sobrenaturais”, “miraculosos”, “divinos”, por obra do Espírito Santo, isto é, por um ato do próprio Deus (o Espírito Santo era, para os judeus – já o sabeis – Inteligência Divina a se manifestar por uma ação qualquer), TINHA DE PERMANECER, E PERMANECEU SECRETO, durante todo o tempo da sua missão terrena. Maria confiou a revelação aos discípulos preferidos do Mestre (preferidos, quer dizer: que o seguiam mais assiduamente com a Virtude, dos quais sabia ele poder contar quando fosse chegada a hora). Fiéis à inspiração de seus Guias, esses discípulos compreenderam que, divulgada, tal revelação acarretaria, da parte dos homens, a descrença na pureza de Maria e na origem de seu filho. Para espalha-la no seio das multidões, esperaram que, - com o completo desempenho da missão terrena de Jesus – o tempo tivesse amadurecido os frutos. Assim, só depois do sacrifício do Gólgota, do reaparecimento do Mestre, a chamada “ressurreição”, e do seu regresso à vida espiritual, fato que se chamou “ascensão”, se radicou a crença na divindade que lhe atribuíram. Nesses últimos tempos, seus discípulos deram fé a essa “divindade”, interpretando ao pé da letra as palavras meu pai, de que usava Jesus ao referir-se a Deus, e achando que só essa origem e sua vida sem mácula poderiam explicar os fatos surpreendentes chamados milagres, que lhes feriam continuamente os sentidos materiais. Durante sua missão terrena, e assim devia acontecer, Jesus foi considerado pelos homens como fruto de concepção física, material, como um homem igual aos outros, tendo Maria por mão e José por pai. Para seus discípulos, e para a multidão que o acompanhava, era um profeta revestido da libré humana, como os profetas da lei antiga. Para os discípulos dos sacerdotes, para os escribas, os fariseus e seus adeptos era um impostor, porque Jesus – declarando-se O FILHO DE DEUS – atribuía a si mesmo a divindade, fazia-se passar pelo próprio Deus. Maria tinha de ser e foi aos olhos de todos a mãe de Jesus: primeiro, porque viam nele um homem como outro qualquer, de acordo com as leis materiais da concepção e do nascimento humanos, da reprodução do vosso planeta; em seguida, porque o julgavam encarnação de Deus no seio de uma virgem, mediante uma concepção, uma gravidez e, portanto, um nascimento que era obra do Espírito Santo. Compreendei bem a necessidade que então havia, de primeiro se materializarem todos os fatos, a fim torna-los acessíveis ao homem; a seguir, a necessidade – depois de vivida a missão terrena do Cristo – de se idealizar a matéria, dando-lhe uma origem divina, para que os homens se curvassem ao jugo, porque – uma vez aceita a divindade atribuída ao Mestre – sua missão também seria aceita e suas leis também obedecidas. Jesus, como Espírito, não seria compreendido; sua abnegação e suas dores morais não seriam apreciadas. Para que o homem entendesse o sofrimento, ERA PRECISO QUE ESSE SOFRIMENTO FOSSE FÍSICO. A carne tinha necessidade de um sofrimento de carne. Àqueles que vertiam o sangue dos touros e dos cordeiros era preciso que se apresentasse em SACRIFÍCIO DE CARNE E SANGUE. Os homens jamais compreenderiam o devotamento sem limites do Espírito Perfeito, descido à Terra para lhes trazer o exemplo da vida preparatória da Eternidade.



JESUS, O CRISTO – II


P – Louvamos a franqueza com que o CEU declara: todos estes ensinamentos não são de homens, por mais célebres que sejam; são do próprio Jesus, através do seu porta-voz – o Espírito da Verdade! Agora, entendemos melhor o martírio inenarrável do Mestre, durante a sua missão na Terra. Por que o fizeram sofrer tanto?

R – O homem é orgulhoso. A descida de um Espírito do Senhor não lhe teria bastado: tinha de ser um Deus! Não esqueçais que os judeus se achavam em contato direto com os romanos; que as idéias e costumes dos conquistadores se infiltram sempre no povo do país conquistado; que, assim, as idéias politeístas vieram a encontrar-se com o monoteísmo. A vida e os atos de Jesus; sua “morte” e sua “ressurreição”; os fatos que se seguiram; a interpretação humana dada às “suas palavras”; a divulgação feita pelos discípulos, uma vez terminada a missão, do que o Anjo (ou Espírito) anunciara à Virgem Maria e depois a José, acerca daquela concepção e daquela gravidez, obra do Espírito Santo, e como tal consideradas “sobrenaturais”, “miraculosas”, “divinas” – criaram para os judeus a necessidade de multiplicarem a divindade, tentando manter a unidade na pluralidade. E assim se explica a origem do que os homens chamaram “o dogma das três pessoas”. O materialismo esmagava o mundo com o seu peso carnal e o mundo perecia, porque toda a carne apodrece. Cumpria ergue o Espírito e dar-lhe a força de lutar contra a matéria. Para se conseguir tal objetivo era indispensável que o mundo tivesse diante dos olhos UM EXEMPLO IMATERIAL, imaterial sob o ponto de vista da divindade atribuída ao Cristo, não durando a sua materialidade, para os homens, mais que um tempo muito restrito e não passando de um meio de comunicação. Na apresentação deste exemplo em vosso mundo é que está segando as mistas humanas, O MILAGRE, porque – aos olhos dos homens – houve derrogação das leis estabelecidas. Aí não há, porém, nenhum milagre: a vontade imutável de Deus não derroga NUNCA às leis naturais por Ele promulgadas desde de toda a eternidade. Como vereis pela explicação que vos daremos, na medida do que a vossa inteligência (obscurecida pela carne) pode receber e comportar, o que houve FOI APLICAÇÃO DAS LEIS QUE REGEM OS MUNDOS SUPERIORES E ADAPTAÇÃO DESSAS LEIS AOS VOSSOS FLUIDOS, isto é, do planeta que habitais. Maria era um Espírito Puro, que descera à Terra com a sagrada missão de cooperar com Jesus na obra da regeneração humana. Em comunhão com os Espíritos do Senhor, mas submetida à Lei da Reencarnação, material, humana, tal qual a sofreis, a Virgem era médium vidente, intuitivo e audiente, no sentido de ter consciência do ser que se lhe apresentava e da predição que lhe fazia. Sua inteligência entorpecida pelo invólucro material, não estava em estado de lembrar-se. É o que explica tenha feito sentir ao Anjo, ou Espírito, a impossibilidade de conceber durante a virgindade. Era preciso que, tanto quanto os homens, a Virgem desconhecesse a origem espiritual do Filho, que lhes era anunciado. A explicação que daremos da concepção, da gravidez e, portanto do parto de Maria, como obra do Espírito Santo, vos fará compreender que, não devendo conhecer aquela origem, ela de fato não a tenha conhecido e HAJA ACREDITADO NA SUA MATERNIDADE. Os judeus, de acordo com as suas tradições e as interpretações dadas ao Antigo Testamento, criam que o próprio Deus se comunicava diretamente com os homens; que o Espírito Santo era a inteligência mesma de Deus, a se manifestar por um ato qualquer. Isso explica a resposta do Anjo, ou Espírito, ao anunciar – primeiro a ela, depois a José – a concepção no seio de uma virgem, a gravidez e o parto, como obra do Espírito Santo. A resposta era adequada, segundo a vontade do Senhor, ao estado geral das inteligências, de modo a poder ser escutada e compreendida, apropriada às necessidades da época, tendo em vista os acontecimentos que iam ocorrer, preparando a Humanidade para o que teria de saber mais tarde, mediante uma nova Revelação, quando fossem chegados os tempos em que a pudessem suportar. Ora, para os judeus que esperavam um chefe temporal, capaz de lhes reanimar a nacionalidade, de lhes reavivar as glória, de os constituir em povo livre, preciso era um chefe que, afastando-se do programa humano, lhes fizesse compreender NÃO SER SEU REINO DO PLANO TERRA. Na verdade, eles tinham a idéia fixa de oferecer um sacrifício ao Deus terrível que, segundo o seu modo de ver, se deleitava com o fumo dos holocaustos. E, para que o sacrifício fosse realmente grande, aqueles a quem era proibido sacrificar homens a Deus – SACRIFICARAM DEUS A SI MESMO!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

JOÃO BATISTA VII E VIII




JOÃO, O BATISTA – VII


P – Damos graças a Deus pela pregação libertadora do CEU, em obediência à ordem do Mestre: “Ide e Pregai”. Só mesmo a Boa Vontade nos conduz ao Novo Mandamento pelo caminho da Verdade, que liberta o homem da ignorância espiritual e de todas as suas lamentáveis conseqüências. Como a LBV define o Espírito Santo?

R – Segundo o modo de ver dos tempos hebraicos e dos tempos evangélicos durante a permanência de Jesus entre vós, Espírito Santo era expressão familiar aos judeus, significando a manifestação mesma de Deus, por um ato qualquer, e a inspiração divina – “o sopro do próprio Deus”. Para exprimir que João era inspirado por Deus, dizia-se que ele estava cheio do Espírito Santo, que o Espírito Santo estava nele, que era impelido pelo Espírito Santo, que agia por um movimento do Espírito de Deus. O mesmo foi empregado com relação a Jesus. Era a expressão própria do tempo em que os homens não entendiam como Jesus – que supunham fosse homem igual aos demais e de cuja origem, essência e natureza nada sabiam – podia libertar-se tanto da fraqueza humana sem estar cheio do Espírito Santo, sem que o Espírito Santo estivesse nele, sem ser impelido pelo Espírito, isto é, sem ser inspirado por Deus do mesmo modo que os profetas. Conforme à concepção dos tempos seguintes à missão terrena de Jesus e à doutrina da Igreja de Roma, o ]Espírito Santo era uma parte individualizada do próprio Deus! Uma fração de Deus revestira a forma humana, para descer visivelmente aos terrícolas, sendo outra fração a inteligência ou inspiração divina, que se transmitia aos homens, capaz – se necessário fosse – de se materializar diante deles! No âmago dessas falsas interpretações, havia mistura de idéias hebraicas, de idéias politeístas, acidentalmente panteístas e confusa reminiscência de idéias espirituais, cujos traços a tradição conservara e das quais a imaginação do homem se apropriou – como sempre – adaptando-as às suas necessidades e conveniências. Somente a Terceira Revelação, trazida ao mundo pelos Espíritos do Senhor, veio revelar a Luz da Verdade, afirmando: o Espírito Santo, de modo geral, não era – e não é – um Espírito especial, mas uma designação figurada, que indicava – e indica – O CONJUNTO DOS ESPÍRITOS PUROS, DOS ESPÍRITOS SUPERIORES E DOS BONS ESPÍRITOS! É a Falange Sagrada, instrumento da ordem hierárquica da elevação moral e intelectual, ministra de Deus – uno, indivisível, eterno, infinito – que irradia por toda parte SEM JAMAIS SE FRACIONAR, e cujas vontades e inspirações só os Espíritos Puros recebem diretamente para as transmitir aos Espíritos Superiores, e por meio destes aos Bons Espíritos, que – através da escala espiritual – as fazem chegar até vós. É a Falange Sagrada que promove a execução de acordo com as leis gerais estabelecidas, imutáveis e eternas, das inspirações e vontades do Criador nos planos físico, moral e intelectual, objetivando a organização, o funcionamento, a realização da vida e da harmonia universais, na imensidade dos mundos, mais ou menos materiais, mais ou menos fluídicos, de todo o Universo; na infinidade dos Espíritos, quer errantes, quer material ou fluidicamente encarnados, quer fluidicamente incorporados e investidos do livre arbítrio; na multiplicidade de todos os seres, em todos os reinos da Natureza! É a Falange Sagrada, verdadeira providência divina, executora – pelas vias hierárquicas de elevação moral e intelectual, na imensidade, nos mundos espirituais e em todos os planetas, inferiores e superiores – da justiça e da misericórdia infinita de Deus, Pai de todos e de tudo o que existe! Portanto, estar cheio do Espírito Santo, ser impelido pelo Espírito Santo, agir por um movimento do Espírito de Deus era – e é – ser assistido, inspirado, guiado pelos Espíritos do Senhor, Espíritos estes que o reencarnado atrai a si, na conformidade da sua elevação moral e intelectual, de acordo com a natureza e a importância da obra ou da missão que lhe cumpre realizar. Se assim era João, o Batista, que devemos dizer de Jesus? ESPÍRITO PERFEITO, puro entre os mais puros que presidem, sob a sua direção, os destinos, o desenvolvimento e o progresso da Terra e de sua Humanidade, encaminhando-os sempre, Jesus, cuja perfeição se perde na noite da eternidade – Espírito Protetor e Supremo Governante do vosso planeta, vosso e nosso Mestre – operava não sob influência estranha, MAS POR SI MESMO. Poderíamos, pois, dizer que era impelido pelo Espírito, no sentido de que – permitindo-lhe sua elevação aproximar-se do CENTRO DA ONIPOTÊNCIA, ele recebia diretamente as inspirações de Deus.



JOÃO, O BATISTA – VIII


P – Estamos profundamente emocionados com as lições do CEU, sem nenhum sectarismo religioso. Somente a LBV pode unificas todas as Revelações do Cristo de Deus. Voltando à figura de João, o precursor de Jesus, temos outra pergunta: – A aparição do Anjo a Zacarias (v. 11) se produziu tal como os Hebreus a figuravam, com forma humana?

R – Sim, os Hebreus representavam os Anjos vestidos de branco e o semblante nimbado de raios luminosos, cujo o foco não percebiam e, por vezes, lhes punham asas, para que o povo entendesse que eles podiam percorrer o espaço. Quanto às aparições que se têm dado, em outras épocas e no seio de outros povos, todas se produziram sempre nas mesmas condições, isto é, o Espírito sempre tomou a aparência mais apropriada a ferir a imaginação do homem, ou a lhe trazer à lembrança aquela que ele desejaria ter diante dos olhos.

P – Qual o sentido destas palavras do Anjo, falando de si mesmo (v. 19): “Sou Gabriel, sempre presente diante de Deus”?
R – Não deveis concluir, destas palavras, que esse Espírito estivesse continuamente diante de Deus, como qualquer ministro humano que aguarda as ordens do seu chefe. Sendo um Espírito elevado, um dos mensageiros do Senhor, estava por isso mesmo em relações permanentes com Ele. A inspiração divina lhe vinha como a do vosso Anjo da Guarda vos chega, levada em conta a diferença das naturezas espirituais e das relações que delas decorrem.

P – Por que meio se operou a mudez de Zacarias?
R – Pela ação fluídica, resultante da vontade do Anjo. Como vos explicaremos mais tarde, assim como existe um magnetismo humano, há também um magnetismo espiritual. Por efeito da ação espiritual imediata a língua de Zacarias foi carregada de fluídos, que a tornaram pesada, determinando uma espécie de paralisia aparente, da mesma forma que o magnetizador, quando quer imobilizar um dos membros do magnetizado, o torna extremamente pesado. O magnetismo, ainda muito imperfeito entre vós outros, é um derivado da nossa natureza: os vossos fluídos atuam mais ou menos, conforme a se acharem menos ou mais comprimidos ou desnaturados pela carne. No Espírito, porém, os fluídos são livres, e vos influenciam mais ou menos, conforme a vossa matéria, do mesmo modo que a influência do magnetizador se faz sentir mais ou menos, de acordo com o magnetizado, que pode ser mais ou menos lúcido, mais ou menos impressionável. Esta explicação pode bastar para todos os casos da categoria dos milagres: cabe a todos vós retirar daí a lição conveniente!

P – Em face do v. 25: – Porque Isabel se ocultou durante cinco meses após a concepção (v. 24), desde que, cessando a sua esterilidade, desaparecera o opróbrio que sobre ela pesava, segundo os preconceitos hebraicos?
R – Por ato de humildade, a fim de prolongar voluntariamente o opróbrio em que vivia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

JOÃO BATISTA V E VI




JOÃO, O BATISTA – V


P – O sistema de perguntas e respostas torna muito mais suaves as explicações do Espírito da Verdade. Quais o sentido e o alcance das palavras “é avisado o homem que se põe em guarda contra o desconhecido”?
R – É de bom aviso não abraçar cegamente qualquer idéia nova, não acolher como boas todas as máximas pregadas, com mais ou menos eloqüência. Deveis sondar, sempre, cada fato, cada idéia; procurar ver tudo, não com os olhos do corpo, mas com os olhos da alma, da inteligência; escutar, não com os ouvidos materiais, mas com os ouvidos espirituais. O homem deve raciocinar, estudar, apreender bem todas as coisas. Por isso vos dissemos que não foi por haver duvidado que Zacarias ficou mudo. Que pedia ele? Uma prova de que a aparição do Anjo não era um erro, uma alucinação do seu Espírito. Recebeu, pois, uma prova, não um castigo. Poderia Deus considerar crime a ignorância do homem?

P – Tendo em vista as palavras de Zacarias (v. 18): “De que modo me certificarei disso, sendo eu já velho e estando minha mulher em idade avançada?”, como deve ser entendida a fala do Anjo (vs. 19-20): “por não teres acreditado nas minhas palavras, que a seu tempo se cumprirão”?
R – Zacarias pediu, já o dissemos, simplesmente uma prova, sem prevenções de dúvida ou de negação. Pedir uma prova era não querer acreditar, unicamente pelas palavras ouvidas, que o fato ocorresse como lhe fora dito.

P – Sobre a afirmativa “Elias seria João, João fora Elias”, que devemos entender por isto: “palavras repetidas e confirmadas mais tarde pela opinião e pela voz públicas”?
R – João era considerado geralmente, pelos Hebreus, como sendo o profeta Elias que voltara. Precisamente porque a opinião geral via em João o reaparecimento de Elias, é que tantas perguntas lhes foram dirigidas sobre esse ponto, no curso da sua missão, repetindo mais tarde os discípulos a Jesus o que, a tal respeito, diziam os fariseus.

P – Diante das palavras “Elias seria João, João fora Elias”, será lícito dizer que as do versículo 17: “Ele irá à sua frente com o Espírito e a virtude de Elias” são a prova da reencarnação?
R – Sim, as palavras do Espírito, ou Anjo, tinham por sentido oculto, e único e verdadeiro, indicar que o Espírito do profeta Elias viria reencarnar no corpo daquele menino que ia nascer de Isabel e de Zacarias.

P – Esse sentido oculto só mais tarde seria explicado pela Terceira Revelação, destinada em explicar em Espírito e Verdade a Lei Natural da Reencarnação, em seu princípio e suas conseqüências?
R – Certamente, mas esse sentido oculto fora entrevisto desde a origem.

P – Na frase “Os Espíritos do Senhor vestem, muitas vezes – para reerguer a Humanidade – uma libré que aos olhos dos homens é tida por ínfima de acordo com seus preconceitos no tocante às condições sociais. É que o devotamento desses espíritos sabe ser eficaz sob todas as formas”, que sentido se deve atribuir a estas palavras: “Uma libré, que aos olhos dos homens, é tida por ínfima, de acordo com seus preconceitos no tocante às condições sociais”?
R – Falávamos de João. Pensai na condição humílima de Jesus, do ponto de vista do vosso mundo. Que categoria social ocupava ele? Qual a que ocupavam os Apóstolos, os zelosos e fiéis discípulos do Mestre? Homens, não observais ainda hoje, nas classes mais abjetas, segundo o vosso ponto de vista, exemplos de abnegação, de nobreza dalma que o vosso orgulho desejaria ver somente nas classes elevadas da sociedade? No seio delas, entretanto, é que geralmente, para sua vergonha, menos se produzem esses exemplos.

P – Qual o sentido destas palavras (v. 15): “Ele não beberá vinho, nem bebida alguma espirituosa”?
R – Os homens consagrados ao serviço de Deus se obrigavam a uma existência especial. Entre os compromissos que assumiam, estava o da abstenção das bebidas espirituosas ou fermentadas. Os Hebreus ofereciam, muitas vezes, um filho ao Senhor, sobretudo se o tinham desejado durante muito tempo e quando se tratava do primogênito, exatamente como, entre vós, muitas mães oferecem seus filhos à Virgem Maria.



JOÃO, O BATISTA – VI


P – Foi providencial a criação do Centro Espiritual Universalista. Julgamos acertada a afirmativa de que, no CEU da LBV, só se aceitam os ensinos de Jesus através do Espírito da Verdade. Estamos desiludidos de “mestres” e instrutores que só querem projeção, dinheiro e cartaz literário. Como explica o Espírito da Verdade estas palavras sobre João (v. 15): “Será cheio do Espírito Santo desde o seio materno”?
R – A sentença é do único Mestre do vosso planeta: “Quem não é por mim é contra mim. Quem comigo não junta, espalha”. O divisionismo é a grande chaga aberta pelos egoístas, infiltrados em todas as boas causas. Só o Novo Mandamento poderá unir os que realmente colocam o Cristo acima de seus melindres e vaidades pessoais. Todos terão de dar o testemunho do Batista: “Importa que eu desapareça, para que Ele apareça”. Por isso estava, antes de renascer, cheio do Espírito Santo. As vozes de além-túmulo já vos revelaram as angústias por que passa o Espírito que vai encarnar de novo, para suportar as provações que lhe são necessárias; quais as suas inquietações, quanto ao resultado dessas novas provas; qual a perturbação que isso lhe cause, perturbação que aumenta continuamente até ao instante do nascimento, e que vai mais longe, ainda que enfraquecendo durante o primeiro período da infância material. Já o sabeis: o Espírito, depois de haver expiado, na erraticidade, as faltas ou crimes cometidos, experimentando sofrimentos ou torturas morais adequados e proporcionais a esses crimes ou faltas, entra na fase da reparação. Escolhe, então, as provações que julga mais apropriadas ao seu adiantamento. Depois, entretanto, essas provações se lhe afiguram sempre terríveis. Tão fraco se sente, examinando o passado, que duvida de suas forças no futuro. Aí começa a perturbação, o estado da ansiedade, a princípio bem nítido, mas que perde em nitidez o que ganha em intensidade, à medo da que no seio materno se forma o invólucro que lhe cumpre revestir e ao qual ele se acha ligado, desde o princípio da concepção, por um laço fluídico, uma espécie de cordão, que gradualmente se encurta, aproximando-o cada vez mais do seu cárcere. Consumado o nascimento, completa é a ligação entre o Espírito e o corpo, do qual aquele não pode mais separar-se. Principiam suas provações. Sofre logo o efeito da perturbação, que, entretanto, muda de caráter: já não é a angústia dos primeiros momentos, é o torpor produzido pela matéria, até que, desenvolvendo-se esta, lhe seja possível adquirir, pouco a pouco, relativa liberdade. Não suponhais, porém, que o mesmo aconteça com um Espírito elevado, que toma a veste carnal como se vestisse um uniforme, dentro do qual se achasse bem aparelhado, para prestar bons serviços à Pátria. É com alegria que esse recebe o amplexo da carne. E, mesmo no seio materno, enquanto não se apertaram inteiramente os laços que o prendem ao corpo, ele – sempre livre – apreciava a importância da obra que lhe foi confiada a extensão da confiança de que o Senhor, por essa forma, lhe dá prova, e daí tira motivo de grande júbilo. Não lhe sucede, desde a concepção, ficar subjugado pela carne: conserva, desde logo, certa independência. Sem sofrer as angústias que precedem a encarnação, sente apenas o entorpecimento que a matéria causa por ocasião do nascer, quando o corpo constringe completamente o Espírito, e que se prolonga até que com o desenvolvimento gradual da matéria aquele readquire sua liberdade. João era cheio do Espírito Santo desde o ceio materno porque, sendo o se Espírito elevadíssimo, atraia a si os que lhe eram iguais ou superiores, de mundos maiores, para assisti-lo na sua missão de Precursor do Cristo de Deus.